De condutor a passageiro - As etapas para os veículos automóveis autónomos

No início os automóveis eram conduzidos por nós. De seguida passaram a indicar-nos o caminho e algures no futuro vão transportar-nos para onde quisermos. Mas provavelmente não vamos precisar de conduzir no sentido tradicional da palavra.

autonews.pt @ 19-6-2018 14:59:08

Na preparação deste caminho na direção dos veículos de condução autónoma a adaptação de veículos ou novos modelos que são lançados acabam por se ter que integrar em sistemas de regulamentação que procuram proteger a vida humana e a segurança de circulação em geral.

Neste sentido a agência americana para a segurança rodoviária (NHTSA) adotou um conjunto de níveis de autonomia em que se poderia classificar os automóveis com base no trabalho desenvolvido pela SAE (Associação de Engenharia Automóvel) , com foco no papel do condutor humano sobre o veículo. Na verdade os sistemas de condução autónoma pretendem substituir por completo o papel atual do condutor.


Estes níveis de autonomia também incluem os sistemas de ajuda à condução, que hoje em dia começam a equipar muitos modelos, mas que não se destinam a substituir o condutor humano, mas sim a informá-lo ou até tomar algumas iniciativas de apoio em situação de emergência eminente em que não existe reacção imediata do condutor humano.

No fundamental este sistema de classificação de um veículo, relativamente às suas capacidades de autonomia na condução, consiste em seis níveis que vão desde a presença humana que executa a condução completa do veículo, até à autonomia total do veículo em que este se “conduz sozinho”. Este sistema pretende ajudar o consumidor a perceber de forma clara quais são os limites e passos necessários para classificar um veículo relativamente à intervenção humana na condução e entender o grau de desenvolvimento tecnológico de um modelo de veículo.

Nível 0 - O motorista humano executa todas as tarefas relacionadas com a condução do veículo. O condutor (humano) controla tudo: a direção, os travões, o acelerador, potência. Tudo aquilo que temos vindo a fazer desde que obtivemos a licença de condução. Nível 1 – Veículo equipado com um sistema de assistência ao condutor (ADAS) que pode apoiar o condutor humano na direção ou travagem / aceleração, mas não controla ambos em simultâneo. Neste nível de assistência ao motorista significa que a maioria funções ainda são controladas pelo condutor, mas uma função (como a direção ou aceleração) pode ser feita automaticamente pelo veículo.

Nível 2 – Veículo equipado um sistema avançado de assistência ao condutor (ADAS) que pode controlar a direção e a travagem / aceleração simultaneamente em algumas situações. O condutor humano deve continuar a prestar atenção total (“monitorizar o ambiente”) durante todo o processo e deve realizar todas as outras tarefas necessárias para a condução. No nível 2, pelo menos um sistema de assistência ao motorista "direção e aceleração / desaceleração usando informações sobre o ambiente de condução "é automatizado, como o cruise control ou a indicação de desvio da faixa de rodagem. Isso significa que o "condutor é libertado da condução por ter as suas mãos fora do volante ou pés fora dos pedais ao mesmo tempo", de acordo com a SAE. Contudo o condutor ainda deve estar sempre pronto para assumir o controle do veículo a qualquer momento.

Nível 3 - Num Sistema de Condução Automatizado (ADS) o veículo pode executar todos os aspetos da condução em algumas circunstâncias. Nessas situações, o condutor humano deve estar pronto para assumir o controle da condução a qualquer momento, quando o ADS solicitar ao motorista humano que o faça. Nas restantes situações fora da automação o condutor humano assume a responsabilidade total pela condução.

Os condutores ainda são necessários em veículos de condução autónoma de nível 3, mas os sistemas automatizada são capazes de assumir funções críticas na condução do veículo, dentro de certas condições de tráfego ou ambientais. Significa que o condutor humano ainda está presente e irá intervir se necessário, mas não é obrigatório acompanhar a situação de condução da mesma forma que nos níveis anteriores.

Alguns construtores consideram que este é o verdadeiro nível de entrada na condução autónoma e até defendem que os veículos devem avançar para o nível seguinte de condução autónoma, sem ficar no nível 3, o qual no essencial avisa e obriga o condutor a tomar decisões repentinas relativamente à condução, podendo conduzir a resultados inadequados do ponto de vista de segurança do veiculo e passageiros ou humanos presentes na via. Os relatos de acidentes com veículos autónomos têm sido sobretudo nos testes realizados em veículos com este nível de condução autónoma implementada.

Nível 4 – Veículo equipado com um Sistema de Condução Automatizada (ADS) que pode executar todas as tarefas de condução e monitorizar o ambiente de condução - essencialmente, fazer conduzir o veículo - em determinadas circunstâncias. O condutor humano não precisa de prestar atenção ou intervir nestas circunstâncias.

O veículos de nível 4 são "projetados para realizar todas as funções de condução críticas e observar as condições da pista durante uma viagem inteira. " No entanto, é importante observar que isso é limitado ao "ambiente operacional” do veículo - o que significa que o nível 4 não cobre todos os cenários de condução.

Nível 5 – O nível máximo de autonomia em que um sistema de condução Automatizado (ADS) executa todas as tarefas de condução em todas as circunstâncias. Neste nível, o condutor passou a ser mais um passageiro transportado por um veículo completamente automatizado, em que de fato apenas será necessário indicar o destino.

Este nível corresponde a um sistema de condução totalmente autónomo, no qual se espera que o desempenho do veículo seja igual ao de um motorista humano, em todos os cenários de condução - incluindo ambientes extremos como a condução off-road em que não existe uma delimitação razoável da via de circulação.

Nas referências para a automação da condução de veículos (acima do nível 3) ainda existem as referências de parâmetros de condução que podem ser completamente externas (ou seja existe uma monitorização/ação sobre o progresso e controle do veículo), referências autónomas ou seja são os sensores do veículo que proporcionam estas referências ou de cooperação em que existem, além dos sensores do veículo, informações extra sobre a estrada através de sinais ou dispositivos de informação autonomizados isto é a via de circulação passa a possuir também alguma inteligência que lhe permite comunicar com o veículo de forma aromatizada, fornecendo por exemplo as condições meteorológicas mais imediatas sobre a ocorrência ou presença de gelo ou água no piso de deslocação.

autonews.pt @ 19-6-2018 14:59:08


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