Citroën em busca do sucesso na Sardenha

A CITROËN E O RALI DE ITÁLIA: VITÓRIAS EM SANREMO E NA SARDENHA

Disputado nos troços da região de Sanremo a partir de 1970 e, depois, a partir de 2004, na Sardenha, o Rali de Itália viu a Citroën sagrar-se vencedora em seis ocasiões diferentes. 

Citroën @ 3-6-2014 11:07:00

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A primeira vitória do construtor francês no alcatrão italiano foi obtida por Sébastien Loeb e Daniel Elena, aquando da temporada em que a Citroën assegurou o seu primeiro título de Construtores do WRC, em 2003. 

Desde que a prova do WRC se mudou para os pisos de terra da Sardenha em 2004, a Citroën Racing venceu por mais cinco vezes, de um total de nove. Sébastien Loeb e Daniel Elena garantiram as vitórias nas edições de 2005, 2006 (Xsara WRC), 2008 (C4 WRC) e 2011 (DS3 WRC), antes de Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen lhes sucederem em 2012, também eles num Citroën DS3 WRC. 

EXPLORAR AO MÁXIMO O POTENCIAL 

Com duas novas duplas de pilotos inscritas no Campeonato do Mundo de 2014, a Citroën Total Abu Dhabi World Rally Team tinha definido um período de adaptação para o início da temporada. Conquistando quatro pódios em cinco ralis, a equipa manteve um elevado nível de performance, ocupando o 2º lugar na tabela de Construtores, enquanto Mads Ostberg é 3º posto no «ranking» dos Pilotos. 

«Procurámos explorar em pleno o potencial que temos do carro e dos pilotos,» refere Marek Nawarecki, Director Adjunto da equipa. «Este objectivo permanece o mesmo para a Sardenha. O trabalho realizado no desenvolvimento do Citroën DS3 WRC permite ir ao encontro das expectativas dos nossos pilotos. O Mads tem muita experiência na Sardenha, enquanto o Kris conhece melhor este rali do que os anteriores. Estas são as vantagens que temos para explorar.» 

Desenhado em redor do novo centro nevrálgico de Alghero, as equipas irão enfrentar um desafio renovado. «É uma prova difícil, mas esse é o caso de todos os ralis do Campeonato do Mundo. Para melhor nos prepararmos, realizámos uma sessão de testes na ilha, em troços muito semelhantes aos que vamos encontrar no rali,» diz Nawarecki. «Combinando a nossa experiência com as sensações do Mads e do Kris ao volante, fomos capazes de fazer evoluir as configurações do Citroën DS3 WRC. Os nossos dois pilotos parecem estar muito satisfeitos pelo comportamento e o equilíbrio dos seus carros. É este o nosso objectivo: dar-lhes a possibilidade de se expressarem em pleno nos troços.» 

MADS ØSTBERG APONTA MAIS ALTO 

Actual 3º classificado no WRC, Mads Østberg conta com uma experiência considerável na Sardenha. O norueguês disputou todas as edições desde que em 2007 a prova passou a integrar o calendário do Campeonato do Mundo. 

«Tenho feito bons resultados neste rali ao longo dos anos,» enfatizou Østberg. «Tenho boas lembranças da competição neste palco. O percurso é muito técnico e o nível de aderência varia de troço para troço. É particularmente importante tirar notas em condições aqui. Há que ser-se capaz de adaptar o ritmo quando as condições dos troços mudam.» 

Durante os recentes testes realizados na Sardenha, o norueguês pôde trabalhar na afinação de seu Citroën DS3 WRC: «Encontrámos soluções que deverão permitir-nos ser ainda mais competitivos neste tipo de pisos. Acho que podemos ser rápidos na Sardenha e tenho muita experiência no evento. Assim sendo, vou forçar um pouco mais desde o início, para tentar estar nos lugares da frente. O objectivo, como sempre, é alcançar o pódio, mas espero andar colado aos líderes.» 

KRIS MEEKE QUER AUMENTAR A CONFIANÇA 

Após uma sequência de três ralis que lhe eram totalmente novos, Kris Meeke demonstrou que por mais pequena que possa ser a experiência, essa pode tornar-se numa grande vantagem. Alguns anos após a sua única presença no Rali da Argentina, ele terminou a prova em Carlos Paz no 3º lugar no seu Citroën DS3 WRC. Já na Sardenha o piloto britânico irá recorrer à experiência adquirida nas quatro vezes em que esteve à partida da prova, entre 2004 e 2011. 

