Estoril Racing Festival 2013

No passado fim-de-semana o Circuito do Estoril foi palco da edição de 2013 do Estoril Racing Festival, organizado pelo Motor Clube do Estoril e pela CRM, que reuniu no mesmo evento o charme dos Single Seater Series, a competição pura dos Super 7 by Kia e ainda a beleza inigualável dos Clássicos.

Estoril Racing Festival @ 2-12-2013 10:50:12

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Para além da competição pura e dura, que mesmo os “gentlemen drivers” fazem por não evitar nalgumas situações, a animação de boxes esteve no auge, quer no plano técnico, quer no que respeita ao lazer, com a praça da restauração sempre repleta de gente, atenta às corridas.

A grande novidade e o grande orgulho de organizadores e promotores do Estoril Racing Festival foi o “LIVE TIMING”, uma competição de velocidade com corridas nacionais, a apresentar a possibilidade de se conhecerem os tempos em qualquer parte do mundo, através de um link colocado na página da internet do MCE, abrindo assim uma nova era inovadora, que há muito era solicitada por pilotos e imprensa especializada.

Foi já com o sol a descer sobre o horizonte que teve lugar a primeira corrida do fim-de-semana no Autódromo do Estoril. E mais emoção não podia faltar no duelo que opôs Pedro Salvador e Miguel Cristovão. Apesar de largar da pole position, o piloto de Tomar falhou por completo o arranque, caindo para quinto e deixando Salvador na frente, perdendo só na primeira volta mais de três segundos para Salvador. A partir daí Miguel Cristovão foi encurtando a distância até se colar ao líder. A luta foi depois espectacular até ao final, com Pedro Salvador a conseguir sempre defender-se dos ataques do rival. No final os dois acabariam por cortar a meta isolados do resto do pelotão, com Nuno Santos a fechar o pódio, numa corrida em que 15 pilotos viram a bandeira xadrez. “Foi sobretudo muito bom matar saudades”, começou por dizer Pedro Salvador. “Como acontece normalmente fiz um bom arranque e forcei na primeira volta. O Miguel estava mais rápido do que eu, mas estava a conseguir controlar. Só que a determinada altura fiquei preso numa altura de dobragens e ele chegou. Aí sim tive pressão. Ele ainda chegou a passar para a frente, mas eu respondi de imediato. Claro que ganhar é sempre bom, mas foi igualmente muito bom voltar a guiar este carro”. Também Miguel Cristovão estava satisfeito por voltar a um Fórmula Ford. “É divertido. Falhei completamente o arranquei e caí para quinto. Com isso cedi logo 3,5s. Consegui recuperar e cheguei mesmo a passar para a frente, mas ele recuperou logo”.

No domingo, a luta pela vitória ficou limitada à primeira volta, tal a vantagem com que Pedro Salvador concluiu essa passagem inicial pelos 4182 metros de perímetro do traçado da Costa do Estoril. Miguel Cristovão também tomou rapidamente conta do segundo posto, deixando Nuno Santos com o degrau mais baixo do pódio, no fundo uma repetição do que tinha acontecido ontem. Na categoria FK70 o melhor foi João Matos, ao passo que Paulo Sousa ganhou entre os FK80.

No final Pedro Salvador estava contente com o desfecho da corrida. “Acabou por ser mais fácil. Não arranquei tão bem e no final da recta da meta o Miguel (Cristovão) curvou em primeiro. Só que fiz a tesoura e fiquei na frente. Rodámos juntos uma boa parte da volta, mas na saída da variante vi que estava sozinho. Forcei o ritmo durante cinco, seis voltas e depois controlei a vantagem”, resumiu o vencedor.

Menos satisfeito estava Miguel Cristovão. “Ele (Pedro Salvador) foi a primeira volta toda a deitar gasolina para cima de mim. Perdi mais de quatro segundos. Ainda tentei recuperar, mas vi que não dava. Para além disso eu é que devia ter arrancado da pole position e não ele”, rematou o piloto de Tomar.

