Pirelli vai fabricar os pneus do automóvel mais caro do mundo

Un Look clássico com coração moderno. Igual à gama Pirelli Collezione para os históricos mais prestigiantes, o novo Stelvio Corsa nasce específicamente para o Ferrari 250 GTO, mantendo uma aparência especifica da época do veículo sem renunciar à mais recente tecnologia.

autonews.pt @ 29-3-2018 11:21:00

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Pirelli Stelvio Corsa

Pirelli Stelvio Corsa

A Pirelli recupera uma denominação histórica para o seu mais recente produto, concebido pela consequência de um acordo com a Ferrari. No Rali Coppa Milano-Sanremo, prova que conta com a Pirelli como um parceiro da organização, marcará a estreia ao público do seu primeiro pneu concebido para o Ferrari 250 GTO. É um veículo muito especial que quebra todos os registos existentes. Sem ir mais longe, em 2014 uma unidade foi leiloada pelos incríveis 38 milhões de dólares.

A Pirelli também aproveitará a Coppa Milano-Sanremo para mostrar ao público a sua gama de pneus Collezione no Paddock Monza, ponto de início do Rali. Para além do novo Stelvio Corsa para o 250 GTO, também irão estar expostos os Cinturato CN72 para o Maserati e o P7 e o CN36 para os modelos da Porsche.

O Stelvio Corsa é o último filho da familia Pirelli Collezione, encarregada de equipar os carros mais icónicos fabricados entre 1950 e 1980, preservando sempre as suas características originais. O desenho e a imagem do flanco dos pneus é igual aos de origem, com aspecto “Vintage” que no entanto encobre uma tecnologia de vanguarda. Devido ao uso de novos compostos, a gama Pirelli Collezione proporciona uma melhor aderência em superficies secas e molhadas, assegurando elevados níveis de segurança e fiabilidade, sem comprometer o estilo original do pneu. Durante o processo de desenvolvimento, os engenheiros da Pirelli utilizaram os mesmos parâmetros que os originais, para complementar com o melhor possível com as características mecânicas e de suspensão. O resultado final é um combinação de rendimento, estilo e originalidade.

Na hora de conceber o Stelvio, a Pirelli recorreu às imagens do arquivo da Fundação Pirelli, e na sua produção foram utilizadas técnicas herdadas da competição.

Stelvio Corsa

Vamos recordar por momentos. O piloto protagonista não é outro, como Alberto Ascari. O seu carro, um Ferrari 500 equipado com pneus Pirelli Stelvio. Encontramo-nos em 1952 e 1953, os anos em que o piloto Milanês logrou obter dois titulos mundiais consecutivos na recém criada Fórmula 1 , levando a associação entre a Pirelli e a Ferrari ao topo mundial. No ano seguinte, Maurice Trintignant e Froilán González venciam as 24 horas de Le Mans ao volante de um Ferrari 375 Plus – Uma nova vitória para o Stelvio Corsa.

Nesta época, a Pirelli costumava batizar alguns dos seus pneus inspirando-se nos picos mais conhecidos dos Alpes. Assim, pneus Rolle e Sempione nasceram após a II Guerra Mundial no entanto foi o Stelvio Corsa o melhor que representou os produtos segmentados para os de elevadas prestações até aos meados dos anos sessenta. Como consequência, era lógico recorrer a este lendário pneu para equipar especificamente o Ferrari 250 GTO – O veículo clássico mais caro do Mundo.

Os engenheiros da Pirelli utilizaram durante o desenvolvimento, os desenhos originais do Stelvio, proporcionados pela fundação Pirelli, com o propósito de conceber um pneu dotado com um “Look” apropriado a esta época e a altura do ícone a que se destinava. Ele não foi concebido a renunciar o máximo respeito pelo meio ambiente, devido à utilização de um composto livre de óleos. Como assim, foi ignorado a busca das máximas prestações, devido à utilização de uma carcaça que herda toda a experiência da Pirelli no desporto automóvel. O 250 GTO tem as dimensões de pneus de 215/70 R 15 98w para o eixo dianteiro e de 225/70 R15 100w no posterior. Não existem alternativas disponíveis e nenhum outro automóvel pode utilizar os Pirelli Stelvio Corsa. Apenas o Ferrari 250 GTO.


Cinturato CF67/CA67

Em meados dos anos 50 foi introduzida a estrutura radial, baseada no padrão de cintas cruzadas. A função estabilizadora de este conceito, impediu a deformação do pneu, por mais exigente que seja o estilo de condução. Esta tecnologia incrementava, ainda mais, a aderência ao asfalto sem comprometer o desgaste, passando para metade em comparação com a última geração de pneus diagonais. A utilização de uma cinta especial, em conjunto com o desenho de novos perfis e pisos de pneu, também contribuiu para o aumento da aderência. Patenteada em 1951 e lançada ao mercado em meados da década de 50, o Pirelli Cinturato manteve o mundialmente conhecido desenho “367” durante mais de uma época. Em 1966, este padrão foi batizada com o acrónimo CF67/CA67.

