Antevisão do Grande Prémio de Abu Dhabi: Yas Marina, 31 de Outubro - 3 de Novembro de 2013
O Grande Prémio do Abu Dhabi é a única corrida do ano que começa no final da tarde e acaba no início da noite, dando aos pilotos e às equipas um desafio único e à audiência um espectáculo inesquecível.
Pirelli @ 29-10-2013 16:50:55
Os pneus para o Grande Prémio de Abu Dhabi serão o médio
P Zero White (Branco) e o macio P Zero Yellow (Amarelo): a mesma nomeação que
foi feita para a Índia no fim de semana passado. A amplitude da temperatura que
os pneus vão experienciar, no entanto, é muito diferente pois ao contrário da
maior parte das outras corridas a temperatura decresce à medida que o Grande
Prémio avança no Abu Dhabi, em vez de crescer.
Paul Hembery: “O
modo como a temperatura da pista desce no Abu Dhabi obviamente tem um efeito
tanto no desgaste como na degradação, o que quer dizer que as equipas são
capazes de fazer saídas mais longas mesmo com o composto macio mais à frente na
corrida. Isto tem algumas implicações importantes na estratégia, o que
significa que é muitas vezes possível fazer algo de diferente no Abu Dhabi, ao
contrário de outros locais, e que pode dar resultados no final. Na nossa
empresa, este circuito é muito conhecido pois é a pista onde fizemos testes
antes de começarmos na F1. Também é o local onde as equipas de F1 puderam
experimentar os nossos pneus pela primeira vez, no final de 2010. No que se
refere ao local, Yas Marina é um dos mais modernos e espectaculares circuitos do
ano com um número de diferentes desafios técnicos que testam a maioria dos
aspectos da performance de um pneu. O desgaste e a degradação não são
especialmente altos aqui: no ano passado também nomeámos o médio e o macio, e a
maioria dos pilotos parou apenas uma vez. Como os compostos são geralmente mais
macios este ano, esperamos desta vez duas paragens, embora seja possível que
algumas equipas façam apenas uma. Teremos que esperar até sexta-feira até
termos uma imagem mais clara das diferenças de tempo entre os dois compostos
mas no geral antecipamos um ritmo de corrida entre os primeiros pilotos
bastante equilibrado, e é sempre nesta circunstâncias que ter a estratégia
certa pode verdadeiramente fazer a diferença. Embora haja um alto grau de
evolução da pista, e as condições no treino livre não sejam sempre
representativas da corrida, o trabalho feito durante as sessões de sexta-feira
e sábado serão instrumentais para formar o conhecimento de cada equipa
relativamente às estratégias que sejam possíveis e vantajosas no domingo.”
Jean Alesi:
“Abu Dhabi não é uma pista onde tenha corrido eu próprio, por isso é difícil
comentar do ponto de vista de um piloto, mas certamente que é espectacular de
ver e é fantástico ver como tanta infraestrutura é investida na F1. A única
impressão negativa que tinha do circuito inicialmente era a de que parecia muito
difícil de ultrapassar por vezes, mas julgo que este problema foi resolvido e é
interessante ver hoje em dia como os pilotos usam a estratégia para ganhar
posição. Estou certo de que as paragens nas boxes serão importantes este
fim-de-semana em Abu Dhabi. Não me parece uma corrida que seja particularmente
dura para os pneus, mas as circunstâncias são um pouco diferentes do que
costume, com a corrida a decorrer no final da tarde, por isso é muito difícil
prever o que se vai passar. Tive alguma experiência em correr na penumbra e à
noite em Le Mans, e de facto não é fácil, mas julgo que é provavelmente mais
fácil num carro F1 do que num carro de endurance, pois os F1 não têm faróis. Os
faróis tornam difícil de avaliar as perspectivas – particularmente quando
estamos a ser ultrapassados – por isso é melhor ter apenas luzes no circuito,
como em Singapura ou Abu Dhabi.”
O
circuito do ponto de vista do pneu:
Em média, a temperatura da pista desce 15 graus durante a
corrida, baixando de cerca de 45ºC até aos 30ºC no final da corrida: que é
normalmente a mesma temperatura do que a temperatura ambiente. Isto é o oposto
do que vemos na maioria das corridas quentes que ocorrem no início da tarde,
onde a temperatura da pista tende a ser mais alta do que a temperatura ambiente.
