Kristin - Atrasos na retoma de fábricas do setor automóvel param linhas de clientes europeus

A passagem da tempestade Kristin terá afetado cerca de 20 empresas do setor automóvel

A tempestade Kristin levou à paragem de várias fábricas do setor automóvel e há outras que ainda não conseguiram retomar produção, referiu o presidente da AFIA, sinalizando que há clientes na Europa com linhas de produção paradas. Verifica-se então ainda uma paralisação e atrasos no arranque de fábricas de componentes automóveis, sendo que algumas poderão demorar muito tempo a retomar, devido a perdas e danos nos edifícios e equipamentos. 

autonews.pt @ 6-2-2026 17:51:29

Segundo o presidente da AFIA, foram cerca de 20 as empresas da indústria automóvel, localizadas entre Aveiro e Alcobaça, que foram afetadas pela tempestade Kristin, o que é “significativo num conjunto de empresas que andarão à volta de 360 empresas”.

Estas fábricas tinham clientes na Europa que também terão sido afetados por estas paragens, sendo que “há clientes com alterações de planos de produção” e até com paragem de linhas.

“A informação é que há linhas paradas, há fábricas, neste momento, clientes que tiveram que alterar os seus planos de produção, mas o desastre total ainda não tem avaliação”, apontou.

Os maiores clientes são em Espanha e na Alemanha, onde se deve sentir mais o impacto desta suspensão, mas também em França, onde “existem fábricas que estarão neste momento com problemas em termos de produção por paragem em Portugal”, sinalizou.

Por outro lado, há fábricas deste setor em Portugal que já conseguiram iniciar novamente a produção, depois de terem estado dois, três ou quatro dias paralisadas, “porque não havia energia e tinham pequenos estragos mais leves nas estruturas”.

No que diz respeito à falta de luz, o responsável sinalizou que “a maior parte das fábricas que estavam sem energia ontem [terça-feira] já tinham energia e, portanto, preparavam-se para arrancar ainda no dia de ontem e no dia de hoje”.

Ainda assim, ressalvou que a informação pode não ser completamente fiável porque “as empresas estiveram muito tempo sem energia e sem internet e foi muito difícil contactar com as fábricas”, pelo que estão “continuamente a monitorizar este processo”.

José Couto disse que a expectativa agora é que “as empresas consigam rapidamente resolver alguns problemas que têm, nomeadamente as questões das coberturas dos edifícios ou os danos estruturais em algumas empresas, porque, mal isso seja resolvido, poderão perspetivar um arranque da produção”.

O responsável alertou que o destelhamento das empresas provoca alterações e prejuízos significativos nos equipamentos que estão instalados, quer por causa da chuva, quer por causa da humidade, pelo que é uma situação “altamente prejudicial para estes equipamentos”.

No que diz respeito a recorrer a empresas para resolver estes problemas, existem questões de disponibilidade da mão-de-obra, salientou, dizendo ainda assim acreditar que “a estrutura de missão já tem isso perfeitamente assinalado e estará também num processo de identificar e ajudar a ultrapassar isto”.

autonews.pt @ 6-2-2026 17:51:29


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