Bosch inaugura oficialmente novo campus de investigação em Renningen

Renningen, Alemanha – Um ambiente de trabalho completamente inovador para mentes criativas: com o seu campus de investigação em Renningen, a Bosch quer incentivar a colaboração interdisciplinar e assim reforçar a sua capacidade inovadora. No novo centro de investigação e engenharia avançada, nos arredores de Estugarda, cerca de 1.700 mentes criativas fazem investigação industrial aplicada. 

Bosch @ 14-10-2015 17:01:40

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O campus de investigação foi oficialmente inaugurado numa cerimónia que contou com a presença da Chanceler alemã, Angela Merkel, do Governador de Baden-Württemberg, Winfried Kreschann, e muitos outros convidados da área da política, dos negócios e académicos, “Tal como uma Universidade, o nosso campus reúne muitas faculdades. Aqui, queremos os nossos investigadores a fazer mais do que apenas pensar sobre o que o futuro pode trazer. Queremos que eles sejam também empreendedores bem-sucedidos. Renningen é a Stanford da Bosch. Ao mesmo tempo, o centro é uma expressão da nossa fé na Alemanha como local de tecnologia”, disse Volkmar Denner, presidente do Conselho de Administração da Bosch. O Grupo investiu cerca de 310 milhões de euros nesta nova localização. O campus de investigação, cujo lema é “Em rede para milhões de ideias”, é o centro da rede global de investigação e desenvolvimento da Bosch. O fornecedor de tecnologia e serviços pretende ainda reforçar o espírito de empreendedorismo. É precisamente neste domínio que Denner vê a Alemanha em desvantagem competitiva. “Na Alemanha não há nem as oportunidades, nem a vontade de estabelecer empresas. Precisamos de mais espírito start-up especialmente entre os jovens graduados universitários. Nesta matéria, as universidades têm que fazer mais do que preparar os seus alunos para exames em domínios altamente especializados”.

Inovações para uma melhor qualidade de vida

A esperança para o futuro é que ainda mais inovações que melhorem a qualidade sejam criadas em Renningen. O campus junta diversas disciplinas da ciência e da tecnologia. Seja em engenharia elétrica, engenharia mecânica, ciência da computação, análise, química, física, biologia ou tecnologia de microssistemas – em Renningen, um total de 1.200 colaboradores especializados em investigação corporativa e engenharia avançada, além de 500 doutorandos e estagiários, trabalham agora nos desafios do futuro. Até hoje, estes investigadores estavam distribuídos por três localizações na área da grande Estugarda.

Abrangência tecnológica em pesquisa e engenharia avançada

Na atmosfera especial do campus, os cérebros pioneiros da Bosch trabalharão tanto no desenvolvimento de novos produtos como em novos métodos de produção. O seu trabalho focar-se-á em áreas como engenharia informática, tecnologia de sensores, automação, sistemas de condução assistida e tecnologia para baterias, bem como na melhoria dos sistemas de motorização. Uma área cada vez mais relevante é a do conhecimento em software – em particular na conectividade da IoT. “Para a Alemanha se manter no topo em termos de conectividade, tem de preservar e aumentar as suas competências-chave em microeletrónica e software. Se não o conseguir, a indústria alemã ficará para trás. Não temos qualquer razão para temer a concorrência das empresas de TI. Mas para as nossas empresas industriais, esta competição não será um passeio pelo parque”, disse Denner.

Quanto à própria Bosch, Denner acredita que está bem preparada para a tendência de conectividade. Por exemplo, a empresa não só é líder do mercado global de sensores micromecânicos, como tem vindo a aumentar a sua competência em software. Atualmente, a Bosch emprega cerca de 15.000 engenheiros de software. Três mil especialistas estão a trabalhar na Internet of Things (IoT). A Bosch vê um enorme potencial de negócios nos serviços que surgirão em resultado da conectividade. “Se não quisermos deixar que os outros aproveitem estas oportunidades, então teremos que ser ainda mais rápidos e menos avessos ao risco do que o fomos até agora”, disse Denner. “Numa fase mais precoce que nunca, os nossos engenheiros têm que pensar como empresários. As coisas que são tecnicamente viáveis não só devem entusiasmar os nossos investigadores como também os nossos futuros clientes”.

