Pneus Pirelli duros e médios para Spa-Francorchamps

Antes da pausa do meio da temporada, as equipas da F1 visitaram a pista permanente mais lenta do calendário: o Hungaroring. Agora vão estar numa das mais rápidas de todas: Spa-Francorchamps, no sopé das Ardenas. A Pirelli vai levar os pneus P Zero Laranja duro e os pneus P Zero Branco médio: os dois compostos mais duros da gama. Eles são perfeitamente adequados para as exigências de alta energia do circuito, com as suas curvas rápidas e compressões súbitas, como a lendária Eau Rouge. Umas das características-chave de Spa são as condições meteorológicas variáveis, o que significa que os pneus intermédio Cinturato Verde e de chuva Cinturato Azul também irão provavelmente ser usados no decorrer do fim de semana.

Pirelli @ 20-8-2013 10:33:06

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Paul Hembery: “Spa não é apenas um circuito épico, mas também um dos maiores desafios para os nossos pneus em toda a temporada. Isso deve-se principalmente às cargas muito elevadas de energia que os pneus sofrem, tando na vertical – devido a grandes compressões como na curva Eau Rouge – mas também lateralmente, em curvas rápidas como a Blanchimont. Os pneus são sujeitos com frequência a forças que actuam simultaneamente em direcções diferentes, o que aumenta ainda mais o trabalho a que estão sujeitos. Por isso, cuidar dos pneus é muito importante, em especial porque se trata de uma volta longa. Isso significa que há uma ampla variedade de estratégias possíveis em Spa, bem como muito tempo a ser ganho e perdido se se escolherem as tácticas certas. No entanto, qualquer estratégia a usar tem de ser muito flexível, porque são as condições meteorológicas variáveis que muitas vezes tornam Spa uma corrida fascinante. O tempo pode mudar de forma extremamente rápida, o que então faz do modo como as equipas usam os pneus intermédios e de chuva a chave para o sucesso – como muitas vezes vimos no passado. Ambos os nossos pneus para tempo molhado já evidenciaram as suas performances em corridas anteriores; com os pneus intermédios, em particular, a mostrar como são bem adequados mesmo em condições inconsistentes e com a pista a secar. Existem muitas oportunidades para ultrapassagens e a mistura de performance e durabilidade oferecida pelos pneus que escolhemos para este evento deverá maximizar essas oportunidades durante este fim-de-semana.”


Jean Alesi: “Spa é um circuito de que todos falam e no decorrer dos anos eu nunca ouvi ninguém dizer mais nada a não ser que é espantoso. É muito rápido e coloca muitos desafios, mas uma das suas características principais é ser muito longo. Por isso nunca é monótono, na medida em que se fazem muito poucas voltas em comparação com outras pistas. Fazer a gestão dos pneus requer uma aptidão especial: há muitas curvas rápidas e a extensão do circuito bem como as temperaturas variáveis fazem com que os pneus possam na realidade arrefecer após a primeira parte do circuito. Mas na qualificação, se se arrancar com os pneus demasiado quentes, não se consegue retirar deles a máxima performance no decurso da extensão total da volta. Há também uma enorme quantidade de variantes possíveis em termos de afinação: algumas equipas adicionam força descendente para conseguir mais aderência na parte intermédia da volta e isso também tem um efeito no funcionamento dos pneus. Provavelmente, a característica mais importante é a elevada possibilidade de ocorrência de precipitação. Podemos ter uma curva totalmente seca e, algumas curvas depois, uma pista totalmente molhada. No entanto, sob a água, a superfície é bastante abrasiva e oferece boa aderência, por isso ainda é possível conduzir. O maior problema reside nos súbitos rios de água que atravessam a pista em ziguezague: é preciso saber onde eles estão, para evitar ser apanhado em situações de aquaplanagem. Há ainda muita água levantada pelos carros quando chove em Spa, dificultando imenso a visibilidade com o tempo molhado.”


