Østberg, Meeke e Al Qassimi em DS3 WRC em Portugal

A CITROËN E O RALI DE PORTUGAL: DO DS21 AO DS3 WRC… 
Em 1969 o Campeonato do Mundo de Ralis ainda não tinha nascido. Mas os melhores pilotos da época já se encontravam em Portugal. Aos comandos de um Citroën DS21, Francisco Romãozinho e Jocames formavam a primeira das cinco equipas nacionais a vencerem no seu terreno. 

Desde 2003, a Citroën contabiliza seis vitórias, quer ao nível do campeonato nacional, com Armindo Araujo/Miguel Ramalho (Saxo Kit-Car), quer no WRC, com Sébastien Loeb/Daniel Elena (C4 WRC) e Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (DS3 WRC). 
A dupla Mads Østberg/Jonas Andersson, então rival da Citroën, também já se impôs nos troços portugueses. Foi em 2012, no cômputo de uma prova que foi dominada mesmo até à derradeira especial pelo Citroën DS3 WRC de Mikko Hirvonen/Jarmo Lehtinen. 

Citroën @ 31-3-2014 13:02:32

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KHALID AL QASSIMI NO TERCEIRO CITROËN DS3 WRC 
Presente no pódio das duas primeiras provas do Campeonato de Ralis do Médio Oriente, Khalid Al Qassimi regressa ao volante do Citroën DS3 WRC em Portugal. O piloto do Abu Dhabi já participou em quatro edições da prova, tendo terminado no «top-10» em três delas. 
«Não vejo a hora de arrancar para a minha primeira prova de terra do WRC desta temporada», afirmou o Sheikh Khalid. «Teremos de lidar com as armadilhas que encontramos em cada prova, dando especial atenção aos nossos pneus. Sinto-me bem no Citroën DS3 WRC. Espero que o nosso teste anterior à prova nos tenha permitido encontrar as configurações que nos ajudarão a assinar bons tempos nas especiais.» 
«FAFE RALLY SPRINT» COMO APERITIVO 
Foi no passado Sábado que os principais pilotos do Campeonato do Mundo participaram numa prova à parte, o «Fafe Rally Sprint», disputado nos troços do «antigo» Rali de Portugal, permitindo que dezenas de milhares de espectadores pudessem ver os WRC em acção a norte do país. Mads Ostberg e Kris Meeke partilharam um Citroën DS3 WRC nesta prova extra-campeonato. 
DO ESTORIL A FARO 
O Estoril regressa à rota do Rali de Portugal. Localidade de arranque da prova há 39 anos e que também acolheu um GP de F1, ela será o km 0 da edição de 2014, marcado para as 15h00 desta 5ª Feira, dia 3 de Abril. 
Após a cerimónia de partida, as equipas cumprem 20 quilómetros até chegarem a Lisboa, onde será disputada uma Super Especial de 3,27 quilómetros. Segue-se uma longa ligação de 288 km para alcançarem o Parque Fechado no Estádio Algarve. 
Na manhã de 6ª Feira os pilotos partirão de acordo com a sua classificação no Campeonato do Mundo para uma ronda de três especiais, a percorrer por duas vezes, intervalada por uma Assistência de trinta minutos a partir das 13:30. As especiais já são conhecidas da maioria dos pilotos: Silves (21,50 km), Ourique (25,04 km) e Almodôvar (26,48 km) irão definir a classificação no final do primeiro dia. 
No Sábado, as equipas do WRC arrancam para a prova na ordem inversa da sua classificação. Tal como no dia anterior, haverá uma dupla passagem por três especiais, com uma paragem a meio do dia. Depois de Santa Clara (19,09 km), segue-se a mais longa especial do rali, Santana da Serra (31,90 km), disputada na direcção inversa à das edições anteriores. A volta termina com o troço de Malhão (22,15 km) antes do regresso ao Estádio Algarve. 
O último terá três especiais que acumulam apenas 43,87 km cronometrados. Às 08h50 as tripulações partem para o troço de Loulé (13,83 km), seguindo-se São Brás de Alportel (16,21 km), antes do regresso final a Loulé, classificativa que será a «Power Stage» da prova. 
A chegada do rali está marcada para as 12h25 de Domingo, dia 6 de Abril, no Estádio Algarve. 


