Michelin anuncia 1º demonstrador para a produção industrial de butadieno a partir de bioetanol

Produção de butadieno a partir de etanol extraído de biomassa (plantas)

A Michelin, a IFPEN (IFP Energies Nouvelles) e a Axens inauguraram o primeiro demonstrador à escala industrial para a produção de butadieno de origem biológica, nas instalações da Michelin em Bassens, próximo de Bordéus (França).  O demonstrador foi construído no âmbito do projeto BioButterfly, em que participam os três parceiros, e conta com o apoio da ADEME (Agência Francesa do Meio Ambiente e Gestão da Energia), com o objetivo de desenvolver e comercializar um processo de produção de butadieno a partir de etanol extraído de biomassa (plantas), para substituir o butadieno proveniente de matérias-primas fósseis.  

autonews.pt @ 25-1-2024 16:33:42

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O BioButterfly dá, assim, um importante passo para a criação de uma indústria de elastómeros sintéticos de origem biológica.

Acelerar desenvolvimento do sector do butadieno de origem biológica

O butadieno, uma diolefina C4, é um importante intermediário químico utilizado na produção de inúmeros polímeros para um amplo leque de aplicações. 40% do butadieno é utilizado para produzir elastómeros destinados ao mercado dos pneus; os restantes 60% são utilizados, principalmente, na produção de vernizes, resinas, plásticos do tipo ABS, e nylon para aplicações nos sectores automóvel, têxtil, e da construção. Todas estas aplicações oferecem mercados potenciais adicionais para o butadieno de origem biológica.

Após o seu lançamento, em julho de 2023, o demonstrador à escala industrial deverá validar cada etapa do processo de fabrico do butadieno de origem biológica. Deste modo, prova-se a sua viabilidade tecnológica e económica, com uma capacidade de produção de entre 20 e 30 toneladas métricas por ano, uma escala que permitirá um rápido desenvolvimento industrial.

Esta fase de demonstração prepara o caminho para a comercialização global deste novo processo, que permitirá a produção de borrachas sintéticas inovadoras sem depender dos recursos de origem fóssil, e para o desenvolvimento de uma nova indústria do butadieno de origem biológica. A comercialização desta tecnologia por parte da Axens será um passo crucial para garantir volumes significativos de butadieno renovável.

Um compromisso reafirmado pelo grupo Michelin, IFPEN e Axens

A inauguração deste demonstrador ilustra a determinação dos três parceiros, de fomentar o desenvolvimento de uma indústria francesa de elastómeros sintéticos de origem biológica ao serviço de uma indústria mais sustentável.

A Michelin trabalha com os seus parceiros para construir novos ecossistemas virtuosos, e desenvolver sinergias entre os vários atores da cadeia de valor, para explorar, financiar e impulsionar a produção de butadieno renovável. Com o tempo, estes ecossistemas propiciarão a construção de várias fábricas em todo o mundo, para abastecer a crescente procura de productos finais de base biológica sustentáveis.

Até à ata, o projeto BioButterfly representa um investimento total de mais de 80 milhões de euros, incluindo 14,7 milhões de euros de ajuda da ADEME (Agência Francesa do Meio Ambiente e Gestão da Energia), no âmbito do Programa de Investimentos para o Futuro. O projeto também recebeu o apoio da região de Nouvelle Aquitaine e da Comunidade Urbana de Bordéus. Até à data foram criados uma vintena de postos de trabalho nas instalações da Michelin em Bassens.

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