GP da Bélgica de F1 2013: Pirelli confirma a causa dos problemas com os pneus na sexta-feira

O piloto da Mercedes Lewis Hamilton conquistou a 31.ª pole position da sua carreira, usando os pneus intermédios Pirelli Cinturato Verdes, após uma das mais emocionantes sessões de qualificação desta temporada, em que a estratégia dominou.

Pirelli @ 26-8-2013 15:57:14


As sessões caraterizaram-se todas por tempo variável, o que fez com se tornasse crucial o timing de cada uma das voltas de qualificação. Os pneus slick P Zero Laranja duro e P Zero Branco médio – que também foram utilizados na qualificação – foram os escolhidos para este fim-de-semana.

Com a chuva a cair no início da Q1, os pilotos alinharam-se na zona das boxes para tentarem estabelecer um tempo de referência no início da sessão de 20 minutos, no caso de o tempo piorar. Todos os pilotos fizeram uso dos pneus intermédios no começo da sessão, com um linha de corrida seca a principiar a aparecer, à medida que a primeira sessão de qualificação prosseguia. O Caterham de Giedo van der Garde e os dois Marussia foram os primeiros a trocar para o composto médio, a cinco minutos do termo da Q1.

A pista permaneceu seca na Q2, com todos os pilotos, à exceção dos dois Ferrari, do Red Bull de Mark Webber e do Mercedes de Lewis Hamilton – que também usaram os pneus duros – a utilizar exclusivamente os pneus médios durante toda a sessão. De início, o Red Bull de Mark Webber foi o mais rápido com o composto duro, antes de ser superado pelo Lotus de Kimi Raikkonen com pneus médios, o qual acabou por fazer o tempo mais rápido da sessão com o mesmo composto.

A chuva regressou e tornou-se mais forte para o final da Q3. O Force India de Paul di Resta foi o primeiro a montar os pneus intermédios e durante a maior parte da sessão parecia que essa decisão chegaria para lhe conferir a sua primeira pole position. Mas então, à medida em que a pista começava a secar nos segundos finais, primeiro o Mercedes de Nico Rosberg, seguido pelos dois Red Bull de Mark Webber e Sebastian Vettel, e finalmente o Mercedes de Lewis Hamilton, foram sucessivamente mais rápidos. Todos eles usando pneus intermédios.

De manhã, Vettel tinha sido o mais rápido na última sessão dos treinos livres, em que os pilotos utilizaram os pneus duros durante a maior parte da sessão. No final, Vettel estabeleceu o melhor tempo com pneus médios.

O Diretor da Pirelli Motorsport, Paul Hembery, disse: “Antes de comentarmos a emocionante sessão de qualificação de hoje, gostaríamos de referir que a investigação durante a noite das causas dos dois furos que afetaram Sebastian Vettel e Fernando Alonso, durante os treinos livres de ontem, produziu uma conclusão inequívoca: o furo de Vettel foi provocado por detritos – um pedaço de metal de outro carro – que ficou preso entre o piso da pista e a roda e que também o pneu de Alonso foi claramente cortado pelo mesmo pedaço de metal. As marcas deixadas em cada pneu coincidem e os furos foram igualmente sofridos no mesmo sítio: a curva 13.

A sessão de qualificação de hoje em Spa revelou o mesmo problema perene de algumas partes do circuito permanecerem molhadas enquanto outras secções secaram mais rapidamente. A pista evoluía a cada segundo e o timing das escolhas de pneus provou ser crucial – levando em linha de conta que apenas uma volta de saída custa mais que dois minutos em Spa. Nas primeiras duas sessões, a chave foi estabelecer o ponto exato de mudança de slicks para intermédios e isso também será provavelmente um conhecimento muito útil para amanhã, com a previsão de ainda mais tempo variável. Amanhã, os pilotos poderão começar com qualquer dos compostos que escolherem, o que aumenta ainda mais as opções para estratégias.”

O prognosticador misterioso de estratégia da Pirelli:

A corrida da Bélgica é uma das mais difíceis para fazer previsões sobre estratégia, devido à longa volta e ao tempo muito variável, tal como vimos hoje, bem como pelo facto de os pilotos terem total liberdade para escolher os pneus com que vão iniciar a corrida amanhã.

Em circunstâncias normais, são possíveis uma ou duas paragens durante as 44 voltas da corrida. Uma estratégia de duas paragens é mais rápida cerca de três segundos face à estratégia de uma paragem, mas só durante as últimas cinco voltas. Por isso, se o safety car estiver em pista durante mais que três a quatro voltas, as equipas podem retomar a estratégia de uma paragem. 

Uma estratégia de duas paragens poderia ser: começar com pneus médios, montar novo jogo de médios na volta 13 e outro de duros na volta 25. Em alternativa, começar com médios, parar na volta 19 e depois ir até ao fim com pneus duros.

Pirelli @ 26-8-2013 15:57:14


Clique aqui para ver mais sobre: Desporto, Formula 1, Ralis, Pista, TT