Citroën Racing: Um rali de resistência na Argentina

Sete semanas após o Rali do México, a Citroën Total Abu Dhabi World Rally Team volta a atravessar o Atlântico para disputar a quarta etapa do calendário mundial, na Argentina. Pela primeira vez em 2015, três DS 3 WRC alinharão à partida.

Citroën @ 21-4-2015 10:31:27

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Mads Østberg

Mads Østberg

Mads Østberg e Kris Meeke ver-se-ão acompanhados por Khalid Al Qassimi, piloto do Abu Dhabi que ocupa actualmente o 2º lugar no Campeonato de Ralis do Médio Oriente.

Depois do regresso do México, a equipa técnica pôde preparar os três DS 3 WRC e antecipar a continuação da temporada, nomeadamente através de uma sessão de testes em Portugal, bem como desenvolvimentos em colaboração com a Michelin para as etapas de asfalto da segunda metade da época.

O percurso, parcialmente renovado, articula-se em redor de quatro provas especiais de classificação (PEC), todas elas com uma extensão superior a 50 km. Por outro lado, a nova regulamentação impede as equipas de receberem a menor informação das suas performances durante o seu curso.

Segundos classificados no Rali do México com o seu DS 3 WRC, Mads Østberg e Jonas Andersson chegam à Argentina com grandes ambições. Para a sua quinta participação na prova, esperam conseguir manter o mesmo ritmo do passado mês de Março, para tentarem conquistar o máximo de pontos. A prova correu-lhes bem em 2012, com um pódio conquistado então atrás dos DS 3 WRC.

À procura do primeiro resultado significativo desde o início do ano, Kris Meeke e Paul Nagle regressam à Argentina com um desejo idêntico de brilhar. Apoiados pela equipa que já se impôs por nove vezes nos troços desenhados a partir da Villa Carlos Paz, eles irão disputar a sua segunda jornada mundial nestas paragens. Em 2014, já aos comandos de um DS 3 WRC, terminaram no pódio.

Sempre acompanhado por Stéphane Prévot, Stéphane Lefebvre, continuará a sua aprendizagem das provas do Campeonato do Mundo, descobrindo esta jornada ao volante de DS 3 R5, se bem que o Rali da Argentina não consta do seu calendário do WRC2, pelo que não marcará qualquer ponto. À margem da competição, as equipas participarão em acções de comunicação organizadas para o lançamento da marca DS na Argentina.

O QUE ELES DISSERAM

Yves Matton (Director da Citroën Racing): «Estas sete semanas de paragem alteraram um pouco o ritmo habitual do Campeonato do Mundo de Ralis. O nosso planeamento foi, por isso, um pouco diferente, com uma logística particular. Apesar de termos mais tempo livre agora, as próximas provas vão ter uma cadência muito rápida, pelo que tivemos que antecipar todas as nossas necessidades futuras. Os nossos pilotos puderam também descansar um pouco e voltaram com uma grande vontade de rolar! Trabalhámos com o Kris Meeke para identificar os pontos a melhorar e ele abordará o Rali da Argentina por um ângulo diferente, para evitar os erros que lhe custaram resultados neste início de época. Com uma maior serenidade depois da sua preparação, deve saber aproveitar o máximo da sua margem suplementar para chegar ao fim sem errar. Já o Mads Østberg está numa toada positiva. Ele é entusiástico e a sua abordagem atacante trouxe-lhe dividendos. Sabemos que ele mal pode esperar para se sentar no carro!»

Mads Østberg: «Após o nosso excelente resultado no México, tivemos um longo período sem correr. É raro termos sete semanas entre dois ralis. É quase tanto como a pausa invernal à volta do Natal ! Estou, por isso, impaciente para me sentar de novo dentro do meu DS 3 WRC. Fizemos bons testes depois do México, onde pude trabalhar nas novas especificações da versão de 2015 do DS 3. Na Argentina, vou adoptar a mesma estratégia do México, sendo preciso encontrar um ritmo regular e rápido desde a partida e depois mantê-lo. O objectivo é continuar a marcar muitos pontos.»

Kris Meeke: «Pude aproveitar esta pequena pausa para pensar no que se passou até aqui. É importante chegar à Argentina com novas perspectivas. Como dois terços do percurso são novos, a experiência terá um papel menos importante. No ano passado, fui competitivo desde a partida e gostei bastante desta prova. O contexto não é agora muito diferente para esta nova edição. Sei o que tenho a fazer. É preciso rolar unicamente a pensar em fazer uma prova sem o menor erro. É a única forma de manter um bom ritmo.»

Khalid Al Qassimi: «Estou impaciente em iniciar o meu primeiro rali do Mundial do presente ano. O Rali da Argentina é totalmente novo para mim. Evidentemente que me sinto à vontade na terra, mas vou ter que trabalhar muito nas notas e tentar reabituar-me ao carro, após seis meses sem andar com DS 3 WRC. É preciso não esquecer que o carro está agora equipado com patilhas no volante para as passagem de caixa. Vou ter que habituar a isso o mais depressa possível.»

DOIS TERÇOS DO RALI EM 4 ESPECIAIS

A edição de 2015 do Rali da Argentina apresenta um itinerário modificado. A prova começará com uma Super-Especial traçada na cidade de Merlo, na província de San Luis, antes de chegar aos famosos vales de Punilla e Traslasierra, com um percurso parcialmente renovado.

O shakedown, com os seus 4,59 km entre Villa Garcia e Cabalango, está programado para a tarde de Quarta-Feira, entre as 15h00 e as 18h30, com a tradicional conferência de imprensa agendada para as 19h00. No dia seguinte, as equipas deixarão o Parque de Assistência de Villa Carlos Paz às 13h45 para uma longa ligação de mais de 230 km. A primeira especial de 2,68 km será desenhada na cidade de Merlo a partir das 19h00, regressando-se no final do dia à Villa Carlos Paz.

Na Sexta-Feira, a partida será dada pelas 06h30 para aquela que será a primeira verdadeira especial do rali. Disputada no sentido oposto ao habitual, o troço de Agua de Oro/Ascochinga (51,99 km) estabelecerá uma primeira hierarquia antes de Villa Bustos/Tanti (20,31 km), desconhecido para os mais novos. Após 30 minutos de assistência, a ronda será repetida durante a tarde e pontuada por uma passagem na Super-Especial de Fernet Branca (6,04 km) que terá transmissão televisiva.

No Sábado, o esquema será sensivelmente idêntico: após Capilla del Monte/San Marcos (23,10 km) será preciso atacar o troço de San Marcos/Characato (56,77 km), seguindo-se uma tarde estritamente igual à manhã, depois da paragem para assistência.

O final da prova será mais parecido com um sprint, com somente duas passagens pelo troço El Condor/Copina (16,32 km), sem assistência e com os pontos extra da Power Stage, antes do rali terminar depois do almoço, em Carlos Paz.

Nota: Horas na Argentina, menos 4 horas do que em Portugal

Citroën @ 21-4-2015 10:31:27


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