Estudo Europeu revela confusão de interpretação entre carro “conectado” e “carro autónomo”
Estudo realizado pelo grupo Avis Budget
Os resultados do estudo promovido pela Avis revelam uma lacuna de conhecimento significativa ao nível de compreensão sobre o futuro da mobilidade, com diferenças marcantes no conhecimento e compreensão entre países e faixas etárias. No caso português, mais de metade dos entrevistados demonstrou estar familiarizado com estes conceitos, e curiosamente 53% dos inquiridos portugueses referem que não preferiam ter um carro autónomo em lugar daquele que atualmente têm.
autonews.pt @ 18-9-2018 16:31:43
Carros conectados relativamente desconhecidos
A pesquisa solicitou aos entrevistados que selecionassem a definição correta do termo “Carro Conectado”.
Pouco mais de metade (54%) identificou corretamente o termo, selecionando a definição “um carro conectado à Internet que pode falar com outros dispositivos”, enquanto 17% não tinham certeza ou simplesmente não entendiam o termo.
Uma em cada dez pessoas (13%) entendeu, incorretamente, que se tratava de um carro conectado a uma fonte de energia, enquanto 7% acreditavam que fosse um carro fisicamente ligado a outro.
Veículos autónomos também desconhecidos
A mesma metodologia foi usada para avaliar a compreensão do termo “Veículo Autónomo”, revelando novamente uma diferença distinta no nível de conhecimento entre os consumidores.
Embora mais de metade (56%) dos entrevistados tenham identificado corretamente o termo como sendo “um carro que se conduz por si mesmo”, quase uma em cada cinco pessoas (17%) considerou ser um carro dirigido por um “Droid de Inteligência Artificial”, 7% acreditou que se tratasse de um carro que deve ser estacionado no seu próprio lugar ou afastado do trânsito.
A menor compreensão do termo foi encontrada entre as faixas etárias dos 18-23 (47%) e 24-36 (51%), em comparação com os 67% daqueles com idade igual ou superior a 66 anos, apesar de as faixas etárias mais jovens serem mais propensas a preferirem um carro autónomo em detrimento dos carros que já possuem.
A propensão mais alta para escolher um carro autónomo foi encontrada entre aqueles com idades entre os 24-36 anos (49%) e 18-23 (47%) em contraste com os 26% da faixa etária de mais de 66 anos.
A divisão entre o Norte e o Sul da Europa
Nesta pesquisa patrocinada pela Avis Budget, verificaram-se diferenças significativas na compreensão destes dois conceitos-chave dentro do tema da mobilidade do futuro nos 14 países europeus envolvidos na entrevista.
Os entrevistados em França apresentaram uma maior compreensão da definição correta de um carro conectado (72%), seguida pela Itália (71%) e por Portugal (68%).
Em contraste, a Noruega registou o menor nível de compreensão com apenas 35%, ligeiramente atrás da Dinamarca e do Reino Unido (37%).
Relativamente à definição de um veículo autónomo, a Alemanha é o país que apresentou um maior conhecimento em relação a este conceito (69%), seguida pela Áustria e pela Suíça (68%). Curiosamente, dado o seu elevado conhecimento referente aos carros conectados, a Itália registou os níveis mais baixos de conhecimento de veículos autónomos com apenas 46%, ligeiramente atrás da Holanda (48%) e da Noruega (44%).
No caso português, 53% dos entrevistados escolheram a definição correta, porém, um número considerável dos inquiridos (34%) pensou que se tratasse de um carro dirigido por um ‘Droid de Inteligência Artificial’.
Segurança em veículos autónomos continua uma preocupação
A segurança e a responsabilidade foram, inevitavelmente, consideradas questões-chave em torno dos veículos autónomos.
Seis em cada dez entrevistados (60%) afirmaram que não se sentiriam seguros se todos os carros na estrada fossem autónomos, enquanto a grande maioria considera que, para andar num carro autónomo, as pessoas deveriam estar sóbrias (86%), encontrarem-se em idade legal para conduzir (87%) e possuírem uma carta de condução (87%).
autonews.pt @ 18-9-2018 16:31:43
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