A Alemanha tem que aprender a ser ousada

Denner acrescentou que as grandes empresas, como a Bosch, têm de criar o espaço em que a empresa e o espírito empresarial possam florescer. A Bosch lidera pelo exemplo. A empresa criou a sua própria plataforma de start-ups para novas áreas de negócios. Denner sublinhou que se o “modelo Silicon Valley” é realmente o caminho a seguir pela Europa, “temos que aprender a correr riscos”. A Bosch Start-up GmbH ajuda os investigadores da Bosch a serem empreendedores de sucesso. Por exemplo, ela trata de coisas como instalações, financiamento e outras tarefas administrativas. Desta forma, as novas empresas podem concentrar-se desde o início no seu produto e colocá-lo no mercado. O robot agrícola Bonirob é um dos primeiros produtos a surgir por esta via. A Deepfield Robotics, start-up da Bosch, desenvolveu este robot, que é do tamanho de um carro compacto, como apoio ao desenvolvimento de plantas e melhorias do cultivo.

As melhores condições de trabalho para ideias criativas

No extenso campus, há muito espaço para testar o robot agrícola. Para além do edifício principal, há onze laboratórios e oficinas de trabalho, dois edifícios de manutenção, e um moderno campo de testes para sistemas de assistência à condução. Foi utilizada uma matriz de rede para determinar quem deve ocupar os edifícios. A matriz foi construída tendo por base a intensidade da permuta de informação entre as diversas disciplinas: as unidades mais próximas trabalham juntas, reduzindo a distância física entre elas no novo campus.

Recantos tranquilos, zonas de colaboração

A Bosch deu particular atenção às condições de trabalho em Renningen. Tanto no interior como no exterior, os investigadores encontrarão um ambiente de trabalho moderno. No fundo, todo o campus é um local de trabalho. “Ondas cerebrais ao ar fresco, tecnologia à beira da água – tudo isso é possível aqui em Renningen”, disse Denner. Todos os edifícios e em todos os andares ligações Wi-Fi estão disponíveis. Portáteis, tablets, voz através da internet, mostram que o trabalho pode ser feito em qualquer parte do campus. Explicando a ideia por trás disto, Denner disse: “Em Renningen, oferecemos aos nossos investigadores recantos tranquilos e zonas de interação”. Os escritórios foram concebidos após análise profunda do processo de inovação. Quando exploram ideias, os investigadores precisam de paz e sossego. Mais tarde, o intercâmbio e a discussão com outros assumem maior importância. Estas fases e a vontade dos colaboradores foram consideradas no planeamento do complexo. “Os colaboradores querem liberdade para usar a sua criatividade em investigação e desenvolvimento – e menos tarefas administrativas. E isso foi apoiado ativamente pelos representantes dos trabalhadores”, disse Alfred Löckle, Presidente das Centrais Sindicais associadas. “Os dias em que o design do local de trabalho era decidido a partir de cima, terminaram. Os nossos colaboradores passam muito tempo nos locais de trabalho. É justo que tenham também uma palavra a dizer sobre a sua construção”. O resultado da consulta a todos os envolvidos foi um novo conceito de escritório. Além de locais de trabalho individuais, 270 salas de reuniões de vários tamanhos são a face mais visível – o que significa que há espaço para o trabalho focado e em equipa. Em média, cada colaborador está a apenas 10 metros de uma sala de reuniões e, assim, perto de uma possível inovação.

Bosch Portugal: contributo para o processo de inovação

A Bosch Portugal, através das suas unidades de Aveiro (Bosch Termotecnologia, S.A), Braga (Bosch Car Multimedia Portugal, S.A) e Ovar (Bosch Security Systems – Sistemas de Segurança, S.A), participa em todo o processo de inovação do Grupo, desenvolvendo e fabricando uma larga gama de produtos, a maior parte dos quais exportados para os mercados internacionais.

Em 2014, a Bosch investiu um total de 24 milhões de euros em Portugal, um sinal de que o Grupo acredita no nosso país e quer consolidar a sua presença. Até ao final de 2016, terão sido investidos mais 50 milhões de euros, com foco na I&D.

A unidade Bosch em Braga está a expandir as suas competências na área da I&D, trabalhando em conjunto com centros de I&D da Bosch na Alemanha. Com o crescimento previsto, a empresa planeia contratar mais de 1.000 colaboradores até ao final de 2017 para esta unidade. A empresa faz desenvolvimento mecânico, eletrónico e de software, e está a trabalhar em soluções de multimédia automóvel inovadoras como o optical bonding, e a tecnologia de Head-Up-Display com a realidade aumentada, que permite que o condutor veja toda a informação relacionada com a condução projetada no para-brisas.

