O CUPRA e-Racer em “radiografia”
Preparado para o novo campeonato de Turismo elétricos
Como se fosse uma radiografia humana, uma visualização a três dimensões permite fazer uma viagem ao interior do CUPRA e-Racer, o primeiro turismo de competição 100% elétrico do mundo.
autonews.pt @ 21-12-2018 12:23:00
À distância de um ano da sua estreia no novo campeonato ETCR, desvendamos o interior deste veículo e os seus principais componentes.
Este carro está equipado com uma bateria de 450kg, e é encarado como o elemento principal pois representa um terço do peso total do veículo e um desafio na hora de desenvolver este modelo, como nos explica o responsável de engenharia da CUPRA, Xavier Serra: “A bateria determina o desenho e a posição dos restantes elementos”.
Está colocada “o mais baixo possível para contribuir para um centro de gravidade próximo do solo, favorecendo a dinâmica do carro”, detalha. Esta peça é composta por 23 placas com um total de 6.072 pilhas, numa potência equivalente a 9.000 telemóveis ligados em simultâneo.
O carro está equipado com quatro motores ‘verdes’ que estão colocados no eixo traseiro e garantem um máximo de 680CV. “Um motor elétrico é mais simples, exige menos manutenção e é mais eficiente”, assegura Serra. Estes motores geram 300 Kw com um pico de 500 Kw totais.
O CUPRA e-Racer dispõe de uma única mudança que “permite uma aceleração poderosa, passando dos 0 a 100km/h em 3,2 segundos e regista uma velocidade máxima de 270km/h”.
Por forma a que a energia não se perca nas travagens, este carro incorpora um sistema de recuperação de energia, graças à qual é aproveitada a potência de travagem e das desacelerações.
O volante do CUPRA e-Racer inclui um ecrã através do qual o piloto e os engenheiros podem monitorizar e transferir em tempo real uma série de dados sobre o rendimento do veículo enquanto circula, e assim gerir a energia de forma eficiente.
Um outro cuidado essencial deste carro está no sistema de da temperatura: em pista, a equipa técnica e o próprio piloto devem poder gerir a temperatura dos componentes.
Este carro integra no radiador um sistema de refrigeração desenhado à medida e que permite o arrefecimento em 20 minutos. “Há três circuitos de refrigeração independentes, já que cada elemento tem limites de temperatura diferentes: o da bateria ronda os 60ºC; o dos inversores está nos 90ºC e o dos motores não deve ultrapassar os 120ºC”, precisa Xavier Serra.
Quase na reta final, rumo a uma nova fórmula de competição, os engenheiros e técnicos da CUPRA continuam a trabalhar para retirar o máximo rendimento do carro. “É um veículo que gera muita energia e trabalhamos de forma a utilizá-la de forma eficiente e a conseguir bons tempos por volta”, explica Serra. Neste sentido, seja um veículo elétrico ou com motor de combustão, o objetivo é o mesmo: “ser o mais rápido para chegar à meta em primeiro”.
Componentes e estratégia disputam protagonismo num desafio que terminará em 2020, quando o CUPRA e-Racer competir pela primeira vez na nova modalidade das corridas de carros Turismo ETCR, competição que também já tem confirmada a participação da Hyundai.
autonews.pt @ 21-12-2018 12:23:00
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