1,5 milhões de automóveis a circular em Portugal têm mais de 20 anos
ACAP propõe reintroduzir mecanismos de incentivo ao abate de veículos em fim de vida
Um milhão e meio de automóveis a circular em Portugal – o que corresponde a 26 por cento do total do parque automóvel – contam com uma idade superior a 20 anos. Este é apenas um dos dados em análise na conferência de imprensa que a ACAP – Associação Automóvel de Portugal promove hoje, quarta-feira, 15 de Fevereiro, em Lisboa. Este número assume um peso relevante, tendo em conta que, em 2000, os carros com mais de duas décadas de vida representavam apenas um por cento do total do parque.
autonews.pt @ 16-2-2023 15:01:28
Além de um parque automóvel envelhecido, particularmente quando comparado com a média europeia – em Portugal, no último ano, a idade média dos veículos ligeiros era de 13,4 anos, e de 15 anos tanto nos ligeiros de mercadorias, bem como nos pesados, de passageiros e de mercadorias.
Acrescente-se que, dos 5,6 milhões de carros em circulação em Portugal, em 2021, 63 por cento têm mais de 10 anos de idade. Já no que se refere à idade média dos veículos entregues para abate, em 2021, o valor rondava os 23,5 anos (em 2006, fixava-se nos 16 anos).
Tendo em conta este cenário, a ACAP propõe que Portugal reintroduza mecanismos de incentivo ao abate de veículos em fim de vida para acelerar a substituição dos veículos convencionais mais antigos e poluentes por veículos de baixas emissões. Neste ponto, refira-se que o Acordo de Melhoria de Rendimentos – celebrado entre o Governo e os Parceiros Sociais – prevê a implementação de um plano de abate de automóveis ligeiros de passageiros em fim de vida e que o Orçamento do Estado para 2023 contempla a criação de um mecanismo que promova a renovação do parque automóvel, incentivo que deverá acumular com outros instrumentos actualmente em vigor.
A renovação do parque automóvel (e a consequente aposta na eletrificação) em Portugal – um dos dossiês prioritários no que se refere ao futuro do sector – obrigará, naturalmente, ao investimento no desenvolvimento da infraestrutura de carregamento.
Portugal terá de apostar, por isso, no aumento do número de pontos de carregamento por posto para otimizar e agilizar a rotação do carregamento e, ainda, na redução dos períodos de licenciamento.
Paralelamente a este ponto, a ACAP defende, ainda, o reforço dos incentivos aos veículos elétricos no Fundo Ambiental – seja em número, valor de incentivo ou tipologias –, a simplificação da aplicação de incentivos fiscais, a harmonização e reforço dos pacotes de incentivos indiretos e, por fim, a atuação ao nível dos preços finais para o consumidor, para aumentar a previsibilidade e a transparência dos custos de carregamento.
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