Pneus em desenvolvimento para o treino de sexta-feira no último Grande Prémio da temporada
A ronda final da época de Fórmula 1 de 2013 dá-se este fim de semana no icónico circuito de Interlagos em São Paulo, no Brasil, para o qual a Pirelli trará os pneus duros P Zero Orange (Laranjas) e os médios P Zero White (Brancos).
Pirelli @ 19-11-2013 16:00:47
O Grande Prémio do
Brasil é também uma oportunidade para as equipas testarem os novos pneus
protótipos com especificações 2014 durante as sessões de treino livre de
sexta-feira, em preparação para a próxima época, imprimirão muitas mudanças nos
regulamentos. As novas características dos motores dos carros de 2014 terão um
efeito importante nos pneus. Cada carro terá dois jogos de pneus do próximo ano
para usar no FP1 e no FP2, como permitido pelos regulamentos actuais. Estes
terão a construção e perfil do composto médio de 2014.
Paul Hembery: “Escolhemos os pneus
médios e duros para o Brasil para lidar com as diversas exigências do famoso
circuito de Interlagos, onde sempre recebemos boas-vindas dos incrivelmente
entusiásticos fãs. Há várias coisas a reparar no Brasil: apesar de ter recebido
uma nova superfície há uns anos atrás a pista é sempre irregular, o que torna
duro para os pneus encontrar a tracção e, por outro lado, aumenta as exigências
físicas dos pilotos. Tal como no ano passado, daremos a todas as equipas a
oportunidade de testar os pneus para o próximo ano durante o treino livre de
sexta-feira, dadas as mudanças profundas nos regulamentos técnicos de 2014.
Brasil é hoje o maior mercado da Pirelli, por isso estamos desejosos de lá
voltar, para a corrida que marca o final de uma era técnica.”
Jean Alesi: “Interlagos é um circuito
onde o piloto se sente realmente envolvido, e apesar disso parecer ilógico, há
alguns circuitos onde basicamente pilotamos de curva em curva, enquanto
Interlagos é uma verdadeira experiência que nos absorve. Apesar da pista ter
levado uma nova superfície várias vezes, ainda assim é irregular, com grandes
compressões, e uma vez que é um circuito contrário ao sentido do relógio, exige
um esforço muito físico a pilotar. Adoro a sensação e a atmosfera em
Interlagos: os fãs são absolutamente fantásticos, por isso é um sítio óptimo para
ir correr. Obviamente, para Pirelli esta é uma corrida muito importante por
causa do mercado brasileiro e este tem sido sempre o caso: no meu tempo
lembro-me de que Nelson Piquet tinha uma casa de pneus Pirelli no Brasil e estava
envolvido em trabalho de promoção para sublinhar a importância de ter os pneus
certos. O clima é sempre muito variável, por isso temos de estar preparados
para tudo. A chave de Interlagos é conseguir o ritmo certo: se conseguirmos
isto podemos minimizar o desgaste dos pneus e ter uma boa performance. Já ali
estive no pódio no passado, mas é importante ganhar imediatamente o ritmo.”
O
circuito do ponto de vista dos pneus:
Há uma ênfase muito grande na tracção combinada: a
transição da travagem à aceleração a fundo. Interlagos é normalmente pouco
exigente com os travões, por isso a embalagem é importante.
O set-up em Interlagos tende a ser um compromisso: há uma
recta longa a subir em direcção à meta, que coloca ênfase na velocidade e na
potência. (um desafio para os motores devido à altitude de Interlagos) mas a
sinuosidade do percurso requer mais força descendente. O sector final da volta
é o crucial para o tempo total da volta.
Notas técnicas dos pneus:
As variações das
diferentes superfícies significam que a aderência ideal e a força descendente
são vitais, particularmente uma vez que há um número de inclinações diferentes
nas curvas também. A Curva 14 – a curva mais lenta da pista – é um bom exemplo
de alguns dos desafios técnicos que Interlagos coloca aos pneus. Os pilotos
travam a fundo enquanto se dirigem à subida e então viram para a curva, antes
têm de gerirem a rotação das rodas cuidadosamente quando saem da curva.
Interlagos tem a volta mais curta do ano depois do
Mónaco, com asfalto irregular e muitas mudanças de elevação. Aguaceiros são
comuns no Grande Prémio de Brasil, o que aumenta o desafio de um circuito que é
conhecido por ser muito físico para além de exigente mecanicamente.
Jenson Button da McLaren ganhou a corrida no ano passado,
que aconteceu sob condições atmosféricas mistas, com uma estratégia de duas
paragens. A chave para o seu sucesso foi a sua capacidade de permanecer com os
pneus P Zero slick mesmo quando estava a chover. As condições mistas significaram
que as estratégias foram extremamente variadas, com alguns pilotos a pararem
quatro vezes.
As escolhas de pneus
até agora:
|
PZero Vermelho |
PZero Amarelo |
PZero Branco |
PZero Laranja |
|
|
Austrália |
Supermacio |
Médio |
||
|
Malásia |
Médio |
Duro |
||
|
China |
Macio |
Médio |
||
|
Bahrain |
Médio |
Duro |
||
|
Espanha |
Médio |
Duro |
||
|
Mónaco |
Supermacio |
Macio |
||
|
Canadá |
Supermacio |
Médio |
||
|
Grã-Bretanha |
Médio |
Duro |
||
|
Alemanha |
Macio |
Médio |
||
|
Hungria |
Macio |
Médio |
||
|
Bélgica |
Médio |
Duro |
||
|
Itália |
Médio |
Duro |
||
|
Singapura |
Supermacio |
Médio |
||
|
Corea |
Supermacio |
Médio |
||
|
Japão |
Médio |
Duro |
||
|
Índia |
Macio |
Médio |
||
|
Abu Dhabi |
Macio |
Médio |
||
|
Estados Unidos |
Médio |
Duro |
||
|
Brasil |
Médio |
Duro |
Conheça a equipa de F1 da Pirelli:
A selecção de pessoas que mostrámos na nossa secção de ‘Conheça a equipa F1 da Pirelli’ este ano são apenas uma amostra representativa de centenas de pessoas que trabalham na campanha F! da Pirelli, cujos muitos esforços nos bastidores passam despercebidos ao público. Tal como as cerca de 50 pessoas que viajam para as corridas, também há as centenas tanto em Milão – a trabalhar para a F1 na pesquisa e desenvolvimento, activação e marketing – e na Turquia, onde os pneus são feitos na ‘Fábrica dos Campeões’ em Izmit, perto de Istambul. Não só isso, como nos escritórios regionais da Pirelli em cada país visitado pelo circo dos Grandes Prémios e que são muito envolvidos nas suas corridas nos seus países, apoiando a equipa central. Como diz Paul Hembery: “Eu, e todas as outras pessoas que são visíveis nas corridas, constituímos a ponta do iceberg. Nenhum de nós poderia fazer os nossos trabalhos sem todas as pessoas dedicadas no centro em Itália, ou na Turquia, Roménia e Reino Unido, para além de todos os outros escritórios Pirelli em todo o mundo. Por isso gostaria de aproveitar esta oportunidade, no final deste ano de corridas, para agradecer a todos sinceramente em nome de todos nós. Não somos na verdade competidores de F1, mas somos uma equipa. As nossas pessoas, especialmente aquelas que o público não vê, são o nosso principal activo.”
Pirelli @ 19-11-2013 16:00:47
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