Do compasso ao desenho digital
No passado analógico, eram o compasso, a borracha e o papel vegetal as principais ferramentas para desenhar um automóvel e que agora deram lugar à era digital. Os engenheiros da SEAT que participaram no lançamento de modelos emblemáticos acompanham-nos na descoberta da evolução do processo de criação e de desenvolvimento de um automóvel nos últimos 40 anos.
autonews.pt @ 19-6-2018 15:05:33
Agora desenha-se diante de um monitor com recurso à última tecnologia em 3D, mas há quatro décadas os projetistas reuniam-se à volta de uma enorme mesa para traçar as linhas de um automóvel à escala real – chegavam a ser seis metros de papel - “Fazia-se tudo com papel, régua e compasso na mão e, claro, nada de programas de edição de imagem”, recorda Ángel Lahoz. Nos anos 80, uma das dificuldades era a de projetar diferentes secções do modelo desenhado, umas sobre as outras, no mesmo plano.
Recorda Lahoz que: “Havia um único computador por departamento, para a assistente da direção, e os restantes trabalhavam em mesas cheias de planos e de lápis de cor. Parecia um atelier de artistas”, recorda Lahoz. Hoje, esta imagem foi substituída por tablets interativos e canetas digitais. Os desenhadores podem agora fazer correções instantâneas com um só click, fazendo com que desaparecessem “as mil e uma modificações feitas à custa da borracha de apagar”, acrescentou.
Na fase de criação de um novo modelo, os esboços convivem com as reproduções de protótipos em tamanho real. É desta forma que se definem as formas finais. Nos anos 80, para a primeira geração do SEAT Ibiza, utilizava-se o gesso, duas toneladas ao todo. Em contraste, hoje, recorre-se à argila, um material de mistura de aspeto semelhante ao barro “muito mais moldável”, explica Lahoz. Agora, graças à tecnologia, é também possível alcançar “uma precisão à décima de milímetro”. Este processo, mais manual, é combinado com protótipos virtuais.
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