Ford Puma Hybrid: Um campeão de ralis em casa

Como funciona o Ford Puma Hybrid Rally1

O M-Sport Ford Puma Hybrid Rally1 proporcionou a primeira alegria do ano à M-Sport após alcançar uma primeira vitória nos ralis, através de Sébastian Loeb e Isabelle Galmiche no Rali de Monte-Carlo, dissipando, assim, quaisquer reservas acerca da performance em competição de um SUV híbrido. Uma grande vitória para um modelo compacto que beneficia de todas as características que se destacam no seu irmão produzido em série.

autonews.pt @ 3-2-2022 13:37:29

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Funcionando segundo princípios semelhantes aos do Ford Puma EcoBoost Hybrid, o

sofisticado motor híbrido recolhe a energia durante a travagem e ao ralentí, armazenando-a numa bateria de 3,9kWh antes de a utilizar em complemento do desempenho vencedor do motor a gasolina EcoBoost 1.6 turbo, com o impulso de um motor eléctrico de 100kW.

Para além do seu desempenho em competição, o M-Sport Ford Puma Hybrid Rally1 também pode circular em ambiente urbano, pelas aldeias, cidades e parques de assistência, entre etapas, utilizando unicamente energia elétrica. Utilizando uma fonte de alimentação externa, a bateria pode ser carregada em pontos específicos, nos parques de assistência entre etapas.

Como funciona o Ford Puma Hybrid Rally1?

A nova tecnologia híbrida que fez a sua estreia no Campeonato do Mundo FIA de Ralis de 2022 faz parte do plano de eletrificação gradual que será implementado a partir deste ano no universo dos ralis. Depois do que se assistiu em Monte-Carlo, o Ford Puma Hybrid Rally1 é o melhor produto do trio de marcas envolvidas na modalidade: M-Sport Ford, Hyundai e Toyota, sendo esta última a marca Campeã do Mundo em título.

Os três construtores tiveram de construir viaturas completamente novas, com uma carroçaria com menos carga aerodinâmica (downforce) e, acima de tudo, um novo chassis tubular, mais reforçado, que deverá assegurar uma maior protecção, tanto para os ocupantes como para a bateria, um novo elemento que já faz parte da estrutura dos atuais carros de ralis.

Um Rally1 de nova geração é um carro híbrido plug-in que combina um motor elétrico de 100 kW com o habitual motor de combustão interna sobrealimentado (turbo) de 1,6 litros. Este motor produz cerca de 380 cv, o que, juntamente com os 134 cv adicionais fornecidos pela energia elétrica, gera um pico de potência superior a 500 cv, enquanto as emissões são significativamente reduzidas através da utilização de combustível 100% isento de hidrocarbonetos fósseis (formado por compostos sintéticos e bioderivados) para o motor de combustão.

A unidade híbrida de 100 kW e a bateria com uma capacidade de 3,9 kWh são comuns às três marcas, que, logicamente, têm um campo de ação aberto em termos de arrefecimento do todo o conjunto, de acordo com a estrutura da carroçaria e o funcionamento eficiente da parte térmica.

Este suplemento de energia elétrica só pode ser utilizado em três momentos específicos de cada Especial e durante um curto período de segundos, sendo tudo controlado por uma programação especial da unidade de controlo eletrónico do motor, que assegura a sua gestão. A potência combinada das duas motorizações pode também ser utilizada por 10 segundos no início das Especiais, enquanto que o modo 100% elétrico deve ser utilizado na passagem por localidades, nos troços de ligação, bem como obrigatoriamente ao circular nos Parques de Assistência.

Como é óbvio, o abastecimento de combustível para o motor de combustão deve ser acompanhado por uma recarga paralela da bateria, que se consegue em menos de meia hora no Parque de Assistência. Além disso, o veículo carrega automaticamente as suas baterias quando circula sem acelerar ou em travagem, como é o caso de estrada, o que contribui para uma regeneração contínua do sistema.


Ford Puma: um vencedor em casa

A tecnologia Ford EcoBoost Hybrid de 48 V oferece elevado desempenho com maior eficiência energética, integrando um bloco elétrico com um motor a gasolina 1.0 EcoBoost de três cilindros, capaz de desenvolver até 155 CV.

O Puma inaugura um novo capítulo na identidade do design da Ford, com características que incluem faróis distintos montados no aileron e linhas atléticas. As proporções de inspiração SUV oferecem uma posição de condução elevada, que aumenta a confiança, bem como uma generosa bagageira de 456 litros líder na classe.

