Toyota RAV4 - 20 anos de sucesso

Era uma vez… o Toyota RAV4

Quando a primeira geração do Toyota RAV4 foi revelada, no salão automóvel de Genebra, em Março de 1994, foi iniciado um novo, revolucionário e marcante conceito de veículo 4x4. As vendas tiveram início no Japão em maio .Na Europa, África, Austrália e América Latina iniciaram em junho. As previsões iniciais de produção e vendas eram de 4500 unidades por mês mas quando chegaram as encomendas de 8000 unidades para o primeiro mês os volumes de produção tiveram de duplicar. O primeiro Veículo Recreativo Ativo (Recreational Active Vehicle – RAV) com tração às quatro rodas preparou a chegada do segmento SUV, que não mais parou de crescer desde então. Lançado inicialmente como modelo compacto de 3 portas, o primeiro “4x4 Urbano” era bastante diferente de um 4x4 tradicional. Munido de compacto motor de 2 litros montado transversalmente, numa carroçaria monobloco, aliado a uma suspensão independente às quatro rodas. Com um comprimento de 3.69 metros, era mais pequeno do que um atual modelo do segmento B. O RAV4 foi realmente um automóvel pioneiro. 

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?Ideia inicial 

O concept-car “RAV-FOUR”, revelado no salão automóvel de Tóquio de 1989, começou por dar uma indicação do caminho que a Toyota queria seguir para criar um modelo compacto de quatro rodas motrizes. Este modelo de exposição não era mais do que um estudo de design, faltando-lhe os detalhes técnicos necessários para a sua viabilidade de comercializado e produção em série. Contudo, foi recebido com um entusiasmo unânime por parte do público o que contribuiu fortemente para que em Março de 1991, fosse dada luz verde ao projeto, começando o apuro e desenvolvimento do primeiro RAV4.  
Uma nova abordagem com novos desafios 
Na altura o engenheiro-chefe, Masakatsu Nonaka, teve um dos maiores desafios, convencer os restantes departamentos da Toyota que seria possível criar um automóvel de produção em massa para um segmento de mercado que ainda não existia. Ainda o conceito “Sports Utility Vehicle” (SUV) era desconhecida e havia muitos responsáveis dentro da Toyota que realmente não eram capazes de perceber a utilidade de um 4x4 assim tão compacto. A determinada altura o processo de desenvolvimento foi até interrompido devido a resistências internas na empresa. A equipa de desenvolvimento esteve mesmo a ponto de desistir quando o apoio vindo de uma direção inesperadamente devolveu a vida ao projeto. 
Os departamentos de vendas do Japão e da Europa chegaram para salvar o projeto. Estando em contato próximo com os mercados, percebendo que aquele era o tempo certo para este tipo de veículo. Em conjunto, fizeram pressão para que o projeto fosse retomado, e o tempo acabou por  lhes dar razão: depois do seu lançamento, o RAV4 foi rapidamente reconhecido como um veículo que definia tendências, devido às suas características diferenciadoras aliadas a uma excelente performance de condução. 

De modelo de nicho a automóvel global 
A Toyota tem toda a legitimidade para considerar que criou o mercado dos SUV compactos com a apresentação do seu primeiro Recreational Active Vehicle com 4 Rodas Motrizes (RAV4), em 1994. Nesse ano, a Toyota comercializou 53,000 unidades do seu novo RAV4, valor que duplicou no ano seguinte. Em 1996 o número de unidades triplicou tendo vindo a crescer consistentemente geração após geração. Em 2013, o volume de vendas deverá ter multiplicado por 10 as registadas em 1994. 
No total, mais de 5,2 milhões de RAV4 foram vendidos em todo o mundo, dos quais mais de 1.3 milhões na Europa. 90% desses veículos encontram-se ainda em circulação atualmente. 
No entanto, a concorrência aumentou muito ao longo destes 20 anos: em 2010 havia 10 modelos diferentes no segmento SUV compacto; hoje há mais de 19 que os clientes podem escolher. 
O segmento SUV compacto é um dos poucos que ainda está a crescer na Europa, com as vendas a aumentarem cerca de 36% entre 2008 e 2013. Em 2013, o total de matrículas na Europa Ocidental totalizou 848,000 unidades, a que acrescem outros 387,000 veículos vendidos na Rússia. 

