José Pedro Fontes e Inês Fontes na festa dos Ralis em Portugal

Citroën Vodafone team no Vodafone rally de Portugal

Por muitos, tida como a “Festa dos Ralis” por excelência no nosso país, atraindo uma moldura humana fora do comum, o Vodafone Rally de Portugal é, por isso, diferente dos demais ralis nacionais, quanto mais não seja pelo facto de ser uma jornada do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). Tal dá-lhe um cunho especial face a outros eventos, igualmente importantes, que se realizam no nosso país, seja na vertente Continental ou nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira e que, à sua dimensão, merecem também destaque pelo trabalho das respectivas organizações. 

autonews.pt @ 19-5-2022 16:12:52

Mas não só, pois o Vodafone Rally de Portugal partilha com o Citroën Vodafone Team o seu patrocinador principal, tendo, assim, uma importância acrescida, quer em termos de visibilidade, como de resultados, que por inerência da sua atual estrutura poderão ser obtidos em duas vertentes: a do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), aproveitando os dois primeiros dias, e como um todo, lutando-se pela sempre apetecível posição de “Melhor Equipa Portuguesa”.

São, por isso, estes os dois principais objectivos da dupla José Pedro Fontes e Inês Fontes que, uma vez mais, apostam na fiabilidade e robustez do C3 Rally2 para os atingirem: “É, de facto e antes de mais, a festa dos ralis por excelência, por toda a áurea que envolve o Vodafone Rally de Portugal, prova com a qual temos uma responsabilidade adicional, pelo facto de a nossa equipa Citroën Vodafone Team defender as mesmas cores do patrocinador”, refere o piloto do Porto.

“Fruto das suas características – é um rali longo, de quatro dias, três dos quais bastante exigentes em termos de condução – temos, por isso, que adoptar um ritmo que, por um lado nos permita, ir ao encontro dos objetivos que definimos para a presente época, de conquista dos títulos de Pilotos e Navegadores do CPR, por outro alcançar um resultado de relevo no final do rali, como um todo. Há, assim, que fazer essa gestão, lutando pelos pontos do CPR nos icónicos troços de sexta-feira, de que gosto particularmente, nomeadamente os das regiões de Arganil e de Mortágua, progredindo, depois, para outras das catedrais dos ralis nacionais, tais como Vieira do Minho, Amarante ou Fafe, sem diminuir a importância das restantes especiais”.


Há ainda que gerir o ímpeto nos troços-espetáculo desta edição da nossa prova máxima de estrada, três no total: “Claro que gostaríamos de proporcionar o maior espetáculo nas SuperEspeciais, mas muitas vezes isso tem um custo associado que pode deitar por terra todo um trabalho de preparação de vários meses”, recorda José Pedro Fontes. “Coimbra e Porto têm características mais citadinas, com o que tal acarreta; já Lousada é num circuito fechado, já bem conhecido mas, ainda assim, com as suas ratoeiras. Sem elevar demasiado a fasquia, vamos abordá-las com o máximo de cuidado, atacando onde pudermos e refreando-nos nos locais mais problemáticos, para que no domingo possamos subir ao pódio final do rali e, quem sabe, nessa tal posição de Melhores Portugueses. Era um prémio bem merecido para toda a equipa, pelo qual vamos lutar”.

Quarta prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e, também, para o Mundial de Ralis (WRC), o Vodafone Rally de Portugal vai para a estrada esta noite e até ao início da tarde de domingo (19 a 22 de maio), naquele que será o quarto e último rali de terra da época, ficando por correr o mesmo número de provas em asfalto, piso onde o C3 Rally2 terá uma palavra substancial a dizer.

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