Este denominação deriva das 67 liçencas concedidas pela Pirelli aos fabricantes de 25 países. O CA67 converteu-se, no primeiro pneu textil radial classificado com o índice SR, que confirmava a sua capacidade para circular até aos 180 KM/H. O seu desenho, possuía canais separados por quatro principais sulcos longitudinais, dotados de um padrão distinto e que contrbuía para a drenagem da água. Mais, o compost0 era igualmente resistente a temperâturas elevadas e a abrasividade. Em meados da década de 60, o Pirelli Cinturato converteu-se na referência para a indústria automóvel global.


Cinturato CN72-CN73

A crescente especialização do mundo automóvel em meado dos anos sessenta impulsionou a introdução de pneus com índice HR (até 210 Km/h). Novas versões do Cinturato foram reveladas, com índices H e HS (High Speed, velocidade elevada), diferenciados por um novo desenho batizado como CN72, que assegurava uma condução mais silenciosa e confortável. Lançado em 1966, o CN72 equipava a gama Ferrari por completo (250 GT, 400 Superamerica e 275 GTB), como também os Maserati 4000 e 5000. No ano seguinte, também equipou os Lamborghini 350 GT, 400 GT e Miura.

Em 1969 chegava a primeira medida de baixo perfil, denominada de GR70 VR 15 (225/70 VR 15), eleito pela Ferrari para o 365 GT e o GTB, pela Lamborghini para o Miura e Jarama e pela Maserati para o Ghibli, Quattroporte, Mistral e Mexico. A evolução do CN72, denominou-se CN73.

Em finais dos anos sessenta, e depois de muitos estudos e testes, arrancava uma nova era tecnológica com a utilização de cintas metálicas nos modelos de elevadas prestações para as séries HR e VR (com índices de velocidade iguais ou superiores a 210 Km/h).

Cinturato CN36

Em 1968 foi lançado o Cinturato CN36, realizado especificamente para o Fiat Dino na medida de 185 HR 14, o primeiro pneu radial com cintas metálicas à venda e cujo desenho pretendia acompanhar prestações elevadas com conforto em movimento. Esta borracha marcou o regresso da Pirelli ao mundo dos Ralis, universo em que obteu inúmeros êxitos. Os pilotos da Tildaban de “ suave a baixa velocidade e precisa a ritmos elevados”, com um desenho específico que, para mais, permitía absorver obstáculos e controlo sob efeito de aquaplaning.

O CN36 era um pneu HR com importantes inovações que em anos futuros passaríam a aumentar a gama de medidas disponíveis com a série 70, destinada a modelos BMW, e opções com jante de 13 polegadas, como observado no Fiat 124 Sport de 1971. Esta combinação, Fiat 124 e CN36, revelou-se uma dupla ganhadora e foi a encarregada de dar o pontapé de saída a uma longa e vitoriosa década de êxitos no mundo dos Ralis.

Cinturato CN12

Enquanto o Cinturato CN72, cobria todas as medidas Standard de alto perfil, com uma gama que na década de 70, passou de 175 HR 13 para 235 VR 15, aumentava a disponibilidade de opções de baixo perfil com o lançamento da série 60 (245/60 VR 14, 255/60 VR 15), mais as novas medidas em série 70 (205/70 VR 14, 215/70 VR 15). O desenho do CN12 foi concebido especificamente para estas ultimas e foi eleito como equipamento original para equipar os modelos Lamborghini Miura P400, Jarama e Urraco, e também o Maserati Bora.

Cinturato P7

O Pirelli P7 começou a ser vendido em Janeiro de 1976 como pneu de estrada. No entanto, já deixara a sua marca no Campeonato Mundial de Ralis em 1974, calçando o mitico Lancia Stratos. Então, conhecido como Supersport, esta nova borracha radial possuía inovações nunca antes observadas em pneus de competição, como um perfil ultra-baixo (série 50).

O desenvolvimento de pneus com este tipo de perfil, iniciado na Pirelli com os Cinturato CN72, CN12 e CN36 entre os anos sessenta e inicio dos anos 70, seguiu o seu curso com o P7. Por sua vez, a inovação no desporto automóvel permitiu transferir a série 50 aos automóveis comuns. Posteriormente, o desenvolvimento do P7 abriu caminho aos produtos de perfil ultra-baixo, chegando mesmo à série 30. O P7 foi utilizado pela primeira vez no Porsche 911 Carrera Turbo, em seguida nos Lamborghini Urraco e Countach em 1976, como também no De Tomaso Pantera. Em competição, o Pirelli P7 na medida 195/50 VR 15 equipava o modelo escolhido para homologar o Fiat 131 Rally.

Cinturato P5

A Jaguar desempenhou um papel essencial no desenvolvimento de novos modelos de pneus. Em 1976, o fabricante Britânico encarregou a Pirelli pelo desenvolvimento especifico de um novo pneu- o P5. Este produto serviria para revelar a excelência técnica dos Jaguares mais exclusivos, em conjunto com o seu conforto e a qualidade em andamento. Em 1979, o Pirelli P5 recebeu a homologação oficial na medida 205/70 VR 15 para todos os modelos Jaguar, desde o XJ6 ao XJ12 e o XJS. Mais tarde, o Lancia Gamma (berlina e Coupé) e o Alfa Romeo Alfetta 2.0 e GTV. Em conjunto com o modelo de competição, P7 e o desportivo P6, o P5 completava a família de pneus Pirelli de baixo perfil lançados nos anos setenta.

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