Um pouco como Suzuka, a primeira parte do circuito
consiste essencialmente de uma série contínua de curvas, que sujeitam os carros
a forças laterais de aceleração de 4G. Os pneus têm então de ter uma
performance óptima na longa recta, com os carros a acelerar a fundo durante 15
segundos, o que é igual a uma força descendente de carga aproximada de 800
quilos sobre as quatro rodas.
A tracção é um especto chave para uma boa performance em
Yas Marina, pois não há muitas curvas de alta velocidade. Para ajudar os
pilotos a ganhar máxima tracção, os engenheiros tendem a preparar o carro macio
na traseira, mas isto pode levar a um maior desgaste nos pneus traseiros. Se o
set-up for muito duro, ocorre o problema oposto: excessivas rotações das rodas,
o que também diminui a vida dos pneus.
Notas
técnicas dos pneus:
O circuito de Yas Marina está ao nível do mar, com maior
densidade de ar a aumentar a performance do motor. A potência acrescida também
tem efeito sobre o desgaste do pneu, com mais exigências colocadas nos pneus
traseiros em particular. Os carros tendem a correr com um set-up de média força
descendente, pois Abu Dhabi tem tudo a ver com compromissos técnicos.
A superfície da pista em Abu Dhabi consiste em pedra
colhida em Inglaterra e é geralmente muito macia. À medida que mais borracha
fica no solo dá-se um grau alto de evolução da pista ao longo do fim de semana
e também é comum encontrar poeira no circuito nas primeiras sessões, que logo
desaparece.
Os dois melhores classificados no Abu Dhabi no ano
passado (Kimi Raikkonen e Fernando Alonso) usaram uma estratégia de uma paragem,
começando com o pneu macio e acabando com o médio. Sebastian Vettel, que
começou da recta das boxes por ter tido os seus tempos de qualificação
desaprovados, acabou eventualmente em terceiro com uma estratégia de duas
paragens, tendo começado com o médio e acabado com duas tiradas de pneus
macios.
As escolhas de pneus
até agora:
|
PZero Red |
PZero Yellow |
PZero White |
PZero Orange |
||
|
Austrália |
Supermacio |
Médio |
|||
|
Malásia |
Médio |
Duro |
|||
|
China |
Macio |
Médio |
|||
|
Bahrain |
Médio |
Duro |
|||
|
Espanha |
Médio |
Duro |
|||
|
Mónaco |
Supermacio |
Macio |
Médio |
||
|
Canadá |
Supermacio |
Médio |
|||
|
Reino Unido |
Médio |
Duro |
|||
|
Alemanha |
Macio |
Médio |
|||
|
Hungria |
Macio |
Médio |
|||
|
Bélgica |
Médio |
Duro |
|||
|
Itália |
Médio |
Duro |
|||
|
Singapura |
Supermacio |
Médio |
|||
|
Coreia |
Supermacio |
Médio |
|||
|
Japão |
Médio |
Duro |
|||
|
India |
Macio |
Médio |
|||
|
Abu Dhabi |
Macio |
Médio |
|||
|
Estados Unidos |
Médio |
|
|||
|
Brasil |
Médio |
|
Outras notícias da Pirelli:
O piloto da Kawasaki Racing Team Tom Sykes de Inglaterra, ganhou o seu primeiro campeonato FIM Superbike em Jerez de la Frontera, enquanto a Aprilia ganhou o campeonato de equipas. O campeonato de Superbike usou exclusivamente pneus Pirelli pela sua 10ª sessão consecutiva.
O irlandês Daniel McKenna ganhou o prémio Pirelli UK Star Driver para 2014, o que lhe dá um patrocínio para o Campeonato Britânico de Ralis do ano que vem ao volante de um Citroen DS3 R3T. McKenna ultrapassou a concorrência de cinco outros finalistas para conseguir o ambicionado prémio, que lhe foi atribuído por um distinto painel de juízes.
As aplicações P Zero, que contem as últimas novidades do mundo da F1, ganharam o prestigiado Prémio Lovie em Londres no fim-de-semana passado: a única cerimónia de prémios pan-europeia dedicada ao conteúdo para a Internet.
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