Fim-de-semana recheado de emoções fortes

A confirmação dos títulos nacionais nas diversas categorias, foram só mais um aliciante de um fim de semana bem animado e cheio de emoções fortes, que foi do agrado de todos os presentes e que trouxe ao Autódromo do Estoril algum público, para assistir interessado, a mais uma organização conjunta do Motor Clube do Estoril e da CRM Motorsport.

CRM Motorsport @ 21-10-2013 12:24:12

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Um fim de semana em que se apostou na presença de público no “paddock” e que contou com participações interessantes, isto se pensarmos que coincide com um evento igualmente grande realizado noutra pista portuguesa e que este tipo de sobreposição, acaba por não beneficiar ninguém, pelo que se espera que, no futuro, as concepções dos calendários possam finalmente ser mais rigorosas…
Para o promotor do Estoril Motorsport Weekend, Tiago Raposo de Magalhães, “acaba por ser um fim de semana com muitas corridas e muita animação, contando com uma grelha muito preenchida por parte dos Sport Protótipos – incluindo algumas presenças estrangeiras – quatro corridas dos Super 7 by Kia e ainda a animação dos troféus Fiat 500 Abarth e FEUP – Desafio Único, que trazem natural alegria e juventude a estes eventos…

Também regressámos à “curva do tanque” o que foi um aliciante interessante e, mais do que tudo isto, o Estoril Motorsport Weekend, permitiu rodar a equipa para tudo estar pronto para a grande festa de encerramento da velocidade nacional – Estoril Racing Festival – para o qual anunciaremos em breve grandes e boas novidades.”

Pela parte do clube organizador – Motor Clube do Estoril – todas as experiências colocadas em pista durante o Estoril Motorsport Weekend, resultaram em pleno, tendo sido cumpridos todos os requisitos de segurança e não se registando qualquer problema, nem a este nível, nem a nível organizativo: “Foi um fim-de-semana em que tudo nos correu muito bem e provámos que a “curva do tanque” serve sem problemas de segurança, para corridas nacionais. Desde quarta feira que estamos autorizados a utilizar a curva, que está homologada para corridas nacionais e é completamente segura. Também começámos a divulgar os resultados no nosso site, logo após acabarem os treinos e a corrida, por isso acho que o Motor Clube do Estoril está preparado para os próximos desafios, o primeiro dos quais acontece já no último fim de semana de Novembro, com o Estoril Racing Festival, de novo com a colaboração da CRM Motorsport.”


Super 7 by KIA

As segunda e terceira corridas do dia, foram protagonizadas pelos concorrentes dos Super 7 by Kia e na primeira Ricardo Megre foi para a frente, depois de ter sentido algumas dificuldades nos treinos e por isso ter mudado a junta da cabeça do seu carro. Volta a volta foi construindo alguma vantagem sobre a dupla Nuno Santos / Sebastião Brion, que rodou sempre muito junta, com Gonçalo Lobo do Vale à espreita de um deslize dos primeiros… No final, vitória para Megre, com Nuno Santos “colado” e Sebastião Brion, Gonçalo do Vale e Nuno Carvalho a cortarem a meta quase a par…

Na segunda corrida André Correia arrancou bem, mas Gonçalo do Vale e Nuno Carvalho, não ficaram muito para trás e foi Ricardo Megre - que partiu da box depois de ter mudado a água toda do seu carro - já que no final da primeira corrida teve problemas de rendimento do motor. Megre encetou uma grande recuperação e à quarta volta já era quarto, passando para terceiro na volta seguinte, apenas a 0,114 do novo comandante, Nuno Carvalho que passou na meta, apenas com 0,035s de vantagem sobre Gonçalo do Vale…

Até final foi a emoção completa na pista do Estoril, com Megre a passar para segundo a quatro voltas do fim, mas a o,045 de Carvalho e com , 0,789s de avanço sobre Gonçalo do Vale, colado a André Correia… e para primeiro – a par – na volta seguinte, com os restantes a perderem algumas décimas, mas a manterem-se à espreita de um deslize dos da frente…

Na ante-penúltima passagem pela meta, três a par, com Megre na frente de Lobo do Vale (0,044) e Nuno Carvalho (0,058) e na volta seguinte, mantinha-se o comandante, mas apenas com 0,021s de vantagem sobre Nuno Carvalho e 0,692 sobre Gonçalo do Vale, pelo que a última seria uma volta“épica” com o vencedor (Ricardo Megre) a ser conhecido apenas sobre a meta, cortando-a a par com Nuno Carvalho (+ 0,026s) e Gonçalo do Vale que “demorou” mais 0,080s… Fantástica corrida. O Vencedor: “Foi uma corrida fantástica, já que tive que recuperar muito e depois ainda ter fôlego para o final… A luta nas últimas voltas causou-me alguma preocupação, pois o motor podia perder rendimento, mas à saída da parabólica tentei tudo para ganhar velocidade e em cima da meta vi que o meu guarda-lamas estava ligeiramente à frente… Muito bom e luta muito leal!”

