O AutoClássico Porto despede-se até à próxima edição com excelentes resultados

Aproximadamente 30 mil pessoas passaram pelos seis pavilhões da Exponor durante os três que durou a exposição

O AutoClássico Porto 2013 fechou as portas no dia 6 de Outubro mas já a aguardar a sua próxima edição. A cidade banhada pelo Douro viveu um contínuo corrupio de aficionados, veículos e acessórios nos três dias que durou o evento. O certame luso continua a afirmar-se cada vez mais como uma referência em matéria de coleccionismo automóvel na Península Ibérica. Cerca de trinta mil visitantes passaram pelos 30.000 m² do Salão para contemplar os recém restaurados Pegaso BS2 Especial Saoutchik   e o Excelsior Albert I; celebrar os aniversários do Chevrolet Corvette, Lamborghini, Mercedes Pagoda  e Porsche 911; contemplar a coleção privada engenheiro José Mira; ou ver queimar pneu no XI MotorShow Porto.

Eventos Motor @ 10-10-2013 10:38:29

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Como se de uma corrida se tratasse, a exposição de touros da Lamborghini recebia os visitantes com os modelos Miura, Espada, Urraco, Jarama, Diablo e Gallardo Superleggera colocados em círculo. Antes de chegar ao pavilhão 4, vários clubes portugueses expunham as suas apreciadas colecções como o exótico Denzel 1300 descapotável de 1954 , nunca restaurado do Viana Motor Club, um MG J2a compressor de 1932 do Maia MG Club, ou um impoluto Aston Martin DB 2/4 Mk3 de 1957 do Club Minho Clássico que partilhava quase todos os olhares com um antigo autocarro Ford BB convertido em auto-caravana. Superlativos foram os recém restaurados Jaguar SS100 e o Pegaso BS2 Especial Saoutchik que expunha Juan Lumbreras. Este último, constituiu uma das principais atracções do Salão por se tratar de um exemplar único recém restaurado. Na mesma categoria situava-se o Excelsior Albert I de 1928 dos portugueses Lino Rodrigues & Silva que exibiam o seu próximo projecto: um Nagant com toda a estrutura da carroçaria descoberta. 
Estrelas foram também o BMW 503 Coupé que tinha a LusoVintage vendia ou ainda o outro Aston Martin DB2/4 presente, ambos sem preço à vista. A Vintage Cars expunha o seu savoir faire com uma carroçaria de um Porsche 356 A restaurado na perfeição para que o cliente possa continuar o projecto ao seu gosto e no outro extremos do pavilhão J. Barquinha vendia um Mercedes 600 presidencial. Com preços seguramente muito mais acessíveis havia um Karmann descapotável por 5.000 Euros ou um projecto de Fiat 1500 Cabriolet para tirar a capota e passar todo o inverso ocupado. Se o AutoClássico continua a ser a maior e mais importante feira do género, não é apenas pela qualidade e variedade dos veículos em exposição, mas também pela atenção e condições que a cada ano a organização cria para os aficionados. Desta vez, mais de 200 expositores de cinco diferentes nacionalidades participaram para oferecer produtos e acessórios aos visitantes do mercado: desde as ferramentas, aos equipamentos de garagem, rodas e jantes de todo o tipo, passando pelo sempre desejado mercado de peças usadas, que para serem encontradas devem corajosamente ser procuradas.

Dos quatro aniversários que se celebraram, o mais animado foi, sem dúvida, o do Porsche 911 que fez as delícias dos amantes da marca de Estugarda pelo seu stand e 1.000 m2 e a quantidade de carros expostos. Pode-se contemplar em primeira-mão ao 901, que foi a primeira denominação do 911, junto ao novíssimo 911 Turbo S de +ultima geração e entre eles todos os modelos que se possa imaginar. A “Festa da Porsche” continuou no sábado 5 de Outubro com uma concentração que reuniu mais de 60 carros da marca, dos tantos que deram um excelente espectáculo no circuito do MotorShow.

A 11ª. edição do maior espetáculo automobilístico indoor de Portugal ocupou dois pavilhões da Exponor. Um deles acolheu o paddock e o outro um circuito altamente deslizante onde cerca de 50m pilotos garantiram o espectáculo. No primeiro deles, várias escuderias preparavam os seus carros com os seus mecânicos, enquanto que aqueles que quisessem experimentar o que sentem os pilotos no circuito, poderiam provar essa sorte nos simuladores. Em meio a tudo aquilo expunha-se um enorme motor diesel de 11.101 cm³ recém restaurado e proveniente de um Leyland Atlantean LPDR1que prestou serviço nas ruas do Porto de 1966 a 1992. Nem todos os carros de competição presentes participaram das corridas, pois muitos eram os que apresentavam os seus trabalhos de restauro e de preparação como o Seat Panda Rally de Fastbravo equipado com um motor Suzuki de 140 cavalos. Entre os carros que se pode ver desfilar pelo circuito do MotorShow destacam-se os inúmeros Mitsubishi Evo, Ford Escort Mk2 y Subaru Impreza; o aterrado som dos BMW 635 CSI; e o engenho mecânico que foi criado pela Delgado Car Center ao instalar num pequeno Daihatsu Fellow um motor Opel de dois litros.


O AutoClássico Porto contou com o seu próprio concurso de elegância organizado em parceria com a “Topos & Clássicos”, revista portuguesa especializada. Um júri elegeu o melhor carro do Salão entre todos aqueles que passaram pelo recinto da Exponor nos três dias que durou o evento. O resultado será conhecido na próxima edição da revista. No sábado pela tarde celebrou-se o LeiloCar, onde 160 lotes, entre veículos e acessórios, foram oferecidos em leilão. Tanto os visitantes do evento como os usuários da Internet puderam licitar por veículos como um Ford Lotus Cortina de 1967 conservado original ou um raro tractor Porsche de dois cilindros e diesel. Os preços não seguiram uma linha marcada, um Alpine A-11 FASA encontrou um novo dono por uns aceitáveis 25.100 Euros, enquanto um Mercury Cougar GT390 chegou aos 45.000. Tudo aconteceu no Porto.

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