SEAT testa veículos em condições extremas e nos cinco continentes
Percorrem os cinco continentes durante o ano em todo tipo de condições climatéricas e de pisos com automóveis em fase de desenvolvimento para garantir o seu bom funcionamento antes de serem colocados no mercado. Trata-se de uma equipa de 50 técnicos e engenheiros do Centro Técnico da SEAT que realiza uma variedade de testes no deserto, neve ou gelo a temperaturas extremas.
SEAT @ 10-3-2015 17:35:31
“Um técnico que realiza este tipo de testes tem que gostar do mundo automóvel, ser um apaixonado pelo seu trabalho demonstrando flexibilidade e capacidade para se adaptar a qualquer tipo de condição extrema”, explica o responsável de Provas Especiais do Centro Técnico da SEAT, Jaume Camps. Durante semanas, os ensaios realizam-se em locais com temperaturas que oscilam entre os 40 graus abaixo de zero e os 45 graus positivos.
No verão deslocam-se durante três semanas para uma zona desértica do sul de Espanha onde realizam o chamado Summer test. Neste caso, os técnicos percorrem cerca de 20.000 quilómetros com cada modelo. “Acredito que as pessoas não fazem ideia da quantidade de testes que se realizam com os automóveis antes de chegarem às suas mãos”, comenta Camps.
Todos os ensaios têm um objetivo prático para o cliente. Um exemplo é o teste de pó, em que durante duas horas se circula atrás de uma intensa poeirada provocada por um automóvel de apoio com o objetivo de saber de quanto em quanto tempo é necessário trocar o filtro de ar do motor. Neste mesmo piso realiza-se outro tipo de testes de estanquicidade para garantir que, mesmo em tais situações extremas, não entra pó no interior do automóvel nem em nenhum dos componentes internos.
Noutro dos ensaios podem percorrer-se até 3.000 quilómetros numa estrada de cascalho, para analisar o impacto que provoca a gravilha em toda a zona de fundo da carroçaria, no interior dos guarda-lamas e nas zonas expostas dos para-choques. “O objetivo é garantir a resistência de todas as peças durante a vida do automóvel” explica Camps. No teste de klapper, os engenheiros comprovam através de um ouvido humano muito treinado, e por vezes com recurso à endoscopia, que numa superfície irregular as mais de 3.000 peças que compõem um automóvel não provocam ruídos desagradáveis para os ocupantes. Neste teste, o técnico pode ter de suportar mais de 60 graus no interior do automóvel.
Além do Summer test, realizam-se muitas outras provas em países de todo o mundo para respondermos a requisitos específicos locais. Esta tarefa obriga a que os técnicos e engenheiros permaneçam muitas semanas no estrangeiro. Para Camps, apaixonado pela profissão, são só vantagens: “o meu trabalho tem-me permitido estar nos quatro continentes e conhecer países tão distintos como a Argentina, o Brasil, os EUA, a Rússia, o norte e o sul de África, a China e muitos países da Europa”. Coberto de pó e a quase 40 graus, este engenheiro recorda sempre uma frase que um dia um chefe lhe disse: “Jaume, tens o trabalho ideal: conduzes e viajas. É o sonho de qualquer criança”.
SEAT @ 10-3-2015 17:35:31
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