As avançadas tecnologias de assistência à condução, que proporcionam uma experiência de condução simplificada e mais relaxante, incluem:

• Cruise Control Adaptativo com Stop & Go, Reconhecimento de Sinais e Centragem na Faixa, para uma utilização sem esforço tanto em autoestrada como no trânsito citadino.

• Novo sistema de Informação de Perigo na Via, que pode informar o condutor de situações de perigo que se lhe possam apresentar no seu percurso, até mesmo antes destas serem vistas por si ou detetáveis pelos sensores do veículo.

O Puma é também o primeiro veículo no seu segmento a oferecer tecnologia mãos-livres no portão da bagageira (opção em todos os níveis de equipamento), bem como função de massagem lombar nos bancos dianteiros, para maior conforto e comodidade do condutor e do passageiro (de série no nível de equipamento Titanium).

A versão Puma ST-Line, com inspiração Ford Performance, é proposta com carroçaria desportiva distinta, incluindo jantes de liga leve de 19 polegadas (opcionais) em preto mate, suspensão desportiva e volante de base plana. A nova versão Puma ST-Line X oferece ainda mais conforto graças a bancos parcialmente revestido em couro e sistema de som premium B&O Sound System.


Tecnologia de motor avançada

O Puma é um dos 14 veículos eletrificados que a Ford está a lançar até ao final deste ano. Os clientes do modelo Puma estão entre os primeiros a beneficiar da arquitectura híbrida da Ford, concebida para aumentar a eficiência energética, ao mesmo tempo que complementa a experiência de prazer de condução com um desempenho mais potente e reativo.

A tecnologia EcoBoost Hybrid do motor a gasolina EcoBoost 1.0 do Puma inclui um gerador/motor de arranque integrado de 11,5kW, comandado por correia (BISG). Substituindo o alternador tradicional, o BISG permite a recuperação e o armazenamento da energia normalmente perdida em travagem e em deslocação por inércia, utilizando-a para carregar a bateria de 48 V de iões de lítio arrefecida a ar.

O BISG funciona também como propulsor, integrando-se com o motor e utilizando a energia armazenada para fornecer assistência de binário durante a condução e aceleração normais, bem como para operar os sistemas elétricos auxiliares do veículo.

Disponível nas variantes de 125 e 155 CV, o sistema híbrido inteligente e autorregulado monitoriza continuamente a utilização do veículo para determinar quando e como carregar a bateria, de forma a obter o maior benefício possível e quando utilizar a carga da bateria, utilizando uma de duas estratégias:

Substituição de binário, que utiliza a função de motor elétrico do BISG para fornecer 50 Nm de binário, reduzindo a quantidade de trabalho por parte do motor a gasolina para uma melhoria de até 9% na eficiência, de acordo com os testes WLTP.

Complemento do Binário, que utiliza a função de motor elétrico do BISG para aumentar o binário total disponível até 20 Nm acima do nível disponível no motor a gasolina em plena carga, fornecendo até 50% mais binário nos regimes mais baixos do motor, melhorando o desempenho.

O BISG também permitiu aos engenheiros da Ford reduzir a taxa de compressão do motor 1.0 EcoBoost e adicionar um turbocompressor maior para aumentar a potência, mitigando a inércia do turbo utilizando o suplemento de binário, que também confere mais rotações ao motor para manter o impulso do turbocompressor.

Capaz de fazer arrancar o motor em cerca de 300 milissegundos - praticamente num piscar de olhos - o BISG também permite à tecnologia Auto Start-Stop do Puma EcoBoost Hybrid funcionar numa mais ampla gama de situações para aumentar a economia de combustível, incluindo em andamento em travagem abaixo dos 15 km/h e mesmo com uma mudança engrenada e o pedal da embraiagem pressionado.

As caraterísticas de prazer de condução foram reforçadas com a tecnologia Selectable Drive Mode (Modos de Condução Selecionáveis) da Ford, que permite aos condutores ajustar a resposta do acelerador, o ESC e o controlo de tração, bem como os tempos de passagens de caixa de velocidades nas versões automáticas, de modo a adequar a resposta e o desempenho às condições de condução.

Os modos de condução Normal, Eco, Sport, Slippery e Trail, permitem aos clientes adaptar a sua experiência de condução às condições da estrada, do tempo ou do piso ao seu gosto, cuja visualização gráfica é apresentada no painel de instrumentos.

O Puma melhora ainda mais a arquitectura B da Ford, a qual proporciona também uma

dinâmica de condução de referência na classe ao Ford Fiesta. Uma nova suspensão traseira com eixo de torção mais rígido, amortecedores de maiores dimensões, ligações mais rígidas e braços superiores melhorados para reduzir o atrito e aumentar a rigidez, ajudam uma dinâmica de condução que é líder na classe.

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