Fórmula E: As três lições da BMW em Hong Kong

Balanço a preparar a corrida de Sanya

Na disputa da sua primeira temporada da Fórmula E a equipa da BMW i Andretti Motorsport faz após cada corrida um balanço do que foi possível aprender para poder melhorar e aplicar as descobertas nas corridas seguinte. 

autonews.pt @ 19-3-2019 15:53:28

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Sem parar, os engenheiros da esquipa de competição elétrica da marca tentam melhorar o desenvolvimento do BMW iFE.18 na procura de melhores resultados. Agora foi a vez de fazer o balanço do grande prémio de Hong Kong na China, que providenciou alguns ensinamentos únicos que podem ser usados já a partir do próximo sábado na corrida de Sanya (também na China).

1. A meteorologia anulou as vantagens sistema de motorização/transmissão do BMW iFE.18

Os aguaceiros verificados na pista de Hong Kong converteram esta corrida de carros elétricos num conjunto de acontecimentos imprevisíveis.

As condições de pista foram substancialmente diferentes para os quatro grupos de qualificação, a corrida teve bandeira vermelha e as várias entrada do safety car BMW i8 foram as condições desfavoráveis para o ponto mais forte do iFE.18.

A elevada eficiência energética desta motorização não teve impacto na corrida, sendo que na verdade a velocidade de corrida baixa levou a que nenhuma das equipas tenha tido necessidade de poupar energia das baterias.

Desta forma a diferença de eficiência entre os sistemas de motorização/transmissão das várias equipas concorrentes teve um impacto muito menos significativo do que nas corridas anteriores.


2. Uma boa posição na grelha inicial de partida é um fator muito importante no circuito de Hong Kong

O circuito de Fórmula E na zona portuária de Hong Kong é um dos mais apertados do calendário da Fórmula E. Esta condição torna as manobras de ultrapassagem muito arriscadas e foi quase impossível passar um carro sem provocar algum contacto com um carro concorrente.

Nesta corrida António Félix da Costa (POR) e o colega Alexander Sims (GBR), experimentaram esta situação difícil tendo inciado a corrida no 13º e 20º lugares o que acabou por comprometer o resultado final, considerando as condições de desenho do circuito.

Este circuito de Hong Kong foi mais uma lição importante da posição inicial na grelha de partida que é fundamental na competição na Fórmula E.


3. Não conseguir atacar ... apesar do Attack Mode ativado

O modo de ataque (attack mode), que se destina a ser um meio tático de assegurar mais manobras de ultrapassagem e potência extra durante a corrida, torna-se completamente ineficaz assim que exista um período de safety car durante a corrida. A potência extra está lá, mas não pode ser usada por uma questão de segurança.

Em Hong Kong, praticamente todos os pilotos optaram por ultrapassar a zona de ativação do ATTACK MODE no final do período do safety car, em que a velocidade geral da corrida é relativamente baixa.  

Esta é uma opção lógica, já que não custa um tempo valioso para os pilotos – contrariamente ao que acontece quando durante uma corrida “normal” passam na zona de ativação e obrigatoriamente baixam a velocidade.

O problema, no entanto, é que nos quatro minutos seguintes - o período para o qual o modo de ataque está ativo - quase todos os pilotos ainda tinham acesso à mesma quantidade de energia.

Na verdade após a ativação o carro até está com capacidade para usar mais potência, mas como todos os concorrentes estão com a mesma capacidade não existe diferença entre concorrentes. Todos estão iguais, sem que alguém tenha vantagem e não existe a oportunidade de utilização efetiva do modo de ataque.

autonews.pt @ 19-3-2019 15:53:28


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