A quarta geração do RAV4 
Desde 1994, o segmento de SUV não só cresceu, como também se alterou e consolidou. No passado os clientes que compravam SUVs compactos, faziam como alternativa aos desportivos hatchback ou coupé, atualmente o crescimento do mercado SUV é alimentado pelas famílias que procuram uma alternativa mais divertida e mais na moda do que os MPV/carrinhas. 
Ao mesmo tempo que conserva o design e as características de condução divertida do primeiro Toyota RAV4, a quarta geração evoluiu para assimilar essa tendência.
Foram entrevistados os clientes Europeus, Chineses e Americanos que possuem um RAV4 de anterior geração, para que se percebesse aquilo que mais valorizavam no SUV compacto da Toyota. Nas suas respostas referiram a boa dinâmica, segurança, versatilidade, facilidade de utilização, ergonomia, aliado a uma vista sobrelevada da estrada e a uma aptidão de utilização mesmo em condições difíceis.
O novo RAV4 reflete-se numa forte ênfase de utilização familiar sem sacrificar nenhum dos pontos nucleares do modelo - dinamismo, versatilidade, uma vista sobrelevada da estrada e aptidões para a utilização em estrada ou em terremos mais difíceis.
Ao mesmo tempo que oferece aos clientes um design mais personalizado, sofisticado e robusto, um design interior refinado e com qualidade premium. O amplo espaço no habitáculo e capacidade de carga, além de conforto, versatilidade e segurança melhorados traduzem a apetência familiar deste modelo.
Equipado com nova motorização 2.0 D-4D, o novo RAV4 combina elevado binário e baixos consumos. Este bloco aliado à tração dianteira, está equipado com o sistema Stop & Start reduzindo as emissões de CO2 para apenas 127 g/km.
Em conjunto com a nova e mais ergonómica posição de condução, com os sistemas de suspensão dianteira e traseira revistos, a melhorada direção assistida elétrica e um novo modo no seu avançado sistema 4x4 - Integrated Dynamic Drive System -, o novo RAV4 consegue proporcionar uma elevada estabilidade e agilidade tanto em pisos molhados como secos, resultando numa experiência de condução ainda mais dinâmica e envolvente.
Aproveitando a dinâmica apurada proporcionada pelo sistema 4x4, o modo Sport permite um maior controlo de trajetória em curva, aumentando a entrega de binário às rodas traseiras até 10% através do ângulo da direção. O controlo de estabilidade ajusta, então, de forma precisa o binário que chega às rodas traseiras, dependendo do ângulo de derrapagem que pode ocorrer. Consequentemente, a 4ª geração do RAV4 está mais à vontade do que nunca nas estradas do diaa- dia, ao mesmo tempo que conserva toda a sua competência em condução fora de estrada.

4 GERAÇÕES
20 ANOS A EVOLUIR
1ª geração: 1994-2000
O primeiro 4WD urbano foi o pioneiro de um novo segmento. Lançado apenas com três portas, era compacto (3,69 m) e leve. Utilizando um motor de 2 litros com 129 cv montado transversalmente, acoplado a uma transmissão de tração integral permanente, sem redutoras, uma construção em monocoque e a suspensão traseira independente eram exemplos evidentes de que este 4x4 estava a criar novos padrões. As dimensões totais eram suficientemente compactas para uma boa manobrabilidade e facilidade de acesso/saída do habitáculo, apesar da elevada posição dos bancos. A versão de 5 portas (4.10 m) e a de duas rodas motrizes foram lançadas em 1996. Seguiu-se uma variante de 3 portas com capota de lona e o primeiro RAV4 elétrico foi produzido de 1997 a 2000.

2ª geração: 2000-2006
Lançado com 3 e 5 portas, a 2ª geração era, respetivamente, 5,5 cm e 4 cm mais comprida do que a 1ª. Inicialmente estavam disponíveis 2 os motores a gasolina: o1.8 litros de 123 cv e o 2.0 litros de 150 cv. O sistema de transmissão integral permanente possuía um diferencial central LSD com acoplamento viscoso e Torsen para o diferencial traseiro, como opção de origem. Mais tarde, esta geração foi também a que testemunhou a chegada do primeiro motor diesel à gama RAV4: o 2.0D-4D de 116 cv.

