MX-30 tem 3 décadas da Mazda no recurso a plásticos amigos do ambiente

A Mazda é o primeiro construtor a desenvolver bioplástico de alta qualidade

Globalmente, a sociedade tem vindo a ganhar consciência do seu impacto no meio ambiente, bem como da necessidade de criar um futuro sustentável através do desenvolvimento de produtos e processos que contribuem para a redução de emissões e de materiais com efeitos ambientais negativos. Em resposta a estas necessidades, a Mazda está, há mais de três décadas, na vanguarda da reciclagem do plástico tendo sido o primeiro construtor a reciclar para-choques de automóveis em fim de vida. 

autonews.pt @ 13-7-2020 17:55:27

Desde 1992 e tendo apenas em conta viaturas recuperadas do mercado japonês, a Mazda reciclou aproximadamente 1.280.000 para-choques, o que daria para encher por três vezes o Royal Albert Hall, em Londres, ou, se colocados em fila, cobririam uma distância equivalente a uma viagem de carro entre Lisboa e Viena (Áustria).

Brevemente disponível no mercado nacional, o Mazda MX-30, o primeiro modelo elétrico da marca, conta com uma vasta gama de materiais e tecnologias amigos do ambiente, sendo uma das mais importantes a utilização de plástico reciclado.

“Em Design, especialmente no nosso departamento de Cores e Materiais, estamos constantemente à procura de novas tendências e tecnologias em termos de materiais. Mesmo antes do MX-30, já tínhamos utilizado processos e materiais ecológicos interessantes, mas o MX-30 foi a plataforma perfeita para mostrarmos os nossos desenvolvimentos neste campo”, refere Jo Stenuit, Director de Design da Mazda Europa.

A parte superior do interior da porta MX-30 é composta por um tecido reciclado, feito a partir de garrafas PET recicladas. O desenvolvimento de um novo método de moldagem integrada de fibras têxteis e plásticas possibilitou a criação de um material, com um toque macio e que pode ser processado facilmente.

Pioneira na utilização de bioplásticos


Mas não é apenas na reciclagem de plástico que a Mazda lidera o setor, a Mazda também desenvolveu uma indústria líder em bioplásticos de alta qualidade, vista pela primeira vez no MX-5 (2015) e usada extensivamente na Mazda3 e Mazda CX-3, e que agora tem aplicação nas portas dianteiras e traseiras do MX-30, contribuindo para um acabamento de alta qualidade e também para o design final.

No seguimento do desenvolvimento do primeiro tecido biológico do mundo em 2007, o novo Premium Vintage Leatherette – uma espécie de couro sintético de alta qualidade e de aspecto clássico – agora desenvolvido pela Mazda para o MX-30, é produzido com recurso a água em vez de solventes orgânicos, reduzindo o impacto ambiental e contrariando o conceito habitual de que o couro artificial não passa de um substituto pobre do couro natural.

Possui uma textura de couro vintage impressa numa base de couro artificial de alta qualidade, seguindo-se um revestimento em silicone de baixa espessura. Esta receita confere ao material uma aparência mais intensa e uma agradável sensação ao tacto.

Para-choques usados reconvertidos em para-choques novos


No entanto, não foram apenas as preocupações ambientais mais recentes que levaram a Mazda a desenvolver novas técnicas para reciclagem ou criação de plásticos ecológicos. Os estudos da Mazda sobre reciclagem de plásticos começaram no final da década de 1980. Reconhecendo a necessidade ambiental de reciclar plástico, a Mazda foi o primeiro construtor automóvel a reciclar para-choques usados em 1992. Inicialmente esses para-choques foram utilizados no fabrico de canetas e peças de plástico não visíveis no veículo, tais como as proteções inferiores sob o chassis do carro.

O problema com os veículos em fim de vida foi que muitos dos para-choques tinham mais de dez anos, tornando-se técnica e financeiramente difícil a sua reciclagem, pois apresentavam bastante variações ao nível de algumas propriedades, tais como a aderência da tinta e na própria composição do seu plástico.

Uma das maiores barreiras para a reciclagem de para-choques antigos foi o ineficiente processo de remoção de tinta. Em 2001, a Mazda tinha já melhorado substancialmente esse processo, de forma a permitir a utilização do plástico como reforços nos para-choques novos.

Em 2007, melhorou-o ainda mais, passando a poder remover 99,9% da tinta, o que levou ao desenvolvimento de um processo de utilização do plástico reciclado na fabricação de novos para-choques.

Nesse sentido, em 2011, a Mazda desenvolveu a primeira tecnologia de reciclagem que permite aos para-choques oriundos de veículos em fim de vida serem convertidos em resina plástica, com qualidade suficiente para utilização em para-choques de carros novos.

Os para-choques fabricados com este novo processo foram montados pela primeira vez no Mazda Biante, um monovolume médio comercializado no mercado japonês. Atualmente, o plástico reciclado é amplamente utilizado em todos os veículos novos da Mazda.

O recurso a uma base biológica

No entanto, não foram apenas as preocupações ambientais mais recentes que levaram a Mazda a desenvolver novas técnicas para reciclagem ou criação de plásticos ecológicos. Os estudos da Mazda sobre reciclagem de plásticos começaram no final da década de 1980. Reconhecendo a necessidade ambiental de reciclar plástico, a Mazda foi o primeiro construtor automóvel a reciclar para-choques usados em 1992. Inicialmente esses para-choques foram utilizados no fabrico de canetas e peças de plástico não visíveis no veículo, tais como as proteções inferiores sob o chassis do carro.

O problema com os veículos em fim de vida foi que muitos dos para-choques tinham mais de dez anos, tornando-se técnica e financeiramente difícil a sua reciclagem, pois apresentavam bastante variações ao nível de algumas propriedades, tais como a aderência da tinta e na própria composição do seu plástico.

Uma das maiores barreiras para a reciclagem de para-choques antigos foi o ineficiente processo de remoção de tinta. Em 2001, a Mazda tinha já melhorado substancialmente esse processo, de forma a permitir a utilização do plástico como reforços nos para-choques novos.

Em 2007, melhorou-o ainda mais, passando a poder remover 99,9% da tinta, o que levou ao desenvolvimento de um processo de utilização do plástico reciclado na fabricação de novos para-choques.

Nesse sentido, em 2011, a Mazda desenvolveu a primeira tecnologia de reciclagem que permite aos para-choques oriundos de veículos em fim de vida serem convertidos em resina plástica, com qualidade suficiente para utilização em para-choques de carros novos.

Os para-choques fabricados com este novo processo foram montados pela primeira vez no Mazda Biante, um monovolume médio comercializado no mercado japonês. Atualmente, o plástico reciclado é amplamente utilizado em todos os veículos novos da Mazda.

O recurso a uma base biológica

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