Antevisão do GP de Itália de F1: Monza: A Pirelli regressa a casa com pneus médios e duros

Para a corrida de Monza, a casa da Pirelli, foram escolhidos os pneus P Zero Laranja duros e P Zero Branco médios: a mesma combinação utilizada Spa no GP da Bélgica. Contudo, se em Spa se exerce muita energia lateral, em Monza tudo gira à volta da energia longitudinal, que coloca forças consideráveis nos pneus e requer elevados níveis de aderência mecânica. Com a afinação dos carros a ser um compromisso entre os setores rápidos e mais lentos do circuito, os pneus desempenham um papel crucial em Monza, com diversas oportunidades para estratégias.

Pirelli @ 3-9-2013 11:13:02

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O circuito data de 1922 e foi também o cenário da primeira vitória da Pirelli nos campeonatos GP, quando Gastone Brilli Peri conquistou o título em 1925 ao volante de um Alfa Romeo. Tempo passado por várias encarnações no decurso dos anos, o circuito moderno é hoje muito diferente do traçado original, embora o histórico traçado em curva inclinada da primeira pista permaneça como um monumento: parte do carácter único do circuito caseiro da Pirelli.

Paul Hembery: “Monza é obviamente a nossa corrida em casa, a cerca de apenas meia hora da nossa sede em Milão. É muito fácil de ver o porquê de esta pista ser chamada “o templo da velocidade”: é efectivamente o circuito mais rápido de todo o calendário de provas e as longas rectas e as curvas rápidas colocam muita energia sobre os pneus. Isso significa que o sobreaquecimento e a formação de bolhas podem ser um problema se não forem controlados. Por isso, uma gestão correta dos pneus pode ter um efeito muito importante na corrida e na estratégia, e isso é algo que as equipas irão avaliar durante os treinos livres de sexta-feira. E não é só a performance dos pneus que é testada aqui, mas também a durabilidade, na medida em que ocorrem muitos impactos a alta velocidade contra as bermas, o que representa outro aspecto importante da corrida. Monza é uma das corridas mais populares do ano, com imensos tiffosi, e é com muita expectativa que aguardamos a sua realização.”

Jean Alesi: “Eu adoro Monza e tive lá momentos fantásticos. Consegui por duas vezes a pole position e reconheço que, provavelmente, passei metade da minha ‘vida’ em Monza na liderança da corrida – só sendo travado por problemas mecânicos. Em relação aos pneus, é uma corrida muito exigente e é a volta mais rápida do ano, por isso é bastante claro que são necessários os mais duros compostos da gama. A força descendente exercida sobre os carros é baixa, por isso eles podem deslizar muito nas curvas e limitar esse deslizamento é a chave para obter o máximo de vida dos pneus. Em Monza, pôr a pressão correta nos pneus também é muito importante: é preciso garantir que ela não fique demasiado baixa. Isso é particularmente crucial face aos duros embates contra as bermas da pista. Actualmente, o estilo de corrida adoptado traduz-se em que as chicanas praticamente são feitas em linha recta, por isso a pressão correta dos pneus é hoje ainda mais importante do que nunca. Monza são os tiffosi – e o apoio de que sempre desfrutei como piloto da Ferrari era fantástico: podia-se verdadeiramente sentir. Em termos de atmosfera, Monza é especialmente incrível.”


O circuito sob o ponto de vista dos pneus:

Cerca de 75% da volta em Monza é feita de prego a fundo, mas também há algumas zonas de travagem forte que também são muito exigentes para os pneus. Na aproximação da primeira chicana, os carros reduzem de 340 km/h para 80 km/h em apenas 150 metros.

Para além de rectas a fundo, também existem algumas curvas rápidas: os pilotos suportam uma força de 3,7g na Parabolica, a qual também é transmitida aos pneus.

As três áreas onde os pneus são sujeitos a mais trabalho em Monza são a primeira chicana (caracterizada por travagem a fundo), a Variante Ascari (com rápidas mudanças de direcção) e a famosa Parabolica: uma curva longa e aberta que origina grandes forças laterais.


Notas técnicas sobre os pneus:

As velocidades nas rectas de Monza atingem um máximo de 340 km/h, dependendo da afinação. A força resultante pode aquecer os pneus até ao 130º C: a temperatura máxima que eles atingem durante a temporada.

Os dois primeiros no ano passado (Hamilton e Perez) usaram uma estratégia de uma paragem nas boxes, com Perez, que acabou em segundo, a começar da 13.ª posição da grelha de partida. Hamilton iniciou a corrida com pneus médios e mudou para duros, ao passo que Perez fez o oposto. O piloto mais bem classificado que usou uma estratégia de duas paragens foi Michael Schumacher, cujo Mercedes terminou em sexto lugar.

As equipas usam um pacote aerodinâmico específico em Monza, geralmente com os mais baixos níveis de força descendente do ano. A ênfase é colocada na aderência mecânica em vez de na aderência aerodinâmica.



As escolhas de pneus a cada GP:

PZero Red

PZero Yellow

PZero White

PZero Orange

Austrália

Supersoft

Medium

Malásia

Medium

Hard

China

Soft

Medium

Bahrain

Medium

Hard

Espanha

Medium

Hard

Mónaco

Supersoft

Soft

Canadá

Supersoft

Medium

Grã-Bretanha

Medium

Hard

Alemanha

Soft

Medium

Hungria

Soft

Medium

Bélgica

Medium

Hard

Itália

Medium

Hard



Conheça a Equipa de F1 da Pirelli: Dario Marrafuschi, engenheiro de modelação e aplicação


Dario, um dos peritos engenheiros da armada dedicada da Pirelli, nasceu e foi criado em Milão, tendo estudado na universidade local. Depois da graduação, em 2000, ingressou directamente na Fórmula 1. Inicialmente, trabalhou na Ferrari no grupo de dinâmica dos veículos; depois tornou-se engenheiro de pneus e finalmente participou na construção do carro para a equipa de testes de 2006 a 2008.

No final desse ano, ingressou na Pirelli como director das corridas em pista, supervisionando todas as actividades da Pirelli em pista. Em 2010, Dario juntou-se à crescente divisão de I&D quando esta começou a trabalhar no projecto da Fórmula 1, especializando-se na modelação e pré-desenvolvimento. Além de estar particularmente atento aos pneus que estão a ser usados este ano, Dario concentra-se no desenvolvimento dos futuros pneus Pirelli de competição, por meio de modelos matemáticos e simulações. Durante o tempo que o seu computador digere os números, ele mantém-se ocupado praticando jogging e ciclismo nos Alpes italianos. Ele é um homem que mantém uma boa condição física, tendo em tempos sido corredor em competições regionais em Itália. Hoje em dia, já não tem tempo para isso: para além do trabalho, a sua mulher e o filho de dois anos ocupam-lhe o dia-a-dia…

Pirelli @ 3-9-2013 11:13:02


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