3ª geração: 2006-2012
Esta terceira geração foi apresentada em 2006 e revelou uma nova plataforma. Foi fabricado apenas com carroçaria de 5 portas, mas nos Estados Unidos e na Rússia existia uma versão com distância entre eixos mais longa. O comprimento total face à 2ª geração aumentou 19 cm na versão curta e 47.5 cm na versão longa.
O leque de motorizações foi igualmente alargado: estavam disponíveis os blocos a gasolina 2.0, 2.4, 2.5 e um 3.5 V6, além de um 2.2 Diesel. Esta geração estreou ainda um sistema de tração integral mas com acoplamento controlado eletronicamente (com base na velocidade, informação do pedal do acelerador, ângulo da direção, aceleração longitudinal ou forças G). Passaram igualmente a estar disponíveis os sistemas de Controlo de Velocidade em Descida e de Controlo de Assistência de Arranque em Subidas.

4ª geração: 2013
Apresentado o ano passado, a quarta geração apenas dispõe de uma medida entre eixos. O comprimento total foi aumentado 23.5 cm em comparação com o anterior modelo (versão curta, menos 5 cm que a versão longa). A gama completa de motores inclui duas unidades a gasolina (2.0 e 2.5 litros) e duas diesel (2.0 e 2.2 litros). O novo Sistema de Controlo Dinâmico de Binário AWD (com base na velocidade, informação do pedal do acelerador, ângulo da direção, aceleração longitudinal o forças G) oferece ainda duas novas funções: controlo de trajetória em curva e modo sport que transfere mais potência para as rodas traseiras. Estão igualmente disponíveis o Controlo de Velocidade de Descida de Pendentes e Controlo de Assistência de Arranque em Subidas.

OS TOYOTA 4x4
MAIS DE 60 ANOS DE HISTÓRIA
Land Cruiser série BJ (1951-1955)
Quando o Land Cruiser BJ apareceu, em 1951, ninguém podia imaginar que se tratava do nascimento de uma verdadeira instituição. O piloto de testes da Toyota, Ichiro Taira, fez com que o veículo ganhasse fama ao conduzi-lo até ao pico do Monte Fuji. Foi com base nesse feito que este modelo foi escolhido para ser a viatura oficial de patrulhamento da polícia japonesa.

Land Cruiser série 20 (1955-1960)
Em 1955 a Toyota lançou a série 20 equipada com o novo motor ‘F’ engine, uma unidade de 3.9 litros, 105 cv e 6 cilindros a gasolina. Este modelo ficou conhecido como FJ25. Sendo um dos mais potentes veículos de todo-o-terreno do mundo, o FJ25 tornou-se um sucesso imediato. E trilhou o caminho para que a Toyota pudesse passar a ser um fabricante exportador.
Land Cruiser série 40 (1960-1984)
Diversas importantes alterações técnicas e de design foram feitas em 1960 com o lançamento da série 40 do Land Cruiser. Para melhorar as aptidões de condução em todo-o-terreno, foi dotado de uma nova caixa de redutoras. Em 1969 a Toyota produziu o Land Cruiser número 100.000.
Land Cruiser série 55 (1967-1979)
Respondendo à nova tendência de veículos 4x4 menos agressivos e mais próximos dos automóveis ligeiros de passageiros, a Toyota apresentou o Land Cruiser FJ55. Definiu os alicerces para cada uma das gerações futuras do Land Cruiser Station Wagon.
Hilux 4WD séries N30/N40 (1979-1983)
Em 1979, a Hilux passa a dispor de uma primeira versão de tração às quarto rodas, um ano após ter sido revelada a terceira geração deste modelo. Não tendo disponível qualquer versão com motor abaixo dos 2 litros de cilindrada, a variante 4WD partilhava alguma tecnologia com o Land Cruiser.
Land Cruiser série 60 (1980-1989)
Tomando o lugar da série 50 em 1980, a série 60 wagon era mais espaçosa e capaz de proporcionar um conforto de rolamento ainda mais elevado. Um ano mais tarde foi produzida a unidade 1.000.000 do Land Cruiser. Em 1984, pela primeira vez, a Toyota montou uma caixa de velocidades automática num veículo 4X4 de recreio, transformando a série 60 num autêntico SUV (Sports Utility Vehicle).