Da parte da tarde tiveram lugar mais duas emocionantes corridas da Super 7 by KIA. Mais uma vez os protagonistas foram Ricardo Megre, Nuno Santos e Nuno Carvalho. Na 3ª corrida do dia voltaram a bater-se até aos derradeiros metros, com a vantagem a pender de novo para o lado do campeão em título. Depois de algumas passagens a par na linha de meta, Santos acabou por ceder, batendo ainda assim o homónimo Carvalho. A derradeira corrida desta competição na tarde voltou a ser ganhar por Ricardo Megre, embora desta vez com uma tranquilidade maior. Nuno Carvalho foi desta vez segundo, enquanto Sebastião Brion ultrapassou na parte final André Correia e com isso fechou o pódio.

“A terceira corrida voltou a ser muito equilibrada, outra vez uma bela luta. Na última voltei a sair bem e o André Correia quis vir comigo. Não tentou passar, procurou seguir o meu ritmo para se afastar da concorrência. Só que entretanto o Nuno Carvalho apanhou-o e eles ficaram a discutir a posição e eu acabei por me conseguir afastar. Foi o fim de um dia perfeito”.



Campeonato de Portugal de Sport Protótipos


A corrida dos Sport Protótipos “viveu” da luta entre Ivan Bellarosa e Gonçalo Araújo, que perseguia no Estoril, o título nacional nesta categoria e o certo foi que o italiano e o português já tinham uma vantagem de mais de seis segundos sobre o terceiro (César Machado) na terceira volta, sendo este seguido de Paulo Sá Silva e por António Ricciardi, já a mais de 13 segundos…

Até à paragem nas boxes, Paulo Silva passou César Machado na sétima volta, com este a ficar colado ao piloto angolano e Ricciardi estabilizou num tranquilo quinto lugar, à frente de Belloti e Luis Martins. Gonçalo Araújo começou a perder muito tempo, com o fundo do carro solto, ficando à mercê de Paulo Silva que o ultrapassou à 11ª volta, tal como César Machado.

Paulo Silva foi o primeiro a entrar nas boxes, cedendo o seu lugar a Luis Silva, mas já com toda a gente a regressar à pista, a classificação “estabilizada” deu Bellarosa na frente de Gonçalo Inácio (companheiro de equipa de César Machado) seguindo-se Nuno Santos (a alinhar com Ricciardi) e João Luís, que acompanha Gonçalo Araújo… Luis Sá Silva descia a 10º e abandonaria pouco depois com um princípio de incêndio no seu carro. Bellarosa prosseguiu a sua caminhada para a vitória, com Inácio a rodar muito atrasado na segunda posição, tranquilamente na frente de Nuno Santos e Francisco Abreu, mas Inácio descia a quinto na 22ª volta entrando nas boxes na volta seguinte com um problema no cubo da roda para abandonar.

Vitória para Ivan Bellarosa, com os lugares seguintes do pódio a serem ocupados por António Ricciardi / Nuno Santos (ambos em Wolf) a 44,4s e Francisco Abreu (Radical) a 1m01,6s, que vence a classe C3. Apesar de ter terminado apenas na quinta posição, Gonçalo Araújo assegurou o título.

VENCEDOR: “Vitória mais tranquila do que esperava, num campeonato muito interessante. A equipa esteve muito bem desde o início do fim de semana e só espero poder voltar para competir com estes pilotos.”

A segunda corrida não teve história. Desde o início que Ivan Bellarosa se foi afastando da concorrência ao ritmo de 4 a 5 segundos por volta, pelo que o fecho do programa do Estoril Motorsport Weekend foi um passeio para o italiano. António Ricciardi e Nuno Santos não tiveram igualmente dificuldade em garantir a segunda posição, enquanto Gonçalo Araújo e João Luís ficaram com o último degrau da tribuna dos vencedores. No final o italiano estava satisfeito com a vitória. “Acabou por ser uma corrida fácil, mas estou muito satisfeito por estar presente neste belo programa de corridas. Já conhecia o circuito do Estoril, que é um belo traçado e acredito que o António Ricciardi poderá ter um belo futuro”. Gonçalo Araújo e João Luís festejaram o título com a subida ao pódio. “Foi um fim-de-semana que valeu pelo título. Na primeira corrida estava a conseguir acompanhar o Ivan, mas depois tivemos problemas com a asa dianteira. Na segunda, o João Luís quando me entregou o carro já se estava a queixar do aquecimento do motor e da caixa, pelo que não era possível fazer mais”, explicou Araújo. FEUP – Desafio Único

Os 50 minutos da primeira corrida do Desafio Único decidiram-se nos últimos segundos. Após a paragem para troca de pilotos, David Saraiva assumiu os comandos do Alfa Romeu nº308 em substituição de Sérgio Brás Saraiva e ao rodar consistentemente mais rápido que a concorrência foi subindo posições até chegar ao comando na última volta. Tiago Vilela e Hugo Negrais tinham largado apenas do oitavo posto, mas rapidamente chegaram à frente e parecia que iam mesmo vencer, mas acabaram surpreendidos nos derradeiros momentos da corrida. Nuno Loureiro e Filipe Vieira fecharam o pódio.