O circuito sob o ponto de vista dos pneus


 Spa é um dos circuitos que tem feito parte do Campeonato Mundial de Fórmula 1 desde o seu início, em 1950. Embora a pista tenha sido alterada radicalmente no decurso dos anos (o layout actual data de 1979) mantém a sua natureza de circuito rápido, com uma velocidade média de volta na casa dos 230 km/h. O circuito tem um pouco mais de sete quilómetros de extensão, o que o torna de longe a volta mais comprida do calendário. Os carros andam de prego a fundo cerca de 80% da volta, por vezes durante mais de 20 segundos seguidos. As variantes na volta fazem com que começar da pole position não seja tão importante como pode ser noutros circuitos. As velocidades elevadas, ângulos agressivos de cambamento podem causar bolhas na medida em que o calor se acumula e intensifica nos bordos dos pneus. No entanto, espera-se que as equipas cumpram com os ângulos máximos de cambamento recomendados pela Pirelli, o que pode ajudar a prevenir esse fenómeno.


Notas técnicas sobre os pneus


A grande compressão na curva Eau Rouge sujeita os pneus da frente à carga vertical mais elevada da época: 1000 quilos. Os dois primeiros do ano passado (Button e Vettel) usaram uma estratégia de uma paragem nas boxes, ao passo que o terceiro (Raikkonen) parou duas vezes. Também houve muitas variantes nos pneus escolhidos para iniciar a corrida: embora a maioria dos pilotos tivessem começado com pneus médios, Hulkenberg começou com pneu duros e acabou em quarto com uma estratégia de duas paragens. A diferença de performance entre o pneu duro e médio será provavelmente de mais de um segundo por volta.



As escolhas dos pneus:


PZero Red

PZero Yellow

PZero White

PZero Orange

Austrália

Supersoft

Medium

Malásia

Medium

Hard

China

Soft

Medium

Bahrain

Medium

Hard

Espanha

Medium

Hard

Mónaco

Supersoft

Soft

Canadá

Supersoft

Medium

Grã-Bretanha

Medium

Hard

Alemanha

Soft

Medium

Hungria

Soft

Medium

Bélgica

Medium

Hard




Conheça a Equipa de F1 da Pirelli: Jaime Alguersuari e Lucas di Grassi, pilotos de testes da F1




Uma vez mais, a Pirelli pode contar este ano com dois pilotos de testes de alto calibre: Jaime Alguersuari e Lucas di Grassi, respectivamente, espanhol e brasileiro. Jaime fez os dois primeiros testes desta temporada e entretanto está programado que Lucas o substitua mais tarde nesta época.

O trabalho dos dois pilotos consiste em avaliar os mais recentes compostos experimentais da Pirelli durante testes privados, pilotando um Renault de 2010 que foi modificado para reproduzir os actuais regulamentos. Após terem pilotado os carros equipados com os pneus protótipo, transmitem aos engenheiros da Pirelli o seu feedback sobre as características de cada um desses compostos e sugestões sobre como os pneus podem ser melhorados no futuro. A utilização de dois pilotos de testes garante que os engenheiros obtenham duas perspectivas e opiniões diferentes – algo de essencial quando se estão a desenvolver pneus para uma grelha de 22 pilotos.

Jaime tornou-se o mais jovem piloto a iniciar uma corrida de Fórmula 1 quando da sua estreia, em 2009. Depois, correu mais duas épocas completas com a Toro Rosso antes de se tornar um piloto de testes da Pirelli, tendo os seus melhores resultados sido dois sétimos lugares, na Itália e na Coreia, em 2011. Além de ser um qualificado piloto de corridas ele é também um talentoso DJ, ocupando os lugares cimeiros das tabelas em Espanha.

Lucas pilotou para a equipa de Fórmula 1 da Virgin durante a sua temporada de estreia, em 2010, classificando-se na 14.ª posição na Malásia. Entrou para a Pirelli em 2011 e é também um piloto de oficial da Audi em corridas de endurance, terminando este ano no pódio das 24 Horas de Le Mans.

Pirelli @ 20-8-2013 10:33:06


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