A Pirelli traz os pneus de composto médio e duro para os Estados Unidos
A penúltima corrida da época é o Grande Prémio dos Estados Unidos, que aconteceu pela primeira vez no Texas no ano passado. Esta época foi feita a mesma nomeação de pneus: o pneu duro P Zero Orange (Laranja) e o médio P Zero White (Branco).
Pirelli @ 12-11-2013 10:50:05
Austin é um circuito
extremamente variado, que coloca muita energia sobre os pneus ao alternar
secções rápidas e fluidas com algumas partes mais lentas e técnicas.
É um teste muito bom
para as capacidades de um pneu, com exigências de tracção nas curvas lentas a
serem tão importantes como a aderência lateral nas mudanças de direcção de alta
velocidade que são outra das características dos 5,513 quilómetros do Circuito
das Américas.
Paul Hembery: “Os pneus médios e
duros são a melhor escolha para o Grande Prémio dos Estados Unidos, porque é um
circuito que coloca várias exigências de alta energia nos pneus, por isso
precisamos dos compostos mais duráveis da gama. Há algumas curvas rápidas e
muitas mudanças rápidas de elevação também: neste aspecto é um pouco como Spa. Quando
temos mais energia a percorrer o pneu, temos uma maior acumulação de calor – o
que aumenta o desgaste e a degradação. Agora que vimos para os EUA pela segunda
vez temos uma melhor ideia do que esperar, enquanto que no ano passado – quando
também nomeámos o pneu médio e o duro – foi um passo no escuro. Os compostos
deste ano são mais macios, por isso esperamos cerca de duas paragens na
corrida, dependendo do ritmo de evolução da pista. Apesar de ser Novembro,
ainda é provável que tenhamos tempo quente, o que obviamente também afecta a
degradação termal. A F1 recebeu umas boas vindas absolutamente fantásticas do
público americano no ano passado, o que tornou esta corrida verdadeiramente
memorável, e estamos desejosos de voltar a um país cheio de fãs da F1, e que
também é um mercado chave para os pneus de Ultra Alta Performance.”
Jean Alesi: “O Grande Prémio dos
Estados Unidos em 1990 foi na verdade o meu primeiro Grande Prémio com pneus
Pirelli, na Tyrell, e acabou por ser uma corrida muito boa para mim. Foi o
primeiro Grande Prémio da minha primeira época completa, por isso é sempre um
de que me vou lembrar. Nessa altura, os circuitos de F1 americanos eram
geralmente circuitos de rua, e este em Phoenix não foi exceção. Para além
disso, as regras do desenvolvimento dos pneus eram totalmente abertas: as
dimensões eram fixas, mas aparte isso, os fabricantes podiam fazer o que
queriam. Com a Pirelli, podíamos passar a corrida inteira sem trocar de pneus,
enquanto com as outras marcas era preciso parar. E isto foi essencial para a
nossa forte performance que surpreendeu muita gente: liderei a corrida durante
várias voltas e acabei em segundo atrás de Ayrton Senna no seu muito mais
potente McLaren-Honda! E essa é a diferença que faz os pneus. Claro que no
Grande Prémio dos Estados Unidos de hoje é muito diferente. O primeiro ano em
Austin foi 2012 foi um verdadeiro espetáculo, com convidados especiais desde
atores a astronautas, e foi fantástico ver os americanos tão entusiasmados com
a F1. De facto não foi como nos meus dias, em que não havia muito interesse na
F1 na América. Austin parece ser uma pista excitante de correr, o que
obviamente ajuda. Um dos detalhes que julgo todos se lembram é os chapéus de
cowboy da Pirelli no pódio: foram muito divertidos…”
O circuito do ponto de
vista do pneu:
Tal
como Abu Dhabi, Austin é um dos poucos circuitos do calendário a ser corrido
contra o sentido dos ponteiros do relógio. Outros circuitos idênticos neste aspeto
são a Coreia, Singapura e Brasil.
A superfície da pista
em Austin, que era nova no ano passado, é geralmente muito macia. No entanto,
com a passagem do tempo, a superfície geralmente tende a tornar-se um pouco
mais abrasiva de ano para ano. Isto acontece pois o betume da parte de cima é
desbastada, expondo a gravilha de que o asfalto é feito.
Notas técnicas dos
pneus:
Há duas áreas-chave em particular que são um desafio para os pneus no Circuito
de Austin. A primeira é a Curva 1, que de forma rara é um gancho, onde os pneus
têm de conseguir uma tração ótima – mesmo quando frios vindos de uma paragem. A
Curva 11 é também particularmente exigente pois o piloto começa a travar a
fundo com o carro já a virar, criando uma distribuição irregular de forças
pelos pneus. Uma boa aderência do composto é essencial para uma saída de curva
eficaz.
Os carros irão correr
preparados para mudanças baixas e uma força descendente média: um set-up que
não é muito diferente do usado no Grande Prémio da Turquia em Istambul – que
tem alguns pontos em comum com o Circuito das Américas. Os primeiros três
finalistas na América no ano passado (Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e
Fernando Alonso) usaram uma estratégia de uma paragem, começando com o pneu
médio e acabando com o duro. No ano passado, havia cerca de meio segundo de
tempo de volta de diferença entre os dois compostos; este ano, a diferença
deverá ser um pouco maior.
As escolhas de pneus
até agora:
|
PZero Red |
PZero Yellow |
PZero White |
PZero Orange |
|||
|
Austrália |
Supermacio |
Médio |
||||
|
Malásia |
Médio |
Duro |
||||
|
China |
Macio |
Médio |
||||
|
Bahrain |
Médio |
Duro |
||||
|
Espanha |
Médio |
Duro |
||||
|
Mónaco |
Supermacio |
Macio |
Médio |
|||
|
Canadá |
Supermacio |
Médio |
||||
|
Reino Unido |
Médio |
Duro |
||||
|
Alemanha |
Macio |
Médio |
||||
|
Hungria |
Macio |
Médio |
||||
|
Bélgica |
Médio |
Duro |
||||
|
Itália |
Médio |
Duro |
||||
|
Singapura |
Supermacio |
Médio |
||||
|
Coreia |
Supermacio |
Médio |
||||
|
Japão |
Médio |
Duro |
||||
|
India |
Macio |
Médio |
||||
|
Abu Dhabi |
Macio |
Médio |
||||
|
Estados Unidos |
Médio |
|
||||
|
Brasil |
Médio |
|
Pirelli @ 12-11-2013 10:50:05
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