No WRC Júnior, categoria onde garantiu um pódio ao volante de um Citroën C2 Super 1600, no IRC e no WRC, Meeke já provou de tudo na ilha italiana: «É uma prova tipicamente mediterrânica. As estradas são estreitas, rápidas, escorregadias e repletas de grandes pedras! Também teremos que ver o que nos reservam as novas secções da prova. Em muitos aspectos, irá ser um rali completamente novo para nós e iremos começá-lo do zero a partir dos reconhecimentos.» 

«Tivemos sempre um bom ritmo durante o primeiro dia na Argentina,» acrescentou o piloto britânico.»

«Espero que tenhamos a mesma velocidade na Sardenha. Tenho de manter este espírito positivo ao chegar ao Rali da Polónia para que possa iniciar cheio de confiança a segunda metade da temporada, em que conheço melhor os ralis!» 

UM TESTE DE RESISTÊNCIA PARA KHALID AL QASSIMI 

Segundo classificado no Campeonato de Ralis do Médio Oriente, Khalid Al Qassimi estará à partida da terceira de quatro provas do WRC incluídas no seu programa para esta temporada. Tendo alcançado o final dos ralis da Suécia e de Portugal, o piloto do Abu Dhabi aguarda por outro duro desafio na Sardenha. 

«Nem sempre alcancei o final deste rali,» recordou o Sheikh Khalid. «Há que encontrar o equilíbrio certo entre forçar o andamento e ficar na estrada. Os troços são rápidos e estreitos, não havendo espaço para qualquer tipo de erro porque as rochas e as árvores estão logo ali, a delimitar as estradas.» 

O maior desafio será o troço de quase 60 km do segundo dia. «Será um verdadeiro teste de resistência. Vamos fazer alguns testes esta semana com o Citroën DS3 WRC para encontrar a afinação certa. Mal posso esperar por começar!» 

DE CAGLIARI A ALGHERO 

Em 2004, a organização da prova italiana abandonou as regiões de Sanremo e Liguria, levando o Campeonato do Mundo de Ralis até à Sardenha. Tendo tido a base inicial em Olbia, frente ao Mar Tirreno, o rali mudou-se este ano para Alghero, na costa oeste da ilha. 

Os reconhecimentos terão lugar na 3ª Feira (dia 3), a partir das 8h00. Dois dias mais tarde, realiza-se o «shakedown» nos 3,38 km do troço de Putifigari, localizado a 15 km do Parque de Assistência. O rali irá para a estrada a cerca de 200 km a sul de Cagliari, com um primeiro troço desenhado no porto e com honras de transmissão directa na TV. 

Durante a noite os carros do WRC irão ser transportados de volta a Alghero, para que na 6ª Feira possam enfrentar os quatro troços previstos, corridos por duas vezes: Terranova Nord (20 km, às 11h35 e 15h57), Terranova Sud (12,4 km, às 12h13 e 16h35), Coiluna-Crastazza (20,29 km, às 13h08 e 17h30) e Loelle (27,3 km, às 13h44 e 18h06). A meio do dia haverá um intervalo de assistência remoto em Buddusò. Está previsto o regresso dos carros ao Parque Fechado em Alghero a partir das 22h00. 

O dia de Sábado conta com apenas quarto troços, mas que em conjunto representam uma distância semelhante à da véspera. Após o aquecimento inicial em Monte Olia (19,27 km, às 9h18, repetindo-se às 16h54), os pilotos irão disputar o longo troço de Monte Lerno (59,13 km, às 10h23 e 17h59). Este longo troço de quase 60 km inclui um espectacular salto que, invariavelmente, fornece imagens de grande impacto para o resumo da temporada no final de cada ano. 

Finalmente, o Domingo contempla os troços de Cala Flumini (8,98 km, às 07h39), Castelsardo (14 km, às 09h20) e Tergu-Osilo (14,88km, às 10h02), antecedendo a «Power Stage», numa segunda passagem por Cala Flumini, agendada para as 12h08.O final do rali em Alghero está previsto para as 13h45. 

Nota: horas locais, mais 1 hora do que em Portugal 

Citroën @ 3-6-2014 11:07:00


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