A tecnologia “RoadSafe” da Ford para automóveis conectados

Ajudar os condutores a evitar perigos escondidos

Quer seja nas viagens para a escola, para o trabalho ou nas idas semanais ao supermercado, todos conhecemos troços de estrada ou locais onde são necessários mais cuidados e uma maior atenção durante a condução do automóvel. Em alguns casos, podemos mesmo preferir evitar completamente estes trajetos, procurando garantir que as nossas viagens terminam em segurança.

autonews.pt @ 22-9-2021 18:15:00

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Para o efeito, a Ford desenvolveu o novo conceito “RoadSafe”, que poderá ajudar a alertar os condutores para locais de maior risco e disponibilizar informação deste tipo às autoridades locais, para que possam atuar em conformidade.

A tecnologia “RoadSafe” da Ford utiliza um algoritmo inteligente para comprimir e tratar dados anónimos oriundos de várias fontes, incluindo automóveis conectados, sensores colocados ao longo das estradas e relatórios de acidentes, a fim de identificar os locais onde existe uma maior probabilidade de ocorrência de incidentes de trânsito.

Desta forma, esta informação pode ser exibida num mapa em que se identifica o nível de risco, podendo ser também utilizada para alertar os condutores sobre os pontos mais críticos.

Tornar as estradas mais seguras para todos

A ferramenta digital “RoadSafe” é o culminar de quatro anos de investigação da Ford, incluindo, mais recentemente, um projeto com a duração de vinte meses financiado pelo governo britânico, conduzido em conjunto com o Oxfordshire County Council, a Universidade de Loughborough e os especialistas em sensores de IA da Vivacity Labs, com o apoio do Transport for London e da agência de inovação do Reino Unido, Innovate UK.

A investigação arrancou com uma análise de toda a área envolvente da cidade de Londres de modo a destacar os pontos críticos em termos de segurança rodoviária e para identificar as potenciais causas e mitigações de segurança. Nos últimos quinze meses, a investigação expandiu-se para Oxfordshire, passando a circular mais de 200 veículos de passageiros e comerciais, voluntariamente conectados, em Londres e Oxfordshire. Os dados permitiram à equipa desenvolver um mapa que identifica e classifica o nível de risco em cada segmento de estrada, destacando os troços que representam maiores preocupações.


Este painel inclui vários tipos de informação, incluindo dados históricos de acidentes e um algoritmo de classificação “Risk Prediction” (“Antecipação de Risco”), para cada segmento de estrada, baseado numa gama de dados introduzidos e calculados com recurso a técnicas avançadas de análise de dados.1 A classificação "Road Segment Risk Prediction” (“Antecipação de Risco da Secção de Estrada”) recorre a cores para mostrar onde os incidentes são mais prováveis de acontecer, identificando-se a vermelho o nível mais elevado de risco e a amarelo o mais baixo.

Para recolher os dados, os veículos conectados registam eventos de condução, como travagens, acelerações e mudanças de direção, enquanto os sensores da Vivacity, posicionados ao longo da estrada, registam os movimentos dos diferentes meios de transporte. Os sensores utilizam algoritmos de aprendizagem para detetar eventos de “quase acidentes” e são capazes de analisar padrões de movimento dos utilizadores vulneráveis da estrada, por exemplo, ciclistas e peões, e dos veículos não conectados. Todos os dados partilhados pelos sensores são anónimos, com imagens de vídeo eliminadas na fonte, permitindo disponibilizar estradas mais seguras sem invadir a privacidade individual.

Informação anónima de carros e de sensores na estrada

A combinação dos dados dos veículos e dos sensores pode ajudar a identificar uma grande variedade de perigos, como locais onde os veículos passam demasiado perto dos ciclistas, uma paragem de autocarro mal localizada, provocando congestionamentos de tráfego, ou ainda infraestruturas mal concebidas, por exemplo, rotundas e cruzamentos que causam confusão e potenciais acidentes.

Para empresas e frotas, o algoritmo “RoadSafe” poderia ser utilizado para otimizar o encaminhamento dos condutores, de forma a desviá-los de áreas problemáticas específicas ou a avisá-los quando estes se encontram em áreas de maior risco, reduzindo o potencial tempo de paragem resultante de incidentes. Aplicável a nível universal e escalável para áreas que vão desde as grandes cidades a localidades mais pequenas, o projeto “RoadSafe” poderia ter um impacto significativo no número de incidentes rodoviários registados.

No futuro, esta tecnologia poderá também beneficiar os passageiros que circulem em veículos autónomos. A combinação dos sensores a bordo do veículo com uma ferramenta digital poderia ajudá-los a antecipar situações perigosas ainda mais cedo e, por conseguinte, adaptar o seu funcionamento em conformidade.

autonews.pt @ 22-9-2021 18:15:00

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