Nos 300 Km Super Seven by KIA, o primeiro dia foi composto por uma sessão de treinos cronometrados, que teve a duração de uma hora. Ao todo foram quase 40 os carros que estiveram em pista, com Jon Barnes a ser o mais rápido, numa luta que travou com Manuel e Nuno Caetano. O ritmo imposto permitiu-lhes deixar a concorrência a mais de três segundos. Do lado de Manuel e Nuno Caetano o treino acabou de forma menos positiva, ao serem rebocados para o parque fechado.

No domingo foram 39 os carros que alinharam para a primeira corrida. Jon Barnes saiu da pole position, mas contou com forte oposição de Manuel Caetano, com o piloto português a liderar até ao momento em que o acelerador ficou preso e foi forçado a abandonar. Nas três outras corridas do programa o britânico não teve rivais e saiu do Estoril particularmente satisfeito. “O nosso objectivo aqui era testar, preparar o carro do próximo ano e isso foi conseguido em pleno. Estamos contentes com as afinações encontradas, bem como com os pneus e caixa de velocidades. Para além disso ganhei as quatro corridas. Na primeira tive alguma luta com um piloto português. Ele era mais rápido nas rectas, mas eu recuperava nas zonas mais sinuosas. Quando ele abandonou acabou a luta e ganhei as restantes corridas com tranquilidade”.

No que toca à competição nacional, Nuno Santos foi o herói do dia, “Correu bem. Na primeira corrida ainda tive algumas dificuldades, porque falhei a partida. Depois foi sempre ao ataque. Ganhei as três primeiras corridas, mas depois o físico começou a acusar o desgaste, sobretudo os braços e pulsos. Ainda assim foi um excelente fim-de-semana”, explicou o vencedor.

Mais preocupado com as contas do campeonato estava Nuno Carvalho, que saiu do Estoril com o título no bolso. “Foi um dia diferente. Tive de correr de uma maneira a que não estou habituado. Ataquei menos e pensei no título. Na última corrida já ouvia todos os barulhos, até porque estava a perder muito óleo e tive receio que o carro não aguentasse. Felizmente tudo correu bem e estou muito contente com este título”, afirmou no final o sucessor de Ricardo Megre como campeão dos Super 7 by KIA.

O programa do fim-de-semana terminou já à luz dos faróis das máquinas dos pilotos da Classic Endurance e Super Stock. Na classe Classic Endurance apenas três carros alinharam à partida, acabando por ser a dupla Miguel Ferreira/Francisco Carvalho a dominar as duas corridas, vencendo igualmente à geral com o Ford Escort 1300. No final o piloto da Guarda referia que “fiz o que devia. Recebi o carro do Miguel em primeiro e limitei-me a manter a posição. Fiz algumas voltas rápidas, mas no geral foram duas corridas tranquilas. Quero agradecer o convite ao Miguel e também ao Antero que nos colocou um carro perfeito nas mãos”.

Para além das lutas nas diversas classes, estas duas corridas que fecharam o dia para além dos homens da Classic Endurance, tinha também em pista os homens da Classic Super Stock. Aí o domínio das duas corridas ficou nas mãos de Pedro Nogueira e de José Monroy com o Porsche 924 Turbo. “Correu bem. Cumprimos com o objectivo que tínhamos, que era ganhar a Classic Super Stock. O carro esteve sempre muito bom e nós conseguimos ser uma dupla equilibrada”, explicou Pedro Nogueira.

Na primeira corrida Rui Moura e Carlos Aniceto levaram a melhor na classe D4, ao passo que Filipe Martins e João Lopes ganharam na C2. Na segunda corrida entre os D4 a vitória ficou para a mesma dupla, enquanto para os homens da C2 a vitória ficou para Fernando Gaspar e Fernando Mayer Gaspar, que acabou por vencer também na soma das duas corridas.

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