Hilux 4WD série N40 (1983-1988)
Com uma muito mais vasta gama de motores, a 4ª geração oferecia também pela primeira vez a versão Xtracab e trocou o seu eixo rígido dianteiro por uma suspensão independente. Baseado nesta geração da Hilux, era comercializado o 4Runner na Austrália, América do Norte e Europa.
Land Cruiser série 70 (1984-1996) 
Com a série 70, apresentada em 1984, a Toyota começava a usar suspensão com molas helicoidais em complemento aos modelos de molas de lâminas. Em 1990 surgem dois novos motores: o 5 cilindros/3.5 litros diesel e o 6 cilindros/4.2 litros diesel, em qualquer dos casos capazes de um elevado rendimento, mas com menos ruído e vibrações.
Hilux 4WD série N50 (1988-1997)
Com esta quinta geração apareceu uma versão de distância entre eixos alongada e arrancava o fabrico em Fremont, na Califórnia. Em 1995, a Hilux é substituída pelo Tacoma nos Estados Unidos.
Land Cruiser série 80 (1989-1998)
Em 1989, a série 80 é concebida para estar na vanguarda tanto da tecnologia como do luxo. A sua nova carroçaria, novo chassis e novas motorizações (com 3 diferentes unidades) posicionavam o Land Cruiser como modelo potente e de prestígio. Em 1990, a Toyota fabrica a unidade 2.000.000 do Land Cruiser. O Land Cruiser 3.000.000th rolou da linha de montagem apenas 7 anos mais tarde, em 1997.

Land Cruiser série 90 (1996-2002)
O série 90 Prado foi a resposta da Toyota a um mercado em mutação, em que os in 4x4 se tornaram uma opção de estilo de vida mais do que qualquer outra coisa. Ao mesmo tempo que respondia a esta tendência, a série 90 continuava a ser um veículo de todo-o-terreno duro construído numa estrutura de longarinas.

Hilux 4WD série N60 (1997-2005)
A Sexta geração continuou a dispor de três diferentes carroçarias com três distintas distâncias entre eixos. No final dos anos 90 a Tailândia tornou-se um centro de exportação global.

Land Cruiser série 100 (1998-2007)
Lançado em 1998, o Land Cruiser 100 representou o culminar de 50 anos de experiência e de perícia técnica. Foi escolhido por agências das Nações Unidas para operações de resgate, como veículo de apoio para transmissões por satélite e por clientes privados como SUV de prestígio.

Land Cruiser série 120 (2002-2009)
Continuando a tradição da precedente série 90, o Land Cruiser foi alvo de uma completa evolução de modelo em 2002. Combinando força genuína, excecional funcionalidade e conforto como o de um automóvel, a evolução desta lenda foi feita com o máximo de cuidado para estar á altura da respeitada herança do nome Land Cruiser.

Hilux 4WD (2005-presente)
A atual Hilux chegou ao mercado em 2005. Em 2010 esteve envolvida numa sensacional expedição. Quatro Hilux viajaram 4,600 km ao longo da Antártida em temperaturas extremas de 56° negativos e até altitudes de 3,400 m. Desde 1967, a Hilux acumulou vendas globais de quase 15 milhões de unidades.

Land Cruiser série 200 (2007-presente)
O Land Cruiser 200 ficou também conhecido como o V8. Apresenta muito mais equipamentos e muitos melhoramentos relativamente ao seu antecessor. Combina uma genuína capacidade de chegar a qualquer lado com luxo e conforto, sem paralelo.

Land Cruiser série 150 (2009-presente)
Com base na, altamente comprovada, técnica de construção convencional de carroçaria sobre chassis, o Land Cruiser recebe uma completa gama de sistemas eletrónicos de auxílio à condução, os quais asseguram um aumento de eficiência na estrada e fora de estrada. Bem como níveis mais elevados de segurança ativa e passiva.

1994

12 de Fevereiro.
Começam os Jogos Olímpicos de Inverno em Lillehammer.

1 de Maio
O tricampeão do Mundo de F1 Ayrton Senna morre num acidente durante o Grande Prémio de San Marino em Imola, Itália. O piloto Roland Ratzenberger morre no dia anterior durante as sessões de treinos qualificativos.

25 de Junho
Guerra Fria: As últimas tropas russas abandonam a Alemanha.

17 de Julho
O Brasil vence o Mundial de Futebol FIFA 1994, derrotando a Itália por 3:2 nos penalties (0:0 no final do tempo regulamentar).

13 de Novembro
Michael Schumacher vence o seu primeiro Campeonato do Mundo de Fórmula 1 em circunstâncias controversas no Grande Prémio da Austrália.
23 de Novembro
O piloto de ralis francês Didier Auriol e a Toyota conquistam o título mundial de Pilotos, e de Construtores no Campeonato do Mundo de Ralis, após o último rali do ano realizado no Reino Unido. Em 1994, Didier Auriol venceu 3 ralis (França, Argentina, Itália) ao volante do Toyota Celica Turbo 4WD. A Toyota também venceu as provas de Portugal e do Quénia, com Juha Kankkunen e Ian Duncan, respetivamente.

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