O DESAFIO DE UM EVENTO SEM FALHAS 
Em 2007, o Rali de Portugal fazia o seu regresso ao calendário do Campeonato do Mundo. Mudou-se no Algarve e é hoje um dos eventos mais apreciados pelas diferentes equipas. 
O percurso pouco tem mudado ao longo dos anos. Didier Clément, engenheiro responsável pela operação dos Citroën DS3 WRC, explica: «É uma prova que está na média dos ralis de terra do campeonato. Um carro eficiente nesta superfície será necessariamente competitivo em Portugal.» 
Mas há um elemento específico pode mudar tudo: o tempo... «Dependendo das condições, a aderência pode variar de um extremo ao outro. Em caso de chuva, a terra transforma-se em lama e a superfície torna-se muito escorregadia. Abrir a estrada torna-se numa vantagem. Se estiver seco, torna-se muito difícil para os pneus porque o seu desgaste é um parâmetro importante. Aí é preferível partir mais atrás.» 
As novas regras impõem a posição inicial no primeiro dia, de acordo com o escalonamento no campeonato. Mads Østberg será o terceiro a arrancar para a estrada e Kris Meeke o sétimo. 
«Já não podemos definir a nossa estratégia como acontecia anteriormente, com a especial de qualificação», acrescenta Didier. «Há, portanto, que explorar os dados de que dispomos para permitir que nossos pilotos se possam expressar em pleno. Se errarmos na escolha de pneus, poderemos perder um minuto numa ronda por troços. Em caso de forte chuva ou de sol quente, poderá passar a metade. Mas entre os dois, torna-se muito mais complicado.» 
«O solo não reage, todo por igual, da mesma forma à humidade. E como a superfície não é homogénea, há que saber adaptar à mesma. Usamos a nossa experiência, a dos pilotos, os dados recolhidos pelos engenheiros nos reconhecimentos, os da Michelin e a informação meteorológica à nossa disposição para fazer a nossa escolha. É um trabalho de equipa que deve permitir aos nossos pilotos desfrutar de uma solução ideal nas especiais.»  
MADS ØSTBERG, UM ANTIGO VENCEDOR 
Em 2012, Mads Østberg e Jonas Andersson venceram sua primeira prova do WRC em Portugal. O evento baseado em Faro foi uma prova à parte para o norueguês e o sueco. «Gosto de muitas provas do WRC, mas o rali de Portugal está entre os meus favoritos,» confirma Østberg. «Em 2012 fomos declarados vencedores após a chegada da prova. Para ser honesto, foi um pouco decepcionante vencer um rali após a cerimónia do pódio. Agora quero realmente vencer e subir, finalmente, ao degrau mais alto.» 
«Tenho sempre uma boa sensação nestes troços. No ano passado, estava na liderança da prova antes de sair de estrada. Sinto-me capaz de lutar pelos lugares da frente. Mas as condições são, muitas vezes, complicadas. Temos de pensar em inúmeros parâmetros. É uma das provas mais demolidoras desde que a Acrópole deixou de fazer parte do calendário. Temos de cuidar do carro e controlar o desgaste dos pneus. O tipo de estradas é tão complicado com curvas completamente cegas, muitas elevações e muito poucas ajudas visuais. Há que ter notas particularmente precisas.» 
Terceiro classificado no Campeonato do Mundo e autor de cinco melhores tempos no Rali do México, Mads Østberg mostra-se ambicioso: «Mostrámos que sabemos ser rápidos com Citroën DS3 WRC, algo que se reconfirmou nos recentes testes. Mentalmente, estou pronto a lutar pela liderança na prova.» 

UM NOVO RALI PARA KRIS MEEKE 
Se bem que conte já com 43 ralis disputados no Campeonato do Mundo, Kris Meeke vai descobrir o Rali de Portugal. Como na Suécia ou no México, o piloto irlandês conta apenas com a sua experiência. 
«Mais especiais novas para mim!» sorri Meeke. «É uma prova que parece muito interessante. Após o México e dos testes com o Citroën DS3 WRC o meu nível de confiança aumentou. Correndo ao nível do mar, podemos explorar ainda melhor a potência e este tipo de terreno oferece maior aderência.» 
Competitivo no México, Kris Meeke demonstrou ser capaz de ser tão rápido como os líderes em pisos de terra: «Após ter falado com a equipa, estou consciente de que este rali é particularmente complicado. Para a minha primeira vez, não será fácil. Estou um pouco frustrado após o México. Preciso de fazer mais quilómetros, no que será o principal objectivo em Portugal. Se conseguir evitar os problemas, o resultado será necessariamente interessante. Há, por isso, que ser regular. O nosso último teste correu muito bem. Sinto-me muito confortável com o Citroën DS3 WRC.» 

Citroën @ 31-3-2014 13:02:32


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