A aposta contínua da Bosch em atividades de investigação e desenvolvimento como base de atração de mais atividades de produção e novos projetos faz com que o sucesso da empresa seja cada vez mais consistente e que os resultados anuais continuem a ser positivos. Neste sentido, a Bosch estabeleceu em Braga uma parceria de I&D com a Universidade do Minho, na qual foram investidos 19 milhões de euros (parcialmente fundos do Compete) até meados de 2015. Este trabalho em conjunto gerou 12 patentes. Para garantir a continuidade desta parceria de sucesso, foi feita nova candidatura a fundos no valor de 50 milhões de euros para o triénio de 2015 a 2018. O investimento poderá levar à contratação de cerca de 90 engenheiros e 165 bolseiros.

A Bosch está a expandir as suas atividades de I&D também em Aveiro, onde tem o seu centro de competências para soluções de água quente. A partir daqui saem as principais inovações na área dos esquentadores, caldeiras e bombas de calor. Atualmente com cerca de 120 engenheiros, a empresa está a construir o seu segundo edifício de I&D, um investimento de 25 milhões de euros que levará à contratação de 150 engenheiros até 2020.

A exploração de dados beneficia a Bosch e os seus clientes

Uma nova matéria-prima está a tornar-se no motor da economia. Ao contrário do ouro, aço, ou plástico, é invisível e intangível. Trata-se da exploração de dados. É constante o crescimento do fluxo de dados das fábricas interligadas, carros conectados e produtos igualmente conectados. Usados corretamente, oferecem um enorme potencial para um melhor serviço ao cliente e sistemas otimizados de produção – e assim asseguram uma maior competitividade. “A capacidade de gerar novos conhecimentos de big data é uma competência-chave do futuro”, disse Lothar Baum, cientista de computação. Em Renningen, novo campus de investigação da Bosch, ele lidera uma equipa de investigadores que está envolvida no processo computacional de descobrir padrões em grandes conjuntos de dados ou exploração de dados. Entre outras coisas, a pesquisa de Baum concentra-se em perceber como a exploração de dados pode ser usada na otimização da indústria conectada.

Como a Bosch está a desenvolver a bateria do futuro

A Bosch está a desenvolver baterias elétricas que permitirão percorrer grandes distâncias sem necessidade de carregamentos, e, simultaneamente, terão um custo inferior ao das atuais baterias elétricas. “Os nossos especialistas estão a desempenhar um papel fundamental no desbravar do caminho para a mobilidade elétrica”, diz Michael Bolle, presidente do setor corporativo para a investigação e engenharia na Robert Bosch GmbH. Até 2020, as baterias Bosch deverão ser capazes de armazenar o dobro da energia e a um preço muito menor. As previsões do mercado são surpreendentes: em 10 anos, a Bosch espera que cerca de 15 por cento de todos os veículos novos em todo o mundo tenham uma bateria elétrica. Como resultado, a Bosch está a investir cerca de 400 milhões de euros por ano em eletromobilidade.

Sensores MEMS são uma tecnologia-chave para a Internet das Coisas (IoT)

São tão pequenos como a cabeça de um alfinete, mas estão a mudar a vida quotidiana: falamos dos minúsculos sensores micromecânicos da Bosch. Em pulseiras de ginástica, medem a atividade física e ajudam as pessoas a alcançar uma melhor saúde e bem-estar. Nos carros, sensores de identificação de situações de perigo alertam imediatamente o sistema eletrónico de controlo para manter o veículo na estrada. Como os sensores detetam a gravidade da Terra, os smartphones podem mudar a orientação do ecrã para satisfazer as necessidades do utilizador. A Bosch é líder mundial no fabrico de sensores MEMS (Sistemas microeletromecânicos). Desde que iniciou a sua produção em 1995, a empresa já fabricou mais de 6 mil milhões. “O principal desafio no desenvolvimento contínuo dos nossos sensores MEMS é o seu consumo de energia. Por exemplo, mais inteligência em sensores faz com que seja possível reduzir o consumo de energia”, diz Franz Lärmer, especialista em sensores da Bosch. É difícil definir quantas aplicações potenciais poderá ter um sensor. Eles são uma tecnologia-chave na Internet das Coisas (IoT).

Bosch @ 14-10-2015 17:01:40


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