Dez anos de pneus de competição na LMP2 de Le Mans

Desde a sua introdução, há mais de uma década, LMP2 tornou-se uma das mais áreas mais intensas em termos de competição de pneus que tem originado melhores pneus. Inicialmente, os pneus eram substituídos em cada paragem para abastecimento de combustível, mas tornou-se óbvio que se poderia conquistar uma vantagem competitiva se os pneus durassem mais stints.

Dunlop @ 11-6-2015 16:39:16

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A competição entre fabricantes de pneus deu aso a melhorias durante a busca pela vitória. Há cinco anos a Dunlop conseguiu fazer voltas triplas, utilizando os mesmos pneus ao longo de três paragens para abastecimento, um feito na altura, mas desde então o desempenho dos pneus avançou consideravelmente. Em 2014, apesar das elevadas temperaturas alcançadas durante o dia, conseguiram fazer-se voltas quádruplas. Nas fases finais da corrida, a volta quádrupla desempenhou um papel importante na vitória da equipa Jota e tal foi possível devido aos pneus desenvolvidos em ambiente competitivo.

As estatísticas das voltas indicam que a Jota efetuou voltas triplas e quádruplas com pouca diferença entre o desempenho desde o início até ao final da corrida. A média da volta para uma stint com 150 km foi apenas 0,17 segundos mais rápida do que a média da quarta stint com o mesmo conjunto de pneus que já tinha percorrido 600 km. Todas as equipas Dunlop beneficiaram de um rendimento constante durante as voltas, com uma diferença entre a volta mais rápida e a mais lenta da corrida (excluindo entradas/saídas e voltas com incidentes) entre 5,5 e 7,5 km/h para as equipas líderes.

A durabilidade aumentou e o desempenho melhorou também. Há 10 anos (em 2005) os vencedores da LMP2, RML, conseguiram um tempo médio de volta de 4:03 em comparação com os 3:54 da equipa Jota em 2014. As voltas mais rápidas também registaram menos 10 segundos. Por exemplo, a volta mais rápida da LMP2 em 2005 foi estabelecida pela equipa RLM em 3:47.601, ao passo que a volta mais rápida de 2014 teve um tempo de 3:37.787 e foi estabelecida pela equipa Signatech.

James Bailey, diretor de Relações Públicas e Comunicação da Dunlop Motorsport: “Nos próximos 10 anos poderá assistir-se a um desenvolvimento do pneu: o objetivo vai continuar a ser minimizar e assegurar o rendimento mais constante possível durante quatro stints, no entanto a capacidade do piloto limita a quatro o número máximo de paragens sem alteração do condutor ou dos pneus. Os engenheiros vão poder concentrar-se noutros fatores, como o desempenho e a perceção/feedback do piloto.

“A procura de veículos com combustível alternativo também servirá de base para o desenho dos pneus do futuro. Os atuais veículos elétricos adaptam-se às limitações dos componentes da transmissão de tal forma que, à medida que os fabricantes desenvolvem soluções mais robustas, será alcançada uma vantagem competitiva ao ter pneus que sejam concebidos para capitalizar o maior par inicial.”

“A redução de peso dos pneus também vai melhorar o desempenho. A massa inferior não suspensa, o peso fora do chassis, facilita o controlo da superfície de contacto e melhora a aderência e desempenho.”

“Estamos satisfeitos que a ‘guerra de pneus’ continue na LMP2. É uma das melhores classes para o desenvolvimento de pneus, quer seja para recolher conhecimentos para a LMP1 ou para aplicar tecnologias nos campeonatos de marca única, como fizemos com os novos pneus LM-GTE e GTC. A ACO vigia a ‘guerra de pneus’ muito bem. Isto impede que a competição livre se transforme numa corrida desenfreada e mantém os custos a um nível sustentável para os fabricantes de pneus e equipas.”

Dunlop @ 11-6-2015 16:39:16


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