A segunda corrida teve cenário idêntico, com o vencedor a ser conhecido apenas no baixar da bandeira xadrez. António Ferreira e João Rebelo Martins depois dos problemas da primeira corrida precisavam de um bom resultado para confirmarem o título da FEUP 3. Foi já na recta final que chegaram ao primeiro lugar, como explicou João Rebelo Martins. “Foi de facto uma corrida difícil. Depois dos problemas na primeira sabíamos que precisávamos de estar na frente para chegarmos ao título. Conseguimos vencer e por isso estamos naturalmente muito contentes”. David Saraiva e Sérgio Brás Saraiva ficaram com o segundo posto, resultado que lhe permitiu serem os vencedores do fim-de-semana, enquanto Alexandre Gonçalves e Paulo Ribeiro fecharam o pódio.

Entre os pilotos dos Fiat Punto André Pinto e Filipe Matias começaram por dominar, mas acabaram por abandonar, permitindo a Vasco e Manuel Barros subirem à primeira posição, lugar onde viram a bandeira xadrez. Boa corrida igualmente para a dupla Pedro Cerqueira/José Francisco, que depois de largar apenas de sexto ganhou quatro lugares e fechou no segundo posto, deixando o derradeiro degrau do pódio para Miguel Rodrigues e Marques Mendes. O fim-de-semana foi mesmo de domínio de Vasco e Manuel Barros que venceram a segunda corrida e foram os heróis do dia. Filipe Matias e André Pinto terminaram a pouco mais de um segundo, enquanto Diogo Sousa e João Simões ficaram com o último degrau do pódio. Quem, no entanto, tem mais razões de festa é a dupla André Pinto/José Teixeira, que fruto de dois sextos lugares se sagrou campeã do Desafio Único FEUP 2.

No que concerne aos Uno 45S vitória para a dupla Carlos e Diogo Gonçalves, que terminaram na frente de Carlos Pereira/César Caldas e Aroso Charais/Óscar Rodrigues.

Na segunda corrida dos mais veteranos nova vitória para pai e filho Gonçalves, sendo que com este triunfo Diogo sagrou-se campeão em solitário. “Estou muito contente. Foi uma corrida difícil na fase inicial, o ritmo era muito idêntico e sabíamos que a estratégia de boxes seria fundamental. Acabou por resultar e estou muito contente. Apesar de ser campeão sozinho, o título é também do meu pai e de um amigo que dividiram o carro comigo este ano”. Carlos Pereira e César Caldas repetiram o segundo lugar, ao passo que Crissaf foi terceiro, tendo ganho o troféu de circuitos.



Troféu Fiat 500 Abarth

O primeiro título do dia entregue no Estoril foi o do Troféu Fiat 500 Abarth. À partida Nuno Cardoso era o favorito, não só por ser quem liderava a tabela de pontos, como também por arrancar da pole position. Essa, no entanto, acabou por não ser uma grande vantagem, pois o momento do arranque não foi o ideal. Na travagem para a curva 1 era José Rodrigues quem estava na frente, mas foi forçado a alargar um pouco a trajectória na abordagem da curva 2 e isso permitiu a Cardoso voltar ao comando e dominar a prova a partir desse momento, vencendo com autoridade e conquistando o título. Rodrigues ainda seguiu o líder, mas acabaria por abandonar. António Costa foi ganhando lugares ao longo da corrida e viria a terminar na segunda posição, insuficiente para roubar o ceptro a Nuno Cardoso. Pedro Serrador fechou o pódio.

VENCEDOR: “Melhor era impossível, pole position, vitória, volta mais rápida e título. O arranque não correu bem. Perdi um lugar para o José Rodrigues e por pouco não cai mesmo para terceiro. Na saída da curva 1 ele abriu a trajectória e eu meti por dentro para a curva 2. Percebi que estávamos com ritmos semelhantes, e apesar de não precisar de correr riscos para ser campeão decidi forçar. Nas últimas duas voltas controlei a corrida e sobretudo as emoções”.

CRM Motorsport @ 21-10-2013 12:24:12

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