Fórmula E: Um final emocionante com Di Grassi a ganhar a Wehrlein em cima da linha da meta

António Félix da Costa garantiu o 2.º lugar

Dentro do que tem sido habitual, esta 4ª corrida da Fórmula E no México foi mais uma etapa de “loucura” competitiva, com o piloto Lucas di Grassi, da equipa Audi Sport Abt Schaeffer, a roubar a vitória a Pascal Wehrlein (Equipa VENTURI) mesmo em cima da linha da meta, depois deste ter sido o líder na totalidade da corrida e estar em modo candidato para obter a sua primeira vitória na Fórmula E.

autonews.pt @ 19-2-2019 13:20:44

Wehrlein, que liderou na íntegra este grande prémio, e estava a caminho de sua primeira vitória na Fórmula E, ficou sem energia ao completar a última curva e começou a desacelerar a apenas alguns metros da linha da bandeira quadriculada.

Neste momento havia um bando de carros a persegui-lo, e o azar da Venturi converteu-se num grande resultado para a Audi.

No arranque da corrida, Wehrlein adiantou-se logo de imediato e manteve-se à frente de Oliver Rowland na fase de abertura da corrida - com o piloto da Nissan eDams a avançar dois lugares na classificação depois de uma passagem audaciosa no interior de da curva 1, passando di Grassi e Felipe Massa.

No entanto, os desenvolver da corrida foram logo interrompidos cinco minutos depois, após uma colossal colisão entre Jean-Eric Vergne e Nelson Piquet Jr.

Esta dupla estava a disputar a posição no último setor, apertado e sinuoso, quando Piquet colidiu com uma das rodas traseira do carro de Vergne, atirando o piloto da Panasonic Jaguar Racing para as barreiras de proteção e pelo meio ainda tocando em Alexander Sims, companheiro de António Félix da Costa.

Com muitos destroços espalhados pela pista e o carro de Piquet seriamente danificado, entraram na corrida as bandeiras vermelhas, com os carros a regressarem ao pitlane alinhados em formação os fiscais retiravam os destroços.

Este choque motivou um atraso que deu às equipas uma dor de cabeça extra, obrigadas a refazerem os seus cálculos de estratégia e gestão de energia, enquanto o relógio continuava a sua contagem regressiva.


Quando os carros finalmente regressaram à pista, o tempo perdido durante o período de bandeira vermelha foi adicionado ao tempo de corrida – mantendo-se assim o formato padrão habitual de duração total 45 minutos (mais uma volta). Quando os pilotos iniciaram a corrida com alguns segundos extra, todos os olhos estavam voltados para os níveis da bateria e o número de voltas restantes. De imediato ficou claro que algumas equipas não chegavam ao fim, não levando em conta a volta extra depois que o relógio chagar ao zero.

A dupla Nissan e.dams de Rowland e Sebastien Buemi estava indefesa e “agonizantemente” caiu para o fundo da tabela, mas com alguns a beneficiarem como foi o caso de António Felix da Costa e Edoardo Mortara – conquistando respetivamente o segundo e terceiro lugares do pódio.

Apesar de cruzar a linha a linha de meta em segundo lugar, o desafortunado Wehrlein não conseguiu ficar no pódio pois recebeu uma penalidade regulamentar de cinco segundos por cortar a chicane e ganhar uma vantagem em proximidade com di Grassi.

Com quatro vencedores diferentes em todas as corridas, a luta pelo título está aberta e perfeitamente equilibrada quando a Fórmula E vai chegar à Ásia para o HKT Hong Kong E-Prix no dia 10 de março – esta vai ser a 5º corrida do Campeonato de Fórmula E época 2018/19 da ABB FIA.

A reação dos pilotos




Para Lucas di Grassi, o primeiro classificado, esta "... corrida foi provavelmente a melhor corrida de Fórmula E da minha carreira até hoje, porque nesta pista é difícil ultrapassar e fazer os movimentos no momento certo. Eu consegui ultrapassar Rowland quando ele entrou no ATTACK MODE, e depois Wehrlein era um pouco mais agressivo do que eu ... mas eu sabia que ele estava ficar sem energia e na última deixei ficar-me atrás dele, fingindo dar a volta e ele acabou por abrir uma pequena porta o suficiente para o meu carro se encaixar e lá fui eu. Eu não conseguia acreditar que havia vencido! "

ANTONIO FELIX DA COSTA (Equipa BMW i Andretti Motorsport?

Já do lado de António Félix da Costa que obteve a segunda posição na corrida, "... tive um pequeno momento com Buemi no volta 3 quando estava no ATTACK MODE e senti que tinha conseguido avançar sem problemas. Era muito arriscado e eu realmente toquei nele. A minha direção não estava nas melhores condições, pouco direta, em 80 por cento da corrida, o que poderia ter acabado muito mal... tivemos sorte, levei três ou quatro voltas para me acostumar à direcção e, honestamente, quando consegui um pouco de folga peguei na minha energia e avancei confiante."

EDOARDO MORTARA (Equipa VENTURI FORMULA E)

Já Edoardo Mortara comenta que "... para obter resultados tem que se ter uma corrida perfeita, e assim apostei numa corrida inteligente, especialmente quando muitos dos outros pilotos estavam a lutar que nem uns loucos e acabei por ser paciente. Estava com muita energia no final da corrida e fui progredindo com calma até que na última volta consegui passar por dois carros que estavam sem energia e ... conquistei um lugar no pódio!”

autonews.pt @ 19-2-2019 13:20:44