Garra de Sá Silva não foi suficiente para ultrapassar problemas em Spa

O angolano Sá Silva teve um fim-de-semana difícil em Spa-Francorchamps, com más escolhas de pneus e instabilidade climática a terem um peso importante nos resultados da sexta prova da GP3 Series 2014. O final da prova podia ter sido dramático, com o jovem angolano a despistar-se e a embater violentamente no muro de pneus da Eau Rouge, a mais de 200 km/h. Apesar dos estragos no seu fórmula, Sá Silva levantou rapidamente os polegares em sinal que estava bem.

Creation @ 25-8-2014 10:10:17

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Luís Sá Silva

Luís Sá Silva

A Prova em Spa-Francorchamps começou com uma estratégia errada na sessão de qualificação, onde o piloto acabou com o 20º melhor tempo, como explicou o treinador Nuno Pinto: «a equipa (Carlin) tentou uma estratégia diferente com o Luís que não funcionou, muito por causa das particularidades de Spa-Francorchamps. Montaram os pneus de chuva novos muito cedo, faltando 15 minutos para o final, com a ideia de fazer apenas uma volta e depois parar para ainda tentar os slicks. A aposta foi errada já que a pista não secou e foi impossível usar os slicks no final».

Prejudicado pela má escolha dos pneus também na Corrida 1, Sá Silva não conseguiu mais do que a 16ª posição, apesar de um arranque espectacular, com o qual escalou 14 posições. «A corrida ficou decidida no momento da escolha dos pneus e a nossa não foi a melhor, infelizmente. Eu fiz um óptimo arranque e cheguei a estar em 6º mas depois tive de esperar para fazer o meu pitstop e cai muitas posições», explicou o piloto.

Já para a Corrida 2, segundo Nuno Pinto, «a escolha de pneus foi clara, mas a pista tinha apenas a trajectória seca e por isso os pilotos rodaram praticamente em pelotão sem poderem sair da linha para ultrapassar pois ainda estava molhada». A segunda prova do angolano em Spa-Francorchamps acabou com o acidente aparatoso e com um 23º lugar na classificação.

«Foi uma corrida muito difícil e que acabou da pior forma com um acidente forte, mas o mais importante é que eu estou bem. No início estávamos todos com pneus slicks e a pista estava húmida com apenas uma linha seca e não se podia sair dessa linha nem ultrapassar. Quando tive algum espaço livre a minha frente rodei rápido mas isso aconteceu apenas nas quatro ou cinco últimas voltas. Não sabia que era já a última volta e por isso continuava a puxar pois via que estava a apanhar o piloto 'a minha frente e toquei num corrector que ainda estava molhado e perdi o controlo do carro acabando por embater violentamente nos pneus», contou Sá Silva.

A GP3 Series regressa entre os dias 05 e 07 de Setembro, no Autódromo de Monza.

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