Uma prensa para a nova era da mobilidade na Seat

Nova prensa PXL na fábrica de Martorell em Barcelona

O caminho para a eletrificação envolve muitos aspetos diferentes. A transformação é visível no design dos modelos, na formação dos colaboradores e também na modernização das instalações e dos processos. É o caso da nova prensa PXL na fábrica da SEAT e CUPRA em Martorell, que é mais eficiente, potente e conectada.  Entre as mais modernas do mundo, as suas prensas serão utilizadas para produzir até 4 milhões de componentes de carroçaria por ano para os modelos CUPRA Raval e Volkswagen ID. Polo. Neste momento, as prensas já estão a estampar peças para os modelos atualmente em produção da empresa.

autonews.pt @ 14-11-2025 18:20:15

A mais eficiente. A prensa incorpora a mais recente tecnologia e destaca-se pela sua elevada produtividade: “Graças aos seus 15 ciclos por minuto, conseguimos estampar mais peças em menos tempo, com máxima eficiência”, explica Alicia Molina, diretora de Engenharia de Processos de Produção da SEAT e CUPRA. Esta eficiência é ainda reforçada pela redução do tempo necessário para a troca dos moldes, permitindo até quinze mudanças por dia para fabricar diferentes peças: “Ao automatizar completamente este processo, conseguimos reduzir o tempo de troca de moldes para apenas cinco minutos, entre o fim da última peça de uma série e o início da produção da primeira da seguinte”, afirma José Arreche, diretor da fábrica da SEAT & CUPRA em Martorell.

Uma conquista industrial. Dada a complexidade de mover e ancorar maquinaria tão potente e pesada, a construção da prensa representou um feito técnico de grande dimensão. Para suportar os seus 81.000 kN de força, a prensa assenta sobre uma vala com 9 metros de profundidade e fundações em betão com 20 metros de profundidade, o equivalente à altura de um edifício de sete andares. Este projeto exigiu até 40 meses de desenvolvimento e obras de construção, envolvendo numerosos desafios ao nível da coordenação. “A comunicação e o trabalho transversal entre as equipas de engenharia de processos de produção, manutenção, produção, logística, IT, prevenção e finanças foram determinantes para o sucesso deste megaprojeto de construção”, explica Molina.

Fábrica conectada. Uma das novas características desta instalação é a sua conectividade. A cada estampagem, podem ser extraídos cerca de 3.000 pontos de dados. “Estamos atualmente a desenvolver dois sistemas que serão fundamentais para interpretar este enorme fluxo de dados e recolher informações detalhadas sobre o controlo da produção e a manutenção”, explica Molina. Neste sentido, o próximo passo será utilizar essa informação para fazer previsões e, assim, otimizar os processos.

Novos perfis. Perante uma transição desta magnitude, as pessoas que trabalham na prensa PXL também passaram por uma transformação própria, um passo essencial para se adaptarem à nova maquinaria e à sua digitalização. “A formação foi uma parte essencial na preparação para esta mudança, a todos os níveis”, afirma Arreche, acrescentando: “Mudámos a nossa forma de pensar e agora estamos preparados para a nova era elétrica.”

A prensa PXL em números

. 6 prensas

. 81.000 kN de força

. 15 ciclos por minuto

. 5 minutos para trocar os moldes

. 3.000 pontos de dados extraídos por estampagem

. 4 milhões de peças por ano

. 40 meses de desenvolvimento e construção

. Fosso com 9 metros de profundidade

. Fundações com 20 metros de profundidade

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