Opel ADAM ROCKS no centro de testes da Opel em Dudenhofen
Intenso teste de resistência durou 24 semanas - o equivalente a um ciclo completo da duração de um automóvel
Agora que se prepara para inaugurar o período de encomendas do novo ADAM ROCKS, a Opel terminou a fase de testes do seu mini ‘crossover’ e já deu luz verde à entrada em produção. A variante ROCKS distingue-se por oferecer um grande tejadilho de abrir ‘Swing Top’ em tecido, proteções de carroçaria e altura ao solo mais elevada. O ADAM ROCKS teve que passar num duro ensaio no Centro de Testes da Opel em Dudenhofen, na Alemanha, antes de iniciar a produção em série.
Opel @ 25-6-2014 12:30:25
A aparência do ROCKS mostra bem do que este citadino especial é capaz, no ambiente urbano e não só. A suspensão elevada em 15 mm permite aumentar a distância ao solo, o que confere capacidade para ultrapassar maiores obstáculos e fazer incursões em estradas mais difíceis. Os engenheiros efetuaram modificações ao nível de amortecedores e molas, bem como na geometria das suspensões dianteira e traseira, na direção e nas configurações do programa eletrónico de estabilidade (ESC).
Para validar todas estas modificações, a Opel estipulou um plano de testes nas difíceis pistas de Dudenhofen, onde a marca alemã ensaia todas as suas novidades, longe de olhares indiscretos. Desde a estrada empedrada ao anel de velocidade e à pista de montanha, o ADAM ROCKS de produção teve que completar cerca de 40.000 quilómetros em duríssimas condições. Este teste corresponde a algo como 160.000 quilómetros percorridos em utilização intensa em condições reais. Os automóveis que passam por Dudenhofen nesta fase são sujeitos durante 24 semanas a níveis de esforço que simulam, na totalidade, o ciclo completo de vida do automóvel em condições normais.
Por exemplo, na sugestivamente apelidada “pista da tortura” o ‘crossover’ citadino da Opel teve que provar a sua durabilidade. A pista é composta de 900 metros de buracos e saliências, uma secção inundada de água e um trecho de piso empedrado. Trata-se de um teste extremamente duro para o chassis, que certamente nunca passará por semelhante situação na utilização real.
No novo anel de velocidade, recentemente alargado, a Opel defende que “melhor, só a voar”. Com uma inclinação de 40 graus na faixa mais exterior, os automóveis podem ser testados a velocidades até 250 km/h sem estarem sujeitos a forças laterais. Isso permite aos engenheiros avaliar múltiplos parâmetros a velocidade elevadas, sem demasiado esforço, permitindo-lhes até soltar o volante de vez em quando.
Para testar direção, transmissão e travões, o ADAM ROCKS percorreu vezes sem conta a pista de montanha, um circuito construído com subidas e descidas de pendentes entre oito e 30 por cento, com pisos de diferentes consistências e texturas, e uma secção de tipo serpentina com sucessivas curvas muito apertadas (os chamados ‘ganchos’).
A pista de “conforto e ruído” possui pisos de variados tipos que conseguem reproduzir praticamente todas as ruas e estradas da ‘vida real’. Esta secção é utilizada também para efetuar as medições de ruído em passagem para garantir que o automóvel cumpre as exigências da norma ECE-R51.02. Aquilo que mais influi nesta medição é, como seria de esperar, o ruído de escape. Os engenheiros utilizam microfones direcionais e sonómetros colocados numa reta com a extensão exata de 23,74 metros. A norma requer que o automóvel circule em segunda e terceira velocidades, a 50 km/h, e que depois acelere a fundo. O limite médio imposto é de 74 dB(A), fasquia que o pequeno ADAM ROCKS nunca ultrapassou.
Outro dos ensaios decisivos de Dudenhofen é a pista de “endurance”. Trata-se do circuito mais longo do centro de testes, com múltiplos tipos de asfalto, blocos de pedra, lombas e curvas de todos os géneros. É aqui que os engenheiros confirmam se todas as afinações que definiram nos protótipos de desenvolvimento foram efetivamente passadas para os veículos de produção. «Isto dá-nos mais uma possibilidade de controlar a qualidade do automóvel antes do arranque das vendas», explica Rainer Bachen, Engenheiro-Chefe de Desenvolvimento na Opel. «Por exemplo, se verificamos que a direção tem um tato diferente ou que há ruídos parasitas, podemos atuar de imediato e realinhar de acordo com os padrões que estipulámos».
Durante a fase de desenvolvimento do ADAM ROCKS, tudo nos protótipos foi feito à mão. Por contraste, a rapidez de montagem e o volume de produção são fatores decisivos na produção em série, portanto a qualidade do produto final também tem que passar por um último teste. Ao longo deste ensaio de 24 semanas o automóvel faz paragens na oficina do centro para verificar todos os componentes. «Com isso queremos ficar com a certeza absoluta de que o nosso veículo de produção em série se comporta exatamente como os protótipos que fomos sucessivamente testando e afinando durante a fase de desenvolvimento. Neste processo, segurança, qualidade e fiabilidade são prioridades de topo para nós», afirma Bachen.
Quando o teste é completado, o automóvel recolhe à oficina para ser desmontado peça por peça. É assim que os engenheiros procedem a uma avaliação rigorosa do comportamento mecânico de cada componente. Após esta verificação, o ADAM ROCKS recebeu aprovação. Portanto, já nada interfirirá no calendário que levará o novo mini ‘crossover’ da Opel para as estradas europeias a partir do próximo outono.
Opel @ 25-6-2014 12:30:25
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