Fusão entre a Renault e FCA afinal não vai acontecer

Pelo menos de imediato

Foi no final de Maio que surgiu a notícia do interesse da FCA em fundir-se com a Renault, num acordo que parecia ser claramente do interesse das duas empresas de produção automóvel. Caso viesse a efetivar-se, daria origem a um dos maiores grupos mundiais na indústria da produção de veículos automóveis com forte presença nos mercados do continente europeu e americano.

autonews.pt @ 7-6-2019 10:51:31

Mas tão rápido como surgiu assim terminou: esta quinta-feira a Renault emitiu um comunicado em que o grupo francês “exprimia a sua deceção por não ter oportunidade de aprofundar a proposta da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), apesar de considerar que a proposta “era oportuna, com impacto positivo a nível industrial e financeiramente atrativa”.

Do lado da FCA, a sua iniciativa de retirada da oferta pela fusão com a Renault teve como fundamento o fato de não “existirem condições políticas em França que garantissem um correto desenvolvimento futuro da parceria”.

Dentro das explicações que correm para explicar o falhanço das negociações é referido que apesar de terem sido acordado 3 dos 4 pontos essenciais da provável fusão, correndo o rumor que o estado francês teria colocado como condição essencial ter um lugar no conselho de administração da nova empresa e respetiva governance e também  uma garantia da manutenção de empregos e fábricas em território francês.

Na sua comunicação a FCA sublinha o espírito positivo de negociação por parte do grupo Renault, da Nissan e da Mitsubishi, as três empresas que constituem o grupo Aliança que atualmente reúne os três fabricantes.

A oferta da FCA estaria nos 35 biliões de dólares americanos para garantir uma posição futura de 50/50 na gestão do novo grupo, o que enquadra a declaração dos representantes da Renault que sublinha no mesmo comunicado que “...esta oferta sublinha a atratividade da Renault e da Aliança”.

A possível efetivação do negócio poderia ser um passo importante para as várias empresas envolvidas, sabendo-se que a indústria automóvel está num momento de forte transição de tecnologias a modelos de negócio e que se traduzem no desenvolvimentos de novos produtos elétricos (ou de novos combustíveis), conectados e autónomos.

Uma viragem de paradigma que exige fortes investimentos esperando-se igualmente que de forma natural possam surgir outras situações de fusão entre grandes fabricantes de viaturas automóveis.

Do lado da FCA esta foi a segunda tentativa mal sucedida de fusão com um construtor Francês, pois no passado também teria tentado uma fusão com o grupo da Peugeot/Citroen (PSA), mas igualmente com negociações que não